Pesquisar no blog

3 de fevereiro de 2012

Vereadores de Curitiba querem trabalhar de manhã e sair mais cedo

 Fazei que o nosso vereador seja digno da função da qual foi  confiada, que ele trabalhe com toda          dedicação em prol da comunidade e dos seus eleitores. Lembrai  que ele deverá trabalhar duramente  durante os quatro anos, pois o  que  ele recebe em um mês, um trabalhador levará 18 meses para         receber e sem os benefícios e as  gratificaçoes.Que nunca falte as  sessões e quando faltar,que seja por motivo justo.      
                                                                                                                                     
Sessões, que acontecem sempre no início da tarde, passariam a ser realizadas às 9h. Justificativa é evitar que o trabalho parlamentar siga noite adentro
Os vereadores de Curitiba pretendem passar as sessões plenárias para o horário da manhã neste ano. O projeto, apoiado por vários vereadores, foi protocolado no dia 12 de janeiro, informa o blog Caixa Zero, do jornalista da Gazeta do Povo Rogério Galindo.
Tradicionalmente, as sessões da Câmara são no início da tarde, de segunda a quarta-feira. O projeto muda o horário, mas não as datas.
As sessões começariam sempre às 9 horas da manhã. Segundo a justificativa, a ideia é evitar que o trabalho siga noite adentro.
Os vereadores dizem que em 2011 isso aconteceu diversas vezes devido aos "debates acalorados". Ou seja, devido às denúncias contra João Cláudio Derosso (PSDB).

2 de fevereiro de 2012

Eleições municipais vão influenciar trabalhos na Alep

Deputados retornam hoje do recesso, mas disputas municipais podem comprometer a agenda na Casa. 21 parlamentares são pré-candidatos a prefeito
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) volta hoje aos trabalhos em uma sessão de abertura solene, quando o governador Beto Richa (PSDB) fará prestação de contas da gestão de 2011. Os deputados paranaenses voltam para mais um ano legislativo que deve sofrer influência direta das eleições municipais de outubro. Além de 21 parlamentares pré-candidatos às prefeituras, as eleições municipais tendem a criar bases de apoio para os deputados que vão buscar a reeleição em 2014. Mesmo que os políticos não confirmem, a partir de julho, os trabalhos da Casa podem ser comprometidos.
O presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB), já admite a possibilidade de flexibilizar as sessões para favorecer o interesse dos parlamentares no pleito de outubro, mas nega um esvaziamento no segundo semestre. De acordo com ele, com uma dose de “boa vontade”, é possível diminuir a interferência eleitoral nesta legislatura. “Nós vamos ter o número normal de sessões, como se não houvesse eleição. Mas podemos flexibilizar os horários, com encontros pela manhã ou noite. De jeito nenhum, haverá diminuição do trabalho”, garante.
O líder da oposição na Alep, deputado Enio Verri (PT), afirma que o ano eleitoral dificulta a apresentação de projetos polêmicos. “Não acredito que o Executivo vá pautar o Legislativo neste ano”, diz. Opinião semelhante a do professor de Ciência Política David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB). “Projetos importantes precisam de tempo para debate. Haverá concentração de votações consensuais”, esclarece. Uma das possíveis polêmicas é a criação de um mecanismo para regularizar o funcionamento do Es­­­critório de Representação Po­­­lítica do governo do estado em Brasília, em razão de irregularidades encontradas pelo Tri­­­bunal de Contas (TC).
Pré-candidato à prefeitura de Maringá, Verri afirma que o regulamento da Casa permite a licença para os postulantes aos cargos, mas que todos os projetos serão discutidos. Além dele, outros 20 deputados podem participar das eleições municipais.
Apoio
David Fleischer defende a opinião de que o partido que consegue mais prefeitos e vereadores, tende a conseguir mais deputados na próxima eleição. “Há uma correlação forte”, diz. Segundo ele, é impossível não haver interferência eleitoral na Assembleia em um estado geograficamente extenso como o Paraná. “O deputado que está no interior não vai voltar para as sessões”, afirma o professor. “Eles [os parlamentares] chamam de esforço concentrado. Votam uma agenda de projetos em alguns dias de agosto e setembro”, diz.
Na avaliação do professor de Ciência Política Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por terem interesse direto nas eleições municipais, é natural que haja um desvio da atividade política no segundo semestre deste ano. “Não somente os candidatos, mas os demais parlamentares também, porque os prefeitos eleitos vão apoiá-los daqui a dois anos”, explica. Cervi se mostra curioso para saber como será a cobrança pela presença dos parlamentares nesse período.
Fonte Gazeta do Povo.

