Pesquisar no blog

12 de novembro de 2011

Vamos cuidar mais da nossa saúde, atentem a esta notícia.

Um diagnóstico sob suspeita

Teste de sangue que checa a dosagem de PSA não teria eficiência garantida no rastreamento do câncer de próstata. Posicionamento é considerado polêmico
Publicado em 07/11/2011 | Dâmaris Thomazini
Uma recomendação da Força Tarefa de Saúde Preventiva dos Estados Unidos (USPSTF) pretende mudar a forma como o câncer de próstata é rastreado entre os americanos. No início de outubro, a USPSTF publicou uma recomendação contrária ao uso do exame de sangue que checa a dosagem de PSA (antígeno prostático específico), independente da idade do paciente, como forma de indicar a possível incidência desse tipo de câncer.
Por ser um marcador que pode tanto sinalizar a ocorrência de câncer como a presença de problemas inflamatórios na próstata, o uso do PSA contribuiria para a exposição dos pacientes a procedimentos invasivos diante de uma suspeita de câncer, como as biópsias – única forma de confirmar o diagnóstico –, além de prejuízos psicológicos diante de um falso positivo.
Incidência
Confira quais são os grupos e os comporta­men­­tos de risco em rela­ção ao câncer de próstata:
• A mortalidade e a incidência da doença aumentam após os 50 anos;
• Homem com pai ou irmão que tem câncer de próstata possui de 3 a 10 vezes mais risco de desenvolver a doença;
• Uma dieta rica em gordura de origem animal aumenta o risco de câncer de próstata – além de acarretar outros problemas de saúde como as doenças cardiovasculares;
• O câncer de próstata é 1,6 vezes mais comum em homens negros.
Fonte: Ministério da Saúde e Inca
Rotina de testes deve começar aos 40 anos
Homens com histórico de câncer de próstata na família devem começar a rotina de exames de detecção da doença a partir dos 40 anos de idade. Aqueles que não possuem registros do problema entre os familiares devem iniciar a partir dos 45 anos. Os exames anuais envolvem o PSA (sangue) e o toque – um não exclui o outro.
“A maior incidência de câncer de próstata acontece em pacientes acima dos 60 anos, no entanto o desenvolvimento da doença ocorre de forma mais lenta em pessoas mais idosas. Em homens de 40 anos, o câncer é mais agressivo, por isso a necessidade do diagnóstico precoce”, justifica o secretário-geral da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Eduardo José Andrade Lopes.
O câncer de próstata não apresenta sintomas em seus estágios iniciais e esperar o corpo apresentá-los para buscar um urologista coloca a vida do paciente em risco. “Sentir dor, dificuldade ou urgência para urinar já são sinais de complicação da doença, pois o câncer de próstata é indolor”, alerta o professor de Urologia do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Luiz Carlos de Almeida Rocha.
Assim como não se deve aguardar pelos sintomas para buscar tratamento, não é recomendável esperar o paciente apresentar alteração no PSA para diagnosticar o problema, pois alguns homens têm tumores tocáveis sem apresentar disfunção no PSA. A doença não tratada ou descoberta tardiamente acarreta complicações irreversíveis para o corpo como a metástase, quando o câncer se espalha para outros órgãos.
A conclusão do estudo, publicada nos Anais de Medicina In­­terna (annals.org), afirma que o “teste do PSA resulta em uma re­­dução pequena ou nula na mortalidade do câncer de próstata e está associado a danos relacionados aos tratamentos e avaliações posteriores, que podem ser desnecessários”.
Proteína
O PSA é uma proteína exclusivamente masculina produzida pela próstata (99%) e pelas glândulas da uretra (1%). Lançada no sangue em pequenas quantidades, sua função principal é nutrir os espermatozoides, fornecendo energia para que eles alcancem o óvulo. “Quando a próstata au­­menta de tamanho, a produção de PSA também cresce. Com a pre­­sença de células cancerígenas na glândula, sua produção chega a ser dez vezes maior do que o normal”, explica o secretário geral da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Eduardo José Andrade Lopes.
