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15 de dezembro de 2011

Obrigado aos grandes colaboradores da campanha de natal.


Graças a estas  empresas, amigos e colaboradores, chegamos ao objetivo e o  sucesso da nossa campanha de arrecadação de brinquedos para as crianças da Vila Piratini.

Nossos  agradecimentos as empresas, aos amigos e as pessoas que anonimamente colaboraram.

Muito obrigado a todos.

Feliz natal.
Feliz 2012.
Sucesso com a proteção divina.









 







Candy Distribuidora de doce Ltda                                                      
Marcelo Bertolino Representações comerciais ltda.

Corte do 14.º e do 15.º salário irrita deputados estaduais, E o que diz o trabalhador que recebe o mínimo?

O trabalhador que recebe o mínimo também reclama do salário ou não?


Parlamentares reclamaram da decisão de extinguir o benefício sem que Rossoni consultasse os líderes partidários
A decisão do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), de suspender o pagamento do 14.º e do 15.º salário aos deputados estaduais causou revolta entre os colegas do tucano. Apesar de admitirem que Rossoni tomou a decisão correta, os outros parlamentares criticaram o fato de o corte ter sido decidido unilateralmente pelo presidente da Casa, sem consulta aos líderes partidários. Eles também reclamaram de terem tomado conhecimento da medida pela imprensa. Rossoni disse que respeita o posicionamento dos colegas, mas afirmou que precisava tomar essa decisão.
Os benefícios extras eram pagos pelo Legislativo paranaense havia pelo menos 16 anos, mas vieram a público apenas na última terça-feira, em reportagem da Gazeta do Povo. Os parlamentares recebiam a “ajuda de custo“ de R$ 20 mil no começo e no final de cada ano legislativo, sob o pretexto de “convocação e desconvocação” dos parlamentares ao trabalho. Ao ano, o gasto com esse privilégio totalizava R$ 2,1 milhões.
O ato revogando o pagamento foi assinado na noite da última terça-feira pelos três integrantes da Mesa Executiva: Rossoni; o primeiro-secretário, Plauto Miró (DEM); e o segundo-secretário, Reni Pereira (PSB). Mudando o discurso incial, quando alegou ser impossível cancelar os pagamentos, o tucano afirmou que “a ajuda de custo está fora da realidade do trabalhador brasileiro”. “Interpretei o momento excepcional que a Casa está vivendo. Não podíamos jogar uma cortina de fumaça sobre todo o nosso trabalho de moralização, por algo que não tínhamos como explicar à opinião pública”, argumentou.
Isolado
Na sessão de ontem, porém, o clima de descontentamento com a medida era visível entre os deputados. Todos eles reclamavam por Rossoni não ter consultado os líderes dos partidos a respeito da decisão.
O peemedebista Nereu Moura disse que o tucano conduziu o processo de maneira errada, uma vez que afirmou aos líderes partidários no meio da tarde que não cortaria o benefício e, à noite, fez exatamente o contrário. “Não questiono o mérito da decisão. De fato, não há mais espaço para privilégios no Brasil”, afirmou. “Mas fiquei sabendo da notícia pela imprensa. Para que reunião de líderes, se elas servem apenas para comunicar medidas e não para decidi-las?”
O líder da oposição, Enio Verri (PT), também questionou a mudança de postura de Rossoni em relação ao que havia dito aos deputados na tarde de terça-feira. “A decisão de cortar a verba não é o problema, ela está correta. Mas todas as decisões sempre foram tomadas em conjunto”, defendeu. Para o petista, o presidente da Casa quebrou a confiança que existia com as lideranças. “Ele [Rossoni] nos expôs. Não deu nenhum comentário a nós de que cortaria a verba, mas teve tempo de anunciar para a imprensa”, ironizou.
O líder da bancada do PMDB, Caíto Quintana, defendeu que, apesar de a decisão de revogar o privilégio ser uma prerrogativa da Mesa, Rossoni deveria ter ao menos comunicado os deputados da decisão. “A Mesa sai bem na história, enquanto os demais parlamentares ficam mal perante a opinião pública. Fica parecendo que nós estávamos fazendo algo irregular”, afirmou.
Em resposta, Rossoni disse apenas que respeita o posicionamento dos deputados que o criticaram. “Quem sou eu para opinar sobre o posicionamento de outro parlamentar? Foi uma decisão que causa desconforto e cada um tem o seu posicionamento.”
Correria para limpar a pauta antes do recesso
Em clima de correria, a Assembleia paranaense tenta votar a tempo todos os projetos de lei em tramitação na Casa antes do último dia de sessões plenárias, previsto para amanhã de manhã. Ontem, na primeira sessão do dia, os deputados votaram 24 projetos. Três deles, porém, receberam mais de 70 emendas e tiveram de voltar para a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). Logo em seguida, a CCJ foi convocada às pressas e, para evitar que a reunião se estendesse por muito tempo, a base do governo acatou quase todas as emendas, para decidir se iria aceitá-las ou derrubá-las diretamente em plenário. Às 20 horas de ontem, os parlamentares realizaram uma sessão extraordinária com 40 propostas em votação, quando a média de projetos na ordem do dia é de 20.