O QUE VC ACHA DISSO? VAMOS FICAR DE OLHO NOS VEREADORES E COBRAR ???






Se Derosso retornar à presidência, MP irá pedir seu afastamento

Nos bastidores da Câmara, o comentário é de que o vereador tende a permanecer longe do comando da Casa para não prejudicar sua campanha eleitoral.Na primeira sessão do ano, o vereador João Cláudio Derosso (PSDB) desconversou ontem sobre a possibilidade de retornar à presidência da Câmara de Curitiba no próximo dia 21, quando acaba a licença de 90 dias requerida por ele mesmo em novembro. Nos bastidores, comenta-se que o tucano estaria receoso em voltar a comandar o Legislativo da cidade e ser alvo de mais uma investida do Ministério Público Estadual (MP) – o que poderia colocá-lo novamente em evidência e prejudicar seus planos de reeleger-se na eleição de outubro. Ontem, o promotor Paulo Ovídio dos Santos Lima, da Promotoria do Patrimônio Público, disse que, caso Derosso retorne à presidência, o MP vai pedir que ele se afaste do cargo.
Derosso se licenciou do co­­mando da Câmara logo depois que o MP o denunciou à Justiça por improbidade administrativa em razão de suspeitas de irregularidades em contratos de publicidade da Câmara. Na ação, o MP havia pedido o afastamento cautelar do vereador do comando do Legislativo até o final do julgamento da ação. Como o tucano se afastou voluntariamente, o pedido de liminar perdeu seu objeto. Mas a volta à presidência faria com que o MP novamente pedisse seu afastamento.
Ontem, Derosso evitou a imprensa na sessão de reabertura dos trabalhos legislativos. “Não sei, vamos esperar o dia 20”, limitou-se a dizer quando questionado sobre a decisão que terá que tomar sobre a volta à presidência.
Já os vereadores da base aliada do prefeito Luciano Ducci (PSB), que também dá sustentação a Derosso, estavam com discurso afinado. Na intimidade, ele ainda é tratado pela maioria de “presidente”. Os aliados dizem que a decisão sobre o afastamento definitivo é pessoal e a bancada da situação não vai interferir.
Questionado sobre o desgaste que um ação do MP para afastar novamente Derosso da mesa diretora poderia trazer para a imagem da Casa, o vereador Emerson Prado (PSDB) disse que isso está sendo avaliado pelo presidente licenciado. “Nós, do partido [o PSDB], estamos ciente de tudo isso e ele também. Ele sabe o que tem que fazer”, disse.
Nos corredores da Câmara, aliados de Derosso comentam que a tendência é que ele renove o pedido de afastamento da presidência para evitar prejuízos em sua campanha de reeleição. Essa hipótese, porém, é vista com desconfiança pela oposição. “Seria a melhor saída para a instituição, mas não acredito que vá ocorrer”, disse o vereador Pedro Paulo (PT), novo líder de seu partido na Casa.
Já o líder da oposição, Algaci Túlio (PMDB), lamentou o comportamento dos colegas vereadores no caso. Ele lembrou que dois processos no Conselho de Ética contra Derosso foram arquivados no ano passado e que a Co­­missão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para apurar as denúncias isentou o tucano, alegando falta de provas.
Derosso foi denunciado pelo MP à Justiça por ter contratado a agência de publicidade de sua mulher, Cláudia Queiroz Gue­­des. Nesse período, os dois não eram casados, mas Cláudia era funcionária da Câmara quando participou da licitação – o que é ilegal. O contrato foi prorrogado já quando os dois estavam juntos. Os contratos da Casa com a agência de Cláudia somaram R$ 5 milhões.
Preferência
Julião da Caveira falta à sessão para ver jogo do Atlético
O vereador Julio Cesar Sobota (PSC) não compareceu na reabertura dos trabalhos ontem na Câmara Municipal de Curitiba. Durante a chamada nominal antes da sessão, sua falta foi considerada justificada. “Julião da Caveira”, como é conhecido, é presidente da torcida organizada Os Fanáticos, do Atlético Paranaense, e preferiu comandar os torcedores que acompanhavam a partida do rubro-negro no Estádio Janguito Malucelli, a primeira do clube na capital neste ano. O jogo só começou às 17 horas. Já a sessão do Legislativo municipal acabou por volta das 16h20. Seu colega Juliano Borghetti (PP), também atleticano, assistiu à sessão até o final e depois, acompanhado do filho, foi para o estádio acompanhar a vitória do Furacão diante do Roma de Apucarana por 4 a 0. Julião da Caveira tem até amanhã para apresentar a justificativa de sua ausência à presidência da Casa.
Câmara reinicia trabalhos em ano com “férias” menores
Os vereadores de Curitiba retomaram as sessões plenárias ontem à tarde. O ano legislativo, que tradicionalmente começava na metade de fevereiro, foi antecipado para o início do mês devido à Lei Orgânica Mu­­nicipal, que encurtou o recesso os vereadores. Em 2012, a Câmara trabalhará até 20 de dezembro, com um recesso em julho.
A primeira sessão do ano foi comandada pelo vereador Tico Kuzma (PSB), presidente em exercício da Casa. Ele se emocionou durante o discurso de posse. Kuzma está no cargo em substituição ao presidente interino, o vereador Sabino Picolo (DEM), que exerce a função devido ao afastamento temporário de João Cláudio Derosso (PSDB).
Porém, Picolo teve de assumir a prefeitura de Curitiba porque Luciano Ducci (PSB) está em viagem oficial à Europa. Picolo, que participou da sessão como prefeito em exercício, fez um longo discurso sobre as realizações da prefeitura no ano passado.
Regimento Interno
A primeira sessão do ano serviu ainda para que os partidos comecem a indicar nomes para as comissões permanentes da Casa e também para a comissão especial que vai reformular o Regimento Interno da Câmara.