Lopes considera a contestação do exame por parte dos americanos um retrocesso, pois segundo ele, o PSA, usado desde 1994 para a detecção do câncer de próstata, foi capaz de salvar muitas vidas. “Antes dele, a única forma de detectar o câncer era pelo exame de toque. Porém, quando o médico percebia a alteração da próstata, o problema poderia estar em estágio avançado”, esclarece.
De acordo com o secretário da SBU, ainda que o exame de toque não encontre anormalidades na próstata, um PSA alto indica que algo está errado com a glândula, ajudando no diagnóstico precoce e na descoberta de células cancerígenas microscópicas após uma biópsia. “Se descoberto no início, a chance de cura deste tipo de cân­­cer é de 93%. Antes do PSA, era somente de 30 a 40%”, comenta.
Toque
Apesar das vantagens deste exame que custa entre R$ 18 e R$ 50, a checagem do PSA não substitui o exame de toque e nem deve ser feita de forma indiscriminada. “Isso levantaria muitas suspeitas de câncer. O aumento do PSA tam­­bém serve para indicar inflamações na próstata e traumatismo na uretra, por isso é preciso que o exame seja feito com critério para diagnosticar câncer. Se for acompanhado pelo exame de toque e pela análise clínica no paciente, aí ele tem valor”, esclarece o professor de Urologia do curso de Medicina da Universida­de Federal do Paraná (UFPR), Luiz Carlos de Almeida Rocha.
De acordo com dados do Ins­­tituto Nacional do Câncer dos Es­­tados Unidos, este ano, mais de 240 mil americanos serão diagnosticados com câncer de próstata – que só perde para o câncer de pele em número de incidência. Esse ranking se repete no Brasil, onde, de acordo com Instituto Nacional de Câncer brasileiro (In­­ca), a doença matou 11.955 ho­­mens em 2008.
Salvo pelo PSA
Depois de passar pelo exame de toque sem detecção de alterações na próstata, foi o exame de PSA que há um ano deu ao professor universitário Zeli da Conceição, 55 anos, a primeira indicação da presença de um tumor na glândula. Em situações ideais, a quantidade da substância no sangue deve ser menor do que um. Quando o valor passa de quatro ou aumenta 30% de um ano para outro, soa o sinal de alerta.
“Sempre fiz todos os exames regularmente e de um ano para o outro o PSA subiu um ponto, mas ficou dentro dos números considerados normais. Depois da biópsia, a confirmação de câncer foi uma surpresa. Para mim o exame foi fundamental, pois identificou a doença em uma fase muito inicial, com viabilidade de ser tratada”, afirma o professor.
Diante de uma dosagem elevada de PSA, o exame precisa ser confirmado e refeito por um segundo laboratório. “A checagem evita a realização de biópsias desnecessárias, que é um procedimento invasivo para coleta de tecidos da próstata, feito com agulhas guiadas por ultrassom com o paciente sob efeito de anestésicos”, explica Lopes.
Em fevereiro, Conceição começou o tratamento contra a doença com a braquiterapia, procedimento que consiste na inserção de se­­mentes radioativas do tamanho de grãos de arroz diretamente na prós­­tata do paciente. O material per­­manece dentro da glândula para sempre e seu objetivo é destruir os tecidos cancerígenos. “Re­­ce­­bi 98 sementes e o meu PSA caiu para menos de um, número que nunca tive antes”, conta o professor.
A cirurgia para a retirada da próstata e a radioterapia externa são outras opções para o tratamento e para a cura da doença, mas muitos pacientes temem se submeter a esses procedimentos devido aos efeitos colaterais como a incontinência urinária e a impotência sexual.
“A radioterapia é um tratamento diário que dura cerca de 38 dias e consiste na emissão de feixes de radiação para a região da próstata. Com avanços tecnológicos como a radioterapia guiada por imagem (IGRT), o tempo de tratamento po­­de cair para 22 dias, pois o aparelho localiza a área a ser tratada com a possibilidade de aplicação de doses mais altas de radiação”, explica o radio-oncologista do Hospital An­­gelina Caron, Carlos Pereira Neto.
O equipamento de IGRT custa cerca de 2,8 milhões de dólares e dois deles serão usados a partir de hoje pelo hospital, em sua unidade em Curitiba. O SUS ainda não cobre esse tipo de procedimento.

