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9 de novembro de 2011

Sanepar termina reparos em tubulação, mas rodízio de água é mantido

Pinheirinho, Sítio Cercado, Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial, Campo de Santana, Caximba e Ganchinho ainda podem ser afetados
A Sanepar encerrou nesta terça-feira (8) os reparos na tubulação do Sítio Cercado, que provocou um rodízio de água em 11 bairros de Curitiba e região metropolitana (RMC) desde segunda-feira (6). A obra foi necessária para consertar um rompimento na tubulação. Mesmo encerrados os trabalhos, o rodízio está mantido até quinta-feira (10) em oito bairros de Curitiba.
Os moradores dos bairros Pinheirinho, Sítio Cercado, Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial, Campo de Santana, Caximba, e Ganchinho podem ficar sem água. Segundo a assessoria de imprensa da Sanepar, alguns bairros devem ser afetados parcialmente. (Confira a escala no box).
Confira a escala do rodízio:
Grupo 2:
Ficam sem água entre 10 horas terça-feira (8) e 6 horas de quarta-feira (9):
Bairros: Sítio Cercado, Pinheirinho e parte do Tatuquara, Umbará, Ganchinho, e Cidade Industrial.


Grupo 3:
Ficam sem água entre 10 horas de quarta-feira (9) e 6 horas de quinta-feira (10):
Parte dos bairros Ganchinho, Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial, Campo Santana e Caximba.
Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo
Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Tubulação se rompeu na manhã de sexta-feira (4) 
Tubulação se rompeu na manhã de sexta-feira (4)

8 de novembro de 2011

7 de novembro de 2011

Tubulação se rompe pela terceira vez em três anos e afeta oito bairros

Moradores do Sítio Cercado sofrem com a falta d'água há três dias. Sanepar afirma que tubos seguem normas da ABNT
06/11/2011 | 12:15 | Felippe Anibal atualizado em 06/11/2011 às 16:28
O rompimento de uma tubulação de grande porte transformou, desde a manhã de sexta-feira (4), o fim da Rua Nova Cantu, no Sítio Cercado, em Curitiba, em um canteiro de obras. No terceiro dia sem água, os moradores da área reclamam que o problema é recorrente: em três anos, tubos da mesma linha arrebentaram naquele local. O conserto afeta o abastecimento, também de outros sete bairros da capital.
O dano foi detectado no início na manhã de sexta-feira, no trecho entre a Rua Nova Cantu e a Estrada do Ganchinho. Equipes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) fizeram a troca do tubo que apresentava vazamento, mas, pouco depois, outro ponto da tubulação se rompeu. “Quando a gente saiu para trabalhar, vimos que estava tudo alagado ali”, disse o auxiliar de qualidade Marcelo Henrique, que mora ao lado do local.

Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Tubulação se rompeu na manhã de sexta-feira (4)
Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Sanepar trabalha para substituir 43 metros de tubos
Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Mais de 500 metros cúbicos de terra foram retirados para possibilitar a obra