Interatividade
Qual a sua opinião sobre a decisão da Assembleia cortar os salários extras?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor
MP pediu informações sobre benefícios
Ontem, o Ministério Público Estadual (MP) encaminhou ofício à Assembleia Legislativa questionando a Casa a respeito dos salários extras pagos aos deputados. Logo no início da sessão, o presidente Valdir Rossoni leu a resposta do Legislativo, que dizia que a “ajuda de custo” já havia sido cancelada.
Na última terça-feira, o MP tinha informado, em nota do promotor Paulo Ovídio dos Santos Lima, da Procuradoria de Defesa ao Patrimônio Público, que iria abrir procedimento preparatório para verificar se a legislação vigente no Paraná autoriza o pagamento dos salários extras.
Já o Tribunal de Contas do Estado (TC) informou que a 5.ª Inspetoria de Controle Externo do órgão, responsável pela fiscalização da Assembleia, formalizou pedido de informação sobre o pagamento aos parlamentares.
Base jurídica
A base legal do 14.º e do 15.º salário era o Decreto Legislativo n.° 7 de 1995 do Senado Federal, que concede “ajuda de custo” aos parlamentares no início e no final da sessão legislativa, em valor equivalente à remuneração. No entanto, uma proposta em tramitação da senadora licenciada Gleisi Hoffmann (PT) prevê o fim do privilégio.
Atualmente, dez assembleias legislativas pagam a seus deputados o equivalente a 15 salários por ano: Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rondônia, Minas Gerais e Bahia.
Votação
Veja alguns projetos aprovados ontem na Assembleia:
PPPs
O Programa de Parcerias Público-Privadas foi aprovado em segunda discussão com uma emenda do PMDB. O objetivo é permitir ao Executivo estabelecer convênios com a iniciativa privada para a realização de obras ou gestão de serviços públicos em contratos com valor acima de R$ 20 milhões e que tenham duração de mais de 5 anos.
Dívidas e anistia
Os parlamentares aprovaram em segundo turno, em forma de substitutivo geral, a proposta do Executivo que pretende cancelar a cobrança de ações judiciais iguais ou inferiores a R$ 10 mil. Cerca de 35 mil processos, que juntos somam R$ 44 milhões, seriam cancelados e a dívida anistiada.
A justificativa é que para se cobrar uma dívida de R$ 10 mil o gasto seria de R$ 14,1 mil.
IPVA
A lei que regulamenta a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos (IPVA) recebeu emendas na segunda votação e voltou à CCJ. Entre as mudanças estão a redução de dez para cinco o parcelamento de débitos atrasados e a anistia de R$ 14,3 milhões de dívidas de 26,4 mil veículos até 2006. A alíquota de cobrança foi mantida em 2,5% e os 5% de desconto se o débito for pago em parcela única até fevereiro também não foi alterado.
Dados de ONGs
As organizações não governamentais (ONGs) deverão publicar na internet nos sites das próprias instituições informações sobre os repasses de dinheiro público feito por prefeituras do estado ou pelo próprio governo do Paraná. Proposta passou em segunda votação.
Empréstimos
Os deputados estaduais aprovaram em redação final os projetos que autorizam o governo do Paraná a realizar dois empréstimos junto ao Banco Mundial, um de US$ 350 milhões (R$ 632,1 milhões) e outro de US$ 8,5 milhões (R$ 15,3 milhões). Vai para a sanção do governador.
Coronéis da PM
O governo revoga a possibilidade de requisitar a coronéis a permanência na ativa além dos 35 aos de prestação de serviços. Porém, a possibilidade de prolongar a aposentadoria dos comandantes mantém-se para os cargos de comandante-geral da PM e chefe da Casa Militar. O projeto foi aprovado em terceira votação.
Vagas na Polícia Civil
Os deputados estaduais aprovaram em terceira discussão a criação de 2,5 mil novas vagas na Polícia Civil do Paraná. O preenchimento não deve ser imediato, já que a própria proposta prevê que o acréscimo no quadro de pessoal seja gradual até 2014. São cerca de 1.200 cargos para investigadores, 360 para delegados e outras 600 vagas para escrivães.
Conselho Estadual de Cultura
Aprovado em terceira discussão, a proposta do Executivo prevê a criação do órgão para que a sociedade civil participe da formulação de políticas públicas de cultura no Paraná.
CCJ é convocada às pressas para analisar emendas
Os deputados integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovaram em tempo recorde ontem mais de 60 emendas em projetos de lei que tramitam na Casa. A reunião extraordinária foi convocada às pressas às 17h30 e terminou perto das 19h30.
Leia a matéria completa