1 de fevereiro de 2012

Vamos ficar de olho neles. Vereadores abusam da nomeação de comissionados;

Constituição prevê equilíbrio na relação no número de cargos em comissão e servidores concursados, mas lei nunca foi regulamentada. MP vem exigindo a demissão de nomeados
Os servidores públicos em cargos comissionados, que não passaram por concurso e foram nomeados politicamente, deveriam ser a exceção no poder público. Especialistas afirmam que o ideal é que as diversas instâncias governamentais tenham um corpo de servidores efetivos (e capacitados) para que a máquina funcione independentemente da orientação dos dirigentes políticos. Mas essa regra é ignorada por grande parte das câmaras municipais do Paraná, que têm número de comissionados muito maior do que o de concursados.
No ano passado, o Legislativo de Curitiba tinha 550 servidores comissionados e apenas 228 efetivos. Em Londrina (Região Norte), o inchaço de comissionados se repete e eram 101 servidores não concursados para 53 efetivos. Ma­­ringá (Noroeste) tinha 104 comissionados e 60 efetivos. E em Pon­ta Grossa (nos Campos Gerais), eram 75 servidores em cargos em comissão contra 40 concursados.
A situação se repete em municípios menores, como Matinhos, no Litoral. A existência de um número elevado de funcionários comissionados na Câmara da cidade chamou a atenção de técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TC) em uma inspeção de 2009. Mas, quase três anos depois, o Legislativo de Matinhos mantém apenas 8 funcionários concursados e 33 comissionados.
Relação adequada
A Constituição de 1988 prevê a necessidade de haver uma relação desejável no número de cargos comissionados e de funcionários efetivos. A proporção adequada deveria ser regulamentada por lei – o que nunca ocorreu. Assim, os vereadores passaram a se preocupar mais em ter servidores de livre nomeação do que abrir concurso
Mas uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) acabou por fixar uma orientação que está sendo usada para coibir o inchaço de comissionados nas câmaras. O STF entendeu que o Legislativo de Blu­menau, em Santa Catarina, não poderia ter mais funcionários em comissão do que servidores efetivos concursados. O máximo permitido, segundo a sentença do Supremo, seria uma quantidade igual de servidores comissionados e efetivos.
Com base na decisão do STF, o Ministério Público Estadual do Paraná (MP) vem exigindo a demissão de comissionados em várias câmaras do Paraná. Ma­­ringá se adaptou no ano passado, demitindo servidores não efetivos. E, na semana passada, o MP ingressou com uma ação para que haja corte do excesso de comissionados da Câmara de Ponta Grossa.