Sanepar trabalha para substituir 43 metros de tubos

Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo
Segundo moradores, técnicos da Sanepar informaram que o ponto afetado se encontra em um declive, que não estaria suportando a pressão da água. Desde sexta-feira, a companhia ainda não conseguiu solucionar o problema. Na tarde deste domingo (6), equipes trabalhavam para trocar 43 metros de tubulação. Mais de 500 metros cúbicos de terra foram removidos. Dezenas de operários e quatro máquinas de grande porte (duas retroescavadeiras e dois tratores) trabalhavam para tentar resolver as falhas.
O rompimento fez com que moradores tivessem que conviver com o racionamento ou a falta de água. Na casa do pastor Fernando Fernandes, não tem caixa d’água. Por isso, desde a manhã de sexta-feira, ele, a mulher e os dois filhos pequenos sofrem as consequências. “Ontem eu fiquei sem tomar banho. Na pia da cozinha, há uma pilha de louça suja. Está chegando num ponto limite”, reclama.
Problema recorrente
A adutora que estourou liga a estação de tratamento do Arujá, em São José dos Pinhais, região metropolitana, ao reservatório do Tatuquara, na capital. De lá, a água é distribuída a bairros da região. Por isso, além do Sítio Cercado, Campo Santana, Caximba, Cidade Industrial, Ganchinho, Pinheirinho, Tatuquara e Umbará também tiveram o abastecimento afetados.
Os moradores reclamam que nos dois anos anteriores – 2009 e 2010 – a mesma tubulação se rompeu, causando transtornos semelhantes. “Eu não sei se é a qualidade dos tubos que não é boa. Mas todo ano é isso”, diz Marcelo Henrique.
O gerente-geral da Sanepar para Curitiba e região metropolitana, Celso Thomaz, disse que o material das tubulações seguem as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Existem outros tubos mais resistentes, mais robustos que talvez não tivessem se rompido, mas não podemos que essa foi a causa do acidente”, afirmou. Segundo moradores, técnicos da companhia informaram que os tubos rompidos eram de plástico e que estão sendo substituídos por tubulação de ferro fundido. A informação não foi confirmada oficialmente pela Sanepar.
Thomaz disse que ainda não é possível afirmar qual foi a causa dos sucessivos rompimentos de tubulação na área. Ele informou que os tubos substituídos vão ser analisados pela Sanepar, para que a companhia saiba o que provocou o estrago. “Aí poderemos saber se foi por alguma causa externa, se foi por causa do material, ou se foi por algum deslocamento interno”, disse.
A previsão da Sanepar é de que o problema esteja solucionado até as 19 horas. A normalização do abastecimento está prevista para a meia noite de domingo para segunda-feira (7). A orientação é que os moradores desses bairros reduzam o consumo enquanto o abastecimento não estiver normalizado. Para tirar dúvidas dos usuários, a companhia disponibiliza o telefone 115.

5 de novembro de 2011

Clima de medo paira sobre a Vila Sabará

Clima de medo paira sobre a Vila Sabará

Tiroteio em plena luz do dia e boatos sobre novos assassinatos assustam a população que mora na Cidade Industrial de Curitiba
05/11/2011 | 00:01 | Felippe Aníbal e Aline Peres
Ruas praticamente desertas, pouca circulação de carros e pátios de escolas vazios traduziam o clima de medo que pairava ontem, na Vila Sabará, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A apreensão dos moradores foi agravada por um tiroteio, ocorrido no meio da tarde, em um bosque próximo da Escola Municipal Mansur Guerios. Em pouco tempo, boatos de dois assassinatos – que não foram confirmados – ganharam as ruas. A poucas quadras dali, dois adolescentes foram mortos e três ficaram feridos nesta semana. Outros seis estariam jurados de morte.
O som de pelo menos quatro disparos fez com que moradores pensassem que a lista de marcados para morrer tivesse tido mais duas baixas. O tiroteio foi ouvido por volta das 15h30, nas imediações da escola. Moradores relatam que houve pânico e corre-corre. “A gente viu muitos guardas passando, correndo. Todo mundo disse que tinham matado mais dois”, disse um morador. A Guarda Municipal confirmou que um agente ouviu os disparos e acionou outras equipes. Duas motos e duas viaturas foram ao bosque, mas não encontraram os suspeitos. Os assassinatos não ocorreram, segundo as autoridades.
Gangues
Jovens estão se matando, diz polícia
O primeiro assassinato desta semana na Vila Sabará ocorreu no início da tarde de terça-feira, na saída da Escola Cândido Portinari. Loredo Messias da Silva, de 15 anos, foi morto com quatro tiros, a meia quadra do colégio. Ele é apontado como um dos integrantes do grupo Cidade de Deus. O jovem já havia sido detido por pichações. Outro adolescente que estava com ele no instante do ataque conseguiu fugir.
Segundo as investigações, um dos envolvidos na morte de Loredo é Maicon Wilian de Lima Patrício, de 16 anos. Ele foi morto no dia seguinte, a poucas quadras da escola e, segundo a Delegacia de Homicídios, usava o uniforme da Cândido Portinari quando foi assassinado. Patrício seria integrante do Comando Sabará e teria sido executado pelo Comando Corbélia. “Eles estão se matando nessa disputa”, diz o investigador de polícia Carlos Henrique Lima. Alguns do suspeitos estariam deixando o bairro. Uma mulher que é mãe de três estudantes da escola afirma que há denúncias de que alunos frequentam as aulas armados e de que há circulação de drogas dentro do colégio.
Outra senhora, que pediu para não ser identificada, conta, pesarosa, que depois de cinco anos mo­rando no bairro, precisou impedir os filhos de brincar de bola na rua. Outra, mãe de três filhos, disse que se prepara para deixar a Vila Sabará neste fim de semana.
O clima de tensão entre os moradores decorre, segundo a Delegacia de Homicídios (DH), de um enfrentamento de gangues formadas por jovens. Desde o início da semana, a unidade trabalha na Vila Sabará e identificou três grupos: o Cidade de Deus (CDD), o Comando Sabará e o Comando Corbélia. As facções são compostas por jovens com idades entre 12 e 20 anos. Todos teriam integrantes matriculados na Escola Municipal Cândido Portinari, onde estudavam os dois jovens mortos nesta semana. “Até mesmo meninas de 12 anos são atraídas por estas gangues e namoram os adolescentes que dominam os grupos”, explica o investigador Carlos Henrique Lima.
Segundo a polícia, as drogas estão presentes nos grupos identificados, mas não são o maior motivador dos assassinatos. A versão, no entanto, diverge da apresentada por moradores ouvidos pela Gazeta do Povo. Um deles revela que os confrontos estão ocorrendo pela disputa pelo controle do tráfico. Outro diz que a Polícia Militar sabe quem são os envolvidos na venda de entorpecentes, mas que é conivente com a prática.
“Tem ponto [de tráfico] até em frente de posto de saúde. A PM vem a noite, encosta [a viatura], conversa com os traficantes, mas não prende ninguém. Deve ter algum acerto”, acusa. A Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria de imprensa da PM para repercutir a denúncia, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.
A tensão gerada pelas mortes consumadas e pela suposta lista de marcados para morrer foi reforçada por um bilhete da direção da Escola Cândido Portinari, dizendo que “se não estivessem seguros em encaminhar os filhos para a escola, os pais poderiam deixá-los em casa, sem prejuízo pedagógico”. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, dos 2,2 mil alunos (distribuídos nos turnos da manhã e tarde), somente 700 compareceram às aulas ontem.