14 de dezembro de 2011

Vereadores recebem óleo de peroba como “presente de natal”..Pode??

Primeiro a população de manifestou desta forma,lavando a sujeira existente.

Vereadores recebem óleo de peroba como “presente de natal” em Cascavel

Grupo de manifestantes protestou na tarde desta terça-feira contra denúncias de corrupção envolvendo parlamentares
Um grupo de manifestantes organizou um protesto bem humorado na tarde desta terça-feira (13) em Cascavel, no Oeste do Paraná. Minutos antes do início da sessão ordinária, eles entregaram aos 15 vereadores vidros com óleo de peroba. O protesto é contra denúncias de corrupção envolvendo pelo menos três integrantes do Legislativo
Os vereadores não recusaram o presente, mas poucos falaram sobre o protesto. Leonardo Mion (PSDB) reclamou que os manifestantes “generalizaram” e colocaram todos os vereadores no mesmo grupo. O vereador Paulo Tonin (PP) recebeu com naturalidade o vidro de óleo e apoiou o protesto. “Acredito que, da minha parte, não vou fazer uso (do óleo), mas pode ter outra utilidade”, destacou.
A cientista política Rosana Nazzari, que participou da manifestação, disse que o momento é de mudança de comportamento da população. Para ela, o povo está cansado de orrupção e começa a despertar para grandes manifestações. “Vemos movimentos não só no Brasil, mas em todo o mundo”, declara. Segundo ela, é hora de dar um basta na corrupção e somente o povo tem poder para mudar a situação política brasileira.
No último sábado, um grupo de manifestantes já havia protestado contra os vereadores. Vestidos de fantasmas, eles lavaram a entrada do prédio da Câmara em repúdio aos supostos esquemas de corrupção.

Na semana passada uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de busca e apreensão nas
residências de três vereadores. O MP pediu à Justiça o afastamento dos vereadores Júlio Cesar Leme da Silva (PMDB), Mario Seibert (PTC) e Airton Camargo (PR). Eles são suspeitos de manter em seus gabinetes funcionários fantasmas e receber parte dos salários dos assessores.

13 de dezembro de 2011

Vc sabia que o seu deputado estadual ganha 15 salários por ano?