Irregularidades
Câmara de Matinhos vira sinônimo de problemas para TC
A Câmara de Matinhos, no Litoral do estado, é considerada por técnicos do Tribunal de Contas do Paraná (TC) como um caso emblemático de problemas que ocorrem em vários Legislativos municipais. Em relatório sobre a inspeção das contas de 2009 do Legislativo, o TC relaciona uma série de indícios de irregularidades e de má gestão na Câmara. São suspeitas de superfaturamento em notas de combustíveis, desvios de funções, excesso de comissionados (veja reportagem desta página), distorções no balanço patrimonial do Legislativo e irregu­laridades no pagamentos de diárias de viagem (assunto que a Gazeta do Povo abordou na edição do domingo).
No fim do ano passado, conselheiros do TC determinaram a instauração de uma tomada de contas extraordinária – uma espécie de investigação mais rigorosa – para apurar os indícios de irregularidades na Câmara de Matinhos. A tomada de contas extraordinária é instaurada quando há descumprimento de prazos para o encaminhamento de documentos, dados ou informações ao TC. Também é determinada quando há indícios de desfalque ou desvio de dinheiro ou bens públicos.
O relatório da inspeção de 2009 havia sido enviado para o presidente da Câmara, Sandro Moacir Braga, e a administradores do Legislativo. O objetivo era efetuar as adequações e apresentar defesa. No mesmo ano, o tribunal recebeu a defesa da Câmara Municipal, mas constatou que as irregularidades persistiam.
Em julho de 2011, técnicos do TC recomendaram que o presidente da Câmara e outro servidor responsável pelas despesas fizessem uma série de devoluções aos cofres da Casa por pagamentos supostamente ilegais. A recomendação não foi acatada. Procurado pela Gazeta do Povo, Braga disse que não tinha conhecimento do relatório e das recomendações do tribunal.
No início deste ano, a diretoria de Contas Municipais do TC enviou ao Ministério Público o relatório contendo as suspeitas de irregularidades para que medidas cabíveis fossem tomadas a fim de “proteger o erário do município”.
Interatividade
Qual a sua opinião sobre o excesso de nomeações de comissionados nas câmaras municipais?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

31 de janeiro de 2012

Basta querer fazer, veja..Troque garrafas Pet por bicicletas.

Em meio ao caos do trânsito das grandes cidades, ou mesmo nas regiões menos populosas, a bicicleta é o primeiro veículo que vem à mente quando falamos em transporte ecologicamente correto. E graças à invenção do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, já é possível contribuir ainda mais para a preservação do meio ambiente.
Com a bicicleta feita de garrafas PET, cerca de 200 unidades deixam de ir para aterros sanitários e se transformam no “quadro” da bike. A grande vantagem é que ela traz todos os benefícios dos modelos convencionais, com a diferença de ser mais barata e resistente, não enferrujar, ser mais leve, ter amortecimento natural e ainda ser completamente reciclável.
Além das garrafas, em breve outros materiais à base de resinas plásticas, como para-choques de carros e embalagens de xampu poderão ser utilizados na fabricação. A meta do inventor é produzir 132 mil unidades por ano, reciclando assim 15,8 milhões de garrafas.
Por enquanto, a Muzzicycle, como a bicicleta é chamada, está sendo confeccionada por encomendas em São Paulo e já há 2,5 mil pessoas na fila de espera. Ao todo, são três modelos diferentes e os preços variam de R$ 250 a R$ 3 mil. E o preço ficar menor se o interessado levar suas próprias garrafas!
**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Siga o Instituto GRPCOM também no twitter: @institutogrpcom

30 de janeiro de 2012

Catedral de Curitiba: Bela e imponente, com uma arquitetura que deu o que falar

Basílica não será a mesma depois da restauração. Conheça os detalhes da recuperação de um patrimônio arquitetônico de Curitiba que estava quase ruindo A restauração da Catedral de Curitiba começou em janeiro de 2011 e deve ficar pronta em dezembro do ano que vem (40% das obras foram feitas). Desde que arquitetos e mestres-de-obras entraram nas áreas mais inimagináveis da igreja, retirando cinco caminhões de puro entulho, apenas uma notícia virou burburinho por enquanto: a existência de um poço no presbitério. Na verdade, o poço existe e não passa de um buraco escuro com água dentro, criado durante as perfurações de análise de solo para a construção da igreja.
VÍDEO: Confira algumas técnicas utilizadas na restauração da Catedral