Em um horário de pico, a prefeitura resolve fazer conserto na trincheira.





Olha a hora que a Prefeitura resolveu fazer um remendo nesta rua de movimento intenso.
Eram 10,30 hs da manhã de hoje, e nem para orientar o trânsito havia um policial.
Muitos motoristas estavam sem paciência e trafegavam na contra-mão,ignorando o direito de quem vinha no sentido contrário.
Educação no trânsito...Infelizmente falta e muito......

4 de novembro de 2011

33 bairros de Curitiba e região devem ficar sem água no fim de semana

33 bairros de Curitiba e região devem ficar sem água no fim de semana

Obras da Sanepar vão começar às 16 horas de sábado (5) e situação só deve ser normalizada na segunda-feira (7)
Gazeta do Povo
As obras de revitalização estrutural da Estação de Tratamento de Água Iguaçu, situada na BR-277, podem afetar o abastecimento de água para 33 bairros de Curitiba, São José dos Pinhais e Piraquara, na região metropolitana (RMC). De acordo com a Sanepar, a recuperação do canal de água bruta da estação começará às 16 horas de sábado (5) e terminará às 4 horas de domingo (6). O abastecimento só deverá ser normalizado na madrugada de segunda-feira (7).
Em Curitiba, serão afetados os bairros Água Verde, Capão Raso, Fanny, Portão, Santa Quitéria, Fazendinha, Guaíra, Lindóia, Vila Izabel, Novo Mundo, Pinheirinho, Seminário, Xaxim, Boqueirão, Hauer, Cajuru, Uberaba, Guabirotuba, Jardim das Américas, Alto Boqueirão, Ganchinho, Sítio Cercado e Cidade Industrial.
Em São José dos Pinhais, os moradores dos bairros Cidade Jardim, Centro, Boneca do Iguaçu, Guatupê, Ipê, Roseira, Academia, Rio Pequeno e Iná poderão ficar sem água. Em Piraquara, o abastecimento poderá ser prejudicado no bairro Guarituba.
Investimento
A estação foi construída há 40 anos e serão investidos R$ 6 milhões em obras estruturais e na instalação de novos filtros. O horário para a obra foi escolhido em função da menor demanda no período.
A Sanepar ainda alerta que o Hospital do Trabalhador será abastecido pelo recalque Pinheirinho. Os domicílios com caixa d’água não deverão ser afetados.
A Sanepar disponibiliza o serviço de atendimento ao cliente Sanepar pelo site e telefone 115.