11 de novembro de 2011

Campanha para arrecadar brinquedos e fazer um natal mais felíz.

Aos meus nobres amigos.
Vamos promover uma campanha para arrecadar brinquedos e fazer um natal mais felíz.
Doe um brinquedo e faça uma criança da Vila Piratini mais felíz.

Vamos juntos abraçar esta causa.
Pois quando unimos força, tudo se torna mais fácil
Conto com vcs meus amigos.
Estes são os locais para a arrecadação.


Papelaria e Copiadora Bom Jesus.
     Av.Wiston Churchill n° 2630, Loja 41 
Fone 41 3247 5722                        
Shopping Pinheirinho                     
 Farmácia Maxifarma
 Av.Wiston Churchill 
Fone 3013 2882
                       Enfrente ao Schopping Pineirinho.



      Natural hair cabelereiros
                         Sua beleza em primeiro lugar. 
                         Av.Iguaçu n° 2301 Batel
                         Fone 3242 3347


Restaurante Buffet Bogoni


 Av.Rep. Argentina n° 5510 Portão.


Restaurante Família Macedo 
               Rua Jaime Rodrigues da Rocha n° 235 
Pinheirinho
        Fone 3015 7288





    Edifício Salvador
                           Para os moradores do condomínio.


                                         Flex Academia
                                         Av.Winston Churchill n° 2370 sobreloja Torre Sul
                                        Pinheirinho, Curitiba      Pr .
                                        Fone 3246 5947

                                       Filial Boa vista
                                       Av.Paraná 2272 Fone 3257 9770


            
                                         Em breve, outros locais de coleta. 

10 de novembro de 2011

Chance de morte cai 30% com mamografia



Exame deve ser feito anualmente e consegue identificar tumores menores que um centímetro, quando a possibilidade de cura salta para 95%