O que até agora não se falou, por outro lado, é que a Catedral não perde nada em beleza arquitetônica para outras igrejas – de diversas partes do mundo – que foram construídas na mesma época. Os detalhes arquitetônicos não eram vistos com olhos de surpresa porque, de fato, eles estavam escondidos por trás de infiltrações (principalmente perto do solo), camadas “extras” e desnecessárias de tinta e falta de manutenção. Mas, quando for entregue restaurada, é provável que se torne ponto de turismo, assim como as igrejas mineiras.
Só na pintura, um trabalho minucioso – de formiguinha mesmo – foi feito para se chegar ao que corresponde à segunda camada de tinta que as paredes receberam no fim dos anos 1940. Para se ter uma ideia, foram gastas cerca de duas horas com um bisturi em cada dez centímetros quadrados da parede para remover as três camadas de tinta e se chegar à pintura que deveria ser recuperada.
Identidade à tinta
A arquiteta responsável pelo restauro, Giceli Portela, da empresa G Arquitetura, explica que foi decidido, em uma comissão da reforma e com integrantes da igreja, que a pintura a ser recuperada não seria a original, em estilo gótico e bastante simples, mas a de 40 anos depois (que corresponde à segunda camada), feita pelos irmãos italianos Anacleto e Carlos Garbaccio a pedido da Liga Feminina da Igreja.
“As mulheres deram identidade à igreja quando decidiram alterar a pintura que era bem simples na época (frisos e trevos). Digo que foi dada uma identidade à Catedral porque as pinturas dos Garbaccio lembram uma pêssanka, cheia de detalhes, e retratam a identidade do povo paranaense, uma mistura decorrente da imigração”, afirma Giceli. Além disso, outro ponto que contou muito foi o fato de a pintura original ter permanecido na igreja um tempo bem menor que a dos irmãos Garbaccio, ou seja, esta última é a que mais identifica a Catedral a seus fiéis.
Nos 3 mil metros quadrados da Catedral, o que faltava para potencializar o uso da igreja era melhorar a qualidade do som (já se pensa em fazer recitais e concertos no local). Para passar o cabeamento da fiação elétrica, então, os responsáveis pela obra tiveram de suar. O chão não poderia ser quebrado por causa da pedra basalto que seria recuperada. Por isso a opção foi quebrar a parede.
No entanto, parte das paredes da Catedral foi feita com pedras muito grandes (como aquelas usadas nas reduções jesuíticas), e só uma broca usada em mineração conseguiu dar conta do serviço. Dos R$ 4 milhões que a Igreja conseguiu com a prefeitura para o restauro, boa parte foi usada para reparar a fiação elétrica (que estava ultrapassada e em mau estado) e a tubulação da água pluvial (que precisava ser totalmente refeita por causa das constantes infiltrações).
Enfim, as torres
No ano que vem, o restauro chega às duas torres. Com o fim das obras, a população poderá subir pelas escadarias das torres para ter acesso às tribunas que voltarão a ficar abertas: a missa poderá ser vista do alto também. Mas há um empecilho até agora não resolvido: os R$ 4 milhões arrecadados para o restauro não serão suficientes para que o trabalho de recuperação alcance os bens integrados da Catedral, como bancos, imagens, o órgão e o sino original que está na torre esquerda. “É uma parte ainda em iminência. Queremos entregar tudo restaurado, mas não depende apenas de nós”, afirma Giceli.
O problema é que, por estar no centro de Curitiba, a Catedral sofre o mal de não ter fiéis assíduos em número suficiente (grande parte dos que frequentam são turistas e pessoas que estão de passagem). Isso significa dizer que, enquanto entidade religiosa, ela não tem uma forte arrecadação como algumas igrejas de bairro. Por isso, não se sustenta. O resultado é que a igreja, na parte arquitetônica, estará toda recuperada no ano que vem. Mas que não se engane quem passa perto da Catedral: os sinos que tocam ainda não são os originais. Uma pena.

28 de janeiro de 2012

Nunca na história deste país pagaou-se tanto imposto. O que vc acha disso?