3 de novembro de 2011

Delegacias 24 horas registram cerca de 40 boletins de ocorrência no feriado.

Delegacias 24 horas registram cerca de 40 boletins de ocorrência no feriado.

Quatro unidades vão funcionar 24 horas em feriados e fins de semana. Segundo investigador, atendimento deve aumentar nos próximos dias
No segundo dia da implantação do funcionamento de quatro delegacias de Curitiba em regime de plantão 24 horas, o 3º Distrito Policial (DP), no bairro Mercês; o 6º DP, no Capão do Imbuia; o 7º DP, no Hauer; e o 10º DP, no Sítio Cercado, abriram em torno de 40 boletins de ocorrência (BOs) nesta quarta-feira (2).
Para o investigador Valdecir Botega Neves, do 3º DP, a tendência de ampliar o atendimento deverá aumentar nos próximos dias. Da meia noite até as 20 horas desta quarta, o distrito registrou 20 ocorrências. Em dias úteis, a média é de 40. A grande maioria é de perda de documentos, seguido de crimes contra a honra por brigas com vizinho. “As pessoas ainda não estão informadas quanto a possibilidade de registrar crimes mais simples pela internet”, observa.

Nos outros três distritos policiais, as ocorrências também variaram entre perdas de documentos, furto, roubo e crimes contra a honra. Para o investigador Darci Ribeiro Tenório, do 10º DP, que atende ao bairro Sítio Cercado, os plantões dos distritos escolhidos vão ajudar no aumento dos registros. “A população gostou de ter mais disponibilidade de atendimento.”


Serviço:
Confira os endereços e telefones das delegacias de Curitiba que funcionarão 24 horas:
>3º Distrito Policial: Rua Solimões, 1640, Mercês. Telefone: (41) 3335-3838.
>6º Distrito Policial: Rua Antônio Meirelles Sobrinho, 519, Capão da Imbuia. Telefone: (41) 3366-3672.
>7º Distrito Policial: Rua Professor João Soares Barcelos, 725, Hauer. Telefone: (41) 3376-1055.
>10º Distrito Policial: Avenida Izaac Ferreira da Cruz, 4210, Sítio Cercado. Telefone: (41) 3378-8382.
Acesse o boletim eletrônico pelo endereço. Os registros podem ser feitos sobre extravios (perdas) de documentos, cartões, cheques e aparelhos eletrônicos.
Outros casos
Para o plantão da Delegacia de Furtos e Roubos, a ampliação de delegacias em regime de 24 horas também é importante. Durante a tarde desta quarta, foram abertos somente cinco boletins. Em feriados e fins de semana, o atendimento chega, em média, a 20 pessoas.

Durante a permanência da reportagem na delegacia, três pessoas chegaram avisando que tinham sido vítimas de crimes. Uma delas teve a bolsa furtada dentro do carro, enquanto estava no pátio de uma igreja. Disse desconhecer a existência do boletim eletrônico. A outra vítima foi Paulo Fernando Pigozzo, 23 anos, que teve o celular roubado, após ter ser ameaçado por um criminoso empunhando uma faca, nas imediações do Terminal Guadalupe.

Nervoso, ele foi procurar auxílio na Delegacia de Furtos e Roubos para saber como proceder. Posteriormente foi encaminhado para o Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac), no Centro (1º DP). “Não vou recuperar o celular, mas acho importante fazer o boletim”, desabafou.

Os casos de prisão em flagrante e termo circunstanciado - que ocorrerem fora do expediente das delegacias - continuarão a ser registrados pelos Ciacs. Um está localizado no bairro Portão (anexo ao 8º DP) e outro no Centro (anexo ao 1º DP).

Fonte: Gazeta do Povo.