Os especialistas são unânimes: a mamografia é o exame mais eficiente para identificar um câncer de mama logo no início. A precisão do procedimento impressiona. Mesmo as máquinas mais tradicionais têm uma eficiência de quase 98% na identificação de tumores e conseguem captar inclusive nódulos menores que um centímetro, o que garante 95% de probabilidade de cura.
“Esse é o único método que resultou em uma redução efetiva no número de óbitos por câncer de mama. Pesquisas internacionais mostram uma diminuição de até 30% nas chances de morte pela doença em mulheres que fazem a mamografia pelo menos anualmente”, explica a coordenadora do serviço de Radiologia da Mulher do Diagnóstico Avançado Por Imagem (Dapi) da Comissão Nacional de Mama do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), Linei Urban.
Mitos
Veja o que é verdade ou não quando o assunto é mamografia:
A radiação liberada pelo exame é perigosa e pode causar câncer.
Mito. A radiação usada na mamografia é muito baixa e não causa problemas. Para se ter uma ideia, ela não passa de 1,5 milirem, enquanto a dosagem máxima permitida, sem oferecer riscos à saúde, é de 3 milirem.
Mulheres com silicone nos seios não podem fazer mamografia.
Mito. Elas podem fazer o exame, mas é bom avisar o profissional sobre a cirurgia para que ele faça manobras específicas na hora da compressão da mama. E não é preciso se preocupar: ter silicone não faz com que o exame doa mais que o normal. Também não há risco de o implante se romper durante o procedimento.
Não é indicado usar desodorantes e cremes na região das mamas e da axila no dia do exame.
Verdade. Alguns produtos, principalmente desodorantes antitranspirantes, têm partículas que “brilham” durante o exame, o que confunde a visualização das imagens e pode encobrir lesões.
Mulheres grávidas não podem fazer mamografia.
Mito. Mulheres em qualquer período da gestação podem fazer o exame, mas devem alertar o médico para que sejam feitas técnicas de preservação do feto. Mesmo em casos de atraso menstrual – com possibilidade de gravidez –, o médico precisa ser avisado.
Modelos
Conheça os três principais tipos de mamografia à disposição em clínicas e hospitais:
Mamografia convencional
Próximo à área onde a mama é comprimida, há um filme que registra uma imagem do formato do seio e suas estruturas internas, da maneira semelhante a raios-X. Finalizado o exame, o filme é revelado, o que rende as chapas com os resultados. Se precisar ampliar ou clarear a imagem, é necessário tirar novas impressões.
Mamografia digital
Nela, as imagens das estruturas internas da mama são transmitidas de maneira digital para um computador e o profissional acompanha a visualização em um monitor, podendo arquivar, ampliar e clarear a imagem, além de transmiti-las para outros computadores. Esse método é mais eficiente na detecção de tumores em pacientes mais jovens (antes dos 40 anos) e oferece uma visualização melhor que o método tradicional, mas não se engane: a máquina emite uma quantidade de radiação igual à convencional e o método de compressão da mama é semelhante, o que garante o mesmo incômodo durante o exame.
Tomossíntese mamária
Método bastante recente, foi aprovado no ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas ainda existem poucos aparelhos desse tipo à disposição no Brasil. Chamada de mamografia 3D, utilliza o mesmo princípio das demais quanto à compressão da mama, mas, geralmente, a pressão é um pouco mais leve e o exame, menos incômodo. A diferença é que gera de 25 a 60 imagens da mama, em múltiplos ângulos e aproximações, no mesmo tempo e com a mesma dosagem de radiação das outras técnicas. Por oferecer uma qualidade de imagem maior, tem potencial para aumentar a precisão e rapidez do diagnóstico, sendo 15% mais eficiente na detecção precoce de tumores. Por enquanto, é associada à mamografia digital, mas novos estudos tentam verificar a efetividade da tomossíntese como único exame.
Mesmo com os bons resultados na detecção precoce de tumores, o exame ainda encontra resistência entre as mulheres. O maior problema é que um número considerável não faz a mamografia por considerar o procedimento doloroso. “Claro que é desconfortável e mesmo os métodos mais modernos geram um pouco de desconforto, mas é totalmente tolerável e nada que impeça a realização do exame”, comenta Giovanna Beatriz Nunes do Nascimento, diretora-clínica da Alphasonic Diagnóstico por Imagem.
Para quem foge da mamografia por medo do incômodo, Linei explica que a compressão da mama é necessária. “A intenção é não permitir que a ela se mova, o que prejudica a qualidade das imagens. Além disso, quanto mais plana ficar a mama no aparelho, me­­lhor fica a imagem. Ou seja: se a ma­­mografia não comprime a mama e não incomoda, provavelmente o exame não foi bem feito.”
Algumas dicas ajudam a tornar o momento do exame menos dolorido. “A mulher tem de tentar relaxar e não ficar muito tensa. Outra dica é não fazer o exame nos dias que antecedem a menstruação, mas sempre uma semana depois. Como a maioria sente um inchaço nos seios às vésperas de menstruar, o desconforto aumenta.”
Autoexame
Um erro comum é achar que, por fazer o autoexame regularmente e nunca ter identificado um nódulo, ou não apresentar qualquer sintoma, não é necessário realizar a mamografia todos os anos. “O câncer de mama não dói e a mulher só sente o nódulo quando ele já está grande. Quando a paciente diz que apalpou um tumor, a doença já está instalada e as chances de cura são de apenas 60% a 70%. Por isso, o ideal é não confiar inteiramente no autoexame e nunca abrir mão da mamografia”, diz o médico oncologista do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) e do Hospital Erasto Gaertner João Antônio Guerreiro.
A recomendação é que todas as mulheres façam a mamografia anualmente a partir dos 40 anos. “Se ela tem história da doença na família, deve começar a partir dos 30 e pedir uma ressonância magnética das mamas para que o médico consiga um resultado mais aprofundado”, orienta o médico radiologista Aron Belfer, do CDB Premium.
Guerreiro explica que o histórico só é relevante se a mulher teve três episódios de câncer na família. “Se só a avó teve câncer de mama, a história é fraca e pode ser desconsiderada. Mas se, além da avó, ela tem uma prima com tumor no ovário e uma tia que teve câncer de intestino, aí merece atenção.”
Má distribuição compromete atendimento
Se na Europa a mamografia é apontada como responsável pela diminuição nos números de mortes em decorrência do câncer de mama, por sua capacidade de oferecer diagnósticos precoces, no Brasil o recuo nos índices não é tão perceptível, por uma série de motivos. “Os mamógrafos estão mal distribuídos, não têm a qualidade necessária e algumas regiões do país, como o Norte e o Nordeste, nem sequer contam com aparelhos suficientes”, explica a coordenadora da Comissão Nacional de Mama do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), Linei Urban.
Outra reclamação, segundo ela, está na falta de qualidade dos serviços oferecidos. “Não adianta só fazer a mamografia. A mulher precisa ter segurança de que o exame tem boa qualidade para confiar nos resultados.”
Controle de qualidade
Para ajudar as pacientes na escolha, o CBR criou um programa de qualidade em mamografia para avaliar e respaldar os serviços oferecidos no Brasil. A iniciativa avaliou a dosagem de radiação, a qualidade da imagem gerada e a qualificação dos profissionais. O resultado, segundo ela, foi assustador. “Somente 10% dos aparelhos obtiveram o selo de qualidade por enquanto.”
Para saber se o exame que você pretende fazer é de boa qualidade, a dica é ficar de olho no selo de qualidade emitido pelo CBR. No site da instituição (www.cbr.org.br) há uma lista com as clínicas que receberam o selo.
* * * * *
Interatividade:
Você conseguiu superar medo da mamografia?
Mande sua história para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