Surpresa” para o contribuinte
A Assembleia Legislativa e a Câmara de Curitiba estão encerrando o ano de 2011 com más notícias para o bolso dos contribuintes paranaenses. Na Assembleia, um benefício que já existe há pelo menos 16 anos nunca foi divulgado e acabou “vazando” por acaso para a imprensa. Os deputados estaduais acabaram admitindo que, embora o fato nunca tenha vindo a público, recebem 14.º e 15.º salários.
Assim como diversos outros atos do Legislativo paranaense, os dois pagamentos eram feitos em sigilo, até em razão da falta de transparência na Casa. Os salários extras equivalem à convocação, no início do período legislativo, e à desconvocação dos parlamentares, ao fim do ano de trabalho.
Questionado sobre a despesa, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), diz que herdou a situação de seus antecessores, mas afirma que não há nada de errado com o pagamento, que também é realizado pelo Congresso Nacional.
Na capital, os vereadores preparam a votação de um projeto que aumenta os subsídios da próxima legislatura em 28%. O salário atual, de R$ 10,4 mil, saltaria em 2013 para R$ 13,5 mil. A discussão sobre a proposta ocorre às pressas, antes que o ano legislativo acabe, na próxima quinta-feira.
Além disso, os vereadores também discutem a possibilidade de criar um décimo terceiro salário para eles mesmos. Nos dois casos, os beneficiados seriam os parlamentares eleitos pelos curitibanos em outubro do ano que vem.
A bancada de oposição afirma que vai se posicionar contra as novas despesas da Câmara. Abaixo, mais detalhes sobre as duas situações:

Assembleia paga 14.º e 15.º salários para deputados estaduais
Os deputados estaduais do Paraná irão receber nesta semana, a última de trabalho antes do recesso parlamentar, o 14.° salário de 2011. No final de janeiro, uma semana antes de se reiniciarem os trabalhos legislativos, eles receberão o 15.° salário. O benefício não tem previsão na Constituição Estadual do Paraná, porém é pago por “tradição” aos deputados estaduais. Isso porque o modelo de remuneração adotado pela Assembleia Legislativa é o mesmo do Con­­­gresso Nacional, que também paga 15 salários anuais para cada deputado federal e senador.
Leia a matéria completa
Vereadores querem subsídio de R$ 13,5 mil a partir de 2013
Os vereadores de Curitiba pretendem aumentar o seu subsídio a partir de 2013. Um projeto que tramita na Câmara e será votado na próxima quinta-feira fixa o subsídio dos parlamentares em R$ 13,5 mil – um aumento de 28% para o salário vigente, que é de R$ 10,4 mil. De acordo com o presidente em exercício da Câmara, Sabino Picolo (DEM), o valor foi baseado nos vencimentos dos secretários municipais, que estará nesse patamar em 2013. Apesar do aumento, o presidente da Casa terá seu salário cortado para R$ 17,5 mil.

Em Campinas, os vereadores aumentaram seus salários em 126%, pode???.

                         Aumento de salário de vereadores em Campinas, gera manifestação na internet

Projeto que será votado nesta 2ª prevê reajuste salarial de 126% dos vereadores

12/12/2011 - 12:36
Da redação
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Uma página na rede social Facebook convoca a população de Campinas para um protesto na Câmara Municipal na noite desta segunda-feira (12) contra o projeto que prevê aumento salarial de 126% nos salários dos vereadores. Caso seja aprovada, a proposta eleva de R$ 6,6 mil para R$ 15 mil o valor a ser recebido mensalmente pelos 33 parlamentares, a partir de 2013. A sessão que pode definir o novo salário dos vereadores começa às 18h e é aberta à população no Plenário da Câmara, que fica na Avenida da Saudade, 1004, no bairro Ponte Preta.
Considerando o salário mínimo previsto pelo governo federal para 2012, de R$ 622,73, os vereadores da próxima gestão começam seus mandatos com rendimento mensal 24 vezes maior à base salarial do Brasil. O reajuste do mínimo este ano foi de 14,26%, mas os parlamentares de Campinas terão este percentual multiplicado por 8,89. É um aumento irreal para qualquer categoria trabalhista



                                                  E aprovaram também os salários do seus assessores.