E a Receita Federal ainda esperava mais que o crescimento real de 10,1% observado em 2011. Para este ano, tendência é desaceleração
O contribuinte brasileiro pagou quase R$ 1 trilhão em impostos e tributos federais no ano de 2011. A arrecadação (que não inclui impostos estaduais ou municipais, como o IPVA e o IPTU) atingiu um novo recorde: R$ 969,9 bilhões em valores nominais (sem correção pela inflação) ou R$ 993,7 bilhões em valores reais (corrigidos pelo IPCA), com crescimento real de 10,1% sobre 2010, o maior dos últimos quatro anos. Apesar do aumento de R$ 143,3 bilhões na comparação com o ano anterior, o resultado ficou abaixo do projetado pela Receita Federal, que esperava um incremento entre 11% e 11,5%.
No Paraná, a arrecadação cresceu acima da média nacional. A arrecadação acumulada de janeiro a dezembro de 2011 atingiu a marca de R$ 48,22 bilhões no estado, com crescimento nominal de 26% em relação a 2010. Em termos nominais (sem descontar a inflação), a arrecadação de tributos e contribuições aumentou 19% em todo o país.
2012
Para 2012, o Fisco reconhece que a arrecadação não vai crescer tanto, acompanhando as expectativas de desaceleração do PIB do país. Mesmo sem revelar números, o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, reconheceu que o apetite arrecadatório será um pouco mais moderado neste ano. “Como não temos indicadores macroeconômicos ainda para definir projeções para 2012 com segurança, podemos dizer que a arrecadação deverá ter comportamento bastante aderente aos indicadores de crescimento e de inflação. A arrecadação continuará crescendo junto com a economia, naturalmente a taxas menores que 2011, mas sempre aumentando”, disse.
Segundo a Receita, o resultado só não foi pior devido a fatores extraordinários – como o recolhimento de tributos por sentenças judiciais e o parcelamento de dívidas com a União, conhecido como Refis da Crise –, que ajudaram a conter a desaceleração. “A arrecadação em 2011 reflete as medidas macroprudenciais, que levaram a desaquecimento paulatino da economia”, avaliou o secretário.
Carga tributária
Apesar da queda na arrecadação no mês de dezembro, o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Oilenike, avalia que é injustificável a Receita reclamar do descumprimento da meta. “Houve uma arrecadação recorde, com crescimento extraordinário de 10% acima da inflação. Esses aumentos sucessivos acabam implicando no aumento da carga tributária caso o PIB não acompanhe”, aponta. Para ele, o aumento sucessivo está relacionado aos impostos em cascata e ao aperfeiçoamento dos sistemas de fiscalização e controle da arrecadação.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campag­nolo, o resultado reflete o crescimento na atividade econômica do país e a redução da informalidade. “Isso amplia a base de arrecadação e diminui o peso excessivo sobre poucos contribuintes”, avalia. “O que nos preocupa é que não há um crescimento proporcional na eficiência do gasto. Temos deficiências nos serviços públicos essenciais e carência de infraestrutura. É uma lástima que o Estado não esteja conseguindo dar as respostas necessárias”, completa.
Crédito em alta
Arrecadação de IOF subiu 12%
Agência Estado
Mesmo adotando medidas para conter o crescimento do financiamento no ano passado, o governo não conseguiu controlar todo o ímpeto da tomada de crédito, que avançou no país em 2011. Com isso, o governo se beneficiou de uma forte arrecada­ção do Imposto sobre Operações Fi­­nan­­ceiras (IOF), que cresceu 12,14% no ano passado, para um total de R$ 32,564 bilhões.
A arrecadação proveniente das operações de crédito de pessoas físicas merece destaque. Houve um aumento de 44,09% do recolhimento de IOF no ano passado (R$ 11,244 bilhões) ante 2010 (R$ 7,803 bilhões). Quase toda a diferença (R$ 3,525 bilhões) foi resultado do aumento do crédito para pessoa física, de R$ 3,441 bilhões.
O recolhimento só não foi maior porque as ações do governo tiveram um efeito mais claro sobre o crédito para pessoa jurídica e na entrada de capitais externos. O crescimento dos financiamentos para PJ avançaram 5,49% no ano passado, um ritmo bem mais lento, passando de R$ 9,360 bilhões para R$ 9,874 bilhões. No caso dos fluxos de capital externo, o aumento da alíquota do IOF fez com que a arrecadação desse imposto caísse 15,67% nas entradas de moeda, passando de R$ 5,544 bilhões para R$ 4,676 bilhões.
“O governo adotou medidas para conter o consumo e elas não tinham cunho arrecadatório. São decorrentes das políticas macro para reduzir o rit­mo da atividade econômica”, disse o secretário da Receita Federal, Carlos Barreto.