Consumo diário de café reduz risco de câncer de pele, segundo estudo


Consumo diário de café reduz risco de câncer de pele, segundo estudo

O consumo diário de café reduz o risco de desenvolver basalioma, forma de câncer de pele mais frequente, segundo estudo publicado esta segunda-feira (24) nos Estados Unidos e que parece confirmar pesquisas anteriores feitas com ratos.
Segundo os autores do estudo, as mulheres que bebem mais de três xícaras de café por dia têm reduzido em 20% o risco de desenvolver basalioma (carcinoma de células basais) em comparação com aquelas que consomem pouco ou nenhum café.
Para os homens, que parecem se beneficiar menos deste efeito protetor, ainda por razões desconhecidas, consumir mais de três xícaras de café por dia reduz em pelo menos 9% o risco de desenvolver câncer de pele.
A pesquisa, apresentada durante conferência da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer (AACR, na sigla em inglês) em Boston (Massachusetts, nordeste), mostra que quanto mais café se consome mais se reduz o risco de basalioma. Os autores do estudo se disseram surpresos com os resultados.
Embora já se tivesse observado uma relação entre a cafeína na forma de unguento e a diminuição do risco de câncer de pele, estudos epidemiológicos não tinham demonstrado este vínculo claramente.
"Nosso estudo indica que o consumo de café pode ser uma opção importante para ajudar a prevenir o câncer de pele", disse Fengju Song, um dos autores da pesquisa.
Com quase um milhão de novos casos de basalioma diagnosticados a cada ano nos Estados Unidos, fatores alimentares como o consumo diário de café, inclusive com modestos efeitos protetores, pode ter um grande impacto na saúde pública, informaram os cientistas.
A pesquisa foi feita com dados de dois estudos, um com 72.921 participantes entre 1984 e 2008 e o segundo com 39.976 pessoas entre 1986 e 2008.
Esta não é a primeira vez que se atribuem propriedades anticancerígenas ao café. Em maio deste ano, outro estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard descobriu que os homens que bebem seis xícaras de café por dia reduzem em 20% o risco de desenvolver câncer de próstata.