                       Vereadores de Campinas reajustam salário de assessores em 72% da Folha Online

Os vereadores de Campinas aprovaram por unanimidade projeto que prevê aumento de 72,26% aos salários de 21 assessores dos parlamentares. Antes do reajuste, os assessores ganhavam cerca de R$1,2 milhão e passam a receber R$ 2.009,70 mil por mês.

A aprovação do projeto vai custar R$221 mil aos cofres públicos.

Os vereadores justificam a votação dizendo que vão poder agora contratar assessores técnicos especializados, já que os salários anteriores dificultavam essa contratação.
      

Nova matemática...Gastando mais reduzirá despesas.Diz primeiro secretário.

Bom dia Brasil da Rede globo denuncia.
Os senhores Deputados federais,querem um aumento de 49% é verdade, 49% aos seus servidores.
E ainda diz um primeiro secretário que ............GASTANDO MAIS, VAI REDUZIR AS DESPESAS.
Que matemática é esta será, gastar agora reduz despesas?
Brincadeira o que fazem com a gente.
Este GASTO  e esta REDUÇÂO  de DESPESA, esta brincadeira,poderá chegar a 400 milhões.
O que será que está acontecendo com os nossos políticos. Será que isso é uma febre?

12 de dezembro de 2011

De olho nos vereadores.

Paranaenses são contra mais vereadores

Apenas 4,4% da população concordam com o aumento de cadeiras nos legislativos municipais. Ampliação pode ser aplicada por 119 cidades do estado
A possibilidade de aumentar o número de vereadores que serão eleitos em 2012, prevista na Emenda Constitucional n.º 58, de 2009, é totalmente rejeitada pela população paranaense. Levanta­mento feito pelo Paraná Pes­quisas com exclusividade para a Gazeta do Povo mostra que apenas 4,4% concordam com a ampliação das câmaras municipais. Muitos paranaenses até gostariam de diminuir o número de cadeiras nos legislativos: 49%. Outros 45,5% dizem que as cidades do Paraná devem manter a quantidade atual de vereadores.
No Paraná, 119 municípios têm a possibilidade de ampliar o número de cadeiras. Se todos optassem pelas novas regras, o estado teria um acréscimo de 447 vereadores aos 3.698 atuais. Até agora, aproximadamente 40 cidades decidiram pelo aumento. O maior salto será em Guara­puava (na região central do estado). A cidade que tem apenas 12 vereadores vai eleger 21 na eleição de 2012.
“Temos de dar um voto de confiança de que, com o aumento do número de vereadores, haverá mais possibilidade de uma pessoa menos abastada se eleger. Se diminuíssemos o número de cadeiras, com certeza iria facilitar a eleição das pessoas da elite, sem chance para o comerciário, o professor”, diz François Bremaeker, gestor do Observatório de Informações Municipais (OIM).
Em Curitiba, a tendência é manter o número atual de 38 vereadores, em vez de ampliá-lo para 41. A avaliação é que não há espaço no prédio da Câmara para abrigar mais três gabinetes, além do custo extra que isso representaria. Maringá também optou por não ampliar o número de vereadores e manterá as 15 cadeiras.
Resistência
O cientista político Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), observa que a resistência à ampliação do número de vereadores decorre do descontentamento geral com as câmaras municipais – conforme mostrou a Gazeta do Povo na edição de ontem. Levantamento feito pelo Paraná Pesquisas mostrou que 66% dos paranaenses estão insatisfeitos com os parlamentares municipais. “É um completo descrédito com a instituição. O Legislativo precisa tomar alguma iniciativa contra isso.”
As críticas contra o aumento do número de vereadores e o descontentamento geral com as câmaras podem ser minimizadas com algumas atitudes, aponta o professor do mestrado de Po­­líticas Públicas Moises Farah Jr., da Univer­sidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). “Os candidatos deveriam passar por um processo de capacitação para que, se eleitos, tenham condições de legislar sobre a cidade.”
O professor também sugere que os assessores dos vereadores sejam concursados, e não comissionados. “Devem ser qualificados, selecionados por concurso público.” Para Farah Jr., a adoção do voto distrital, no qual cada bairro escolheria um vereador, também ajudaria a melhorar o relacionamento com o cidadão.