9 de novembro de 2011

Sanepar termina reparos em tubulação, mas rodízio de água é mantido

Pinheirinho, Sítio Cercado, Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial, Campo de Santana, Caximba e Ganchinho ainda podem ser afetados
A Sanepar encerrou nesta terça-feira (8) os reparos na tubulação do Sítio Cercado, que provocou um rodízio de água em 11 bairros de Curitiba e região metropolitana (RMC) desde segunda-feira (6). A obra foi necessária para consertar um rompimento na tubulação. Mesmo encerrados os trabalhos, o rodízio está mantido até quinta-feira (10) em oito bairros de Curitiba.
Os moradores dos bairros Pinheirinho, Sítio Cercado, Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial, Campo de Santana, Caximba, e Ganchinho podem ficar sem água. Segundo a assessoria de imprensa da Sanepar, alguns bairros devem ser afetados parcialmente. (Confira a escala no box).
Confira a escala do rodízio:
Grupo 2:
Ficam sem água entre 10 horas terça-feira (8) e 6 horas de quarta-feira (9):
Bairros: Sítio Cercado, Pinheirinho e parte do Tatuquara, Umbará, Ganchinho, e Cidade Industrial.


Grupo 3:
Ficam sem água entre 10 horas de quarta-feira (9) e 6 horas de quinta-feira (10):
Parte dos bairros Ganchinho, Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial, Campo Santana e Caximba.
Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo
Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Tubulação se rompeu na manhã de sexta-feira (4) 
Tubulação se rompeu na manhã de sexta-feira (4)

8 de novembro de 2011

7 de novembro de 2011

Tubulação se rompe pela terceira vez em três anos e afeta oito bairros

Moradores do Sítio Cercado sofrem com a falta d'água há três dias. Sanepar afirma que tubos seguem normas da ABNT
06/11/2011 | 12:15 | Felippe Anibal atualizado em 06/11/2011 às 16:28
O rompimento de uma tubulação de grande porte transformou, desde a manhã de sexta-feira (4), o fim da Rua Nova Cantu, no Sítio Cercado, em Curitiba, em um canteiro de obras. No terceiro dia sem água, os moradores da área reclamam que o problema é recorrente: em três anos, tubos da mesma linha arrebentaram naquele local. O conserto afeta o abastecimento, também de outros sete bairros da capital.
O dano foi detectado no início na manhã de sexta-feira, no trecho entre a Rua Nova Cantu e a Estrada do Ganchinho. Equipes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) fizeram a troca do tubo que apresentava vazamento, mas, pouco depois, outro ponto da tubulação se rompeu. “Quando a gente saiu para trabalhar, vimos que estava tudo alagado ali”, disse o auxiliar de qualidade Marcelo Henrique, que mora ao lado do local.

Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Tubulação se rompeu na manhã de sexta-feira (4)
Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Sanepar trabalha para substituir 43 metros de tubos
Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Mais de 500 metros cúbicos de terra foram retirados para possibilitar a obra

Sanepar trabalha para substituir 43 metros de tubos

Felipe Rosa/ Agência de Notícias Gazeta do Povo
Segundo moradores, técnicos da Sanepar informaram que o ponto afetado se encontra em um declive, que não estaria suportando a pressão da água. Desde sexta-feira, a companhia ainda não conseguiu solucionar o problema. Na tarde deste domingo (6), equipes trabalhavam para trocar 43 metros de tubulação. Mais de 500 metros cúbicos de terra foram removidos. Dezenas de operários e quatro máquinas de grande porte (duas retroescavadeiras e dois tratores) trabalhavam para tentar resolver as falhas.
O rompimento fez com que moradores tivessem que conviver com o racionamento ou a falta de água. Na casa do pastor Fernando Fernandes, não tem caixa d’água. Por isso, desde a manhã de sexta-feira, ele, a mulher e os dois filhos pequenos sofrem as consequências. “Ontem eu fiquei sem tomar banho. Na pia da cozinha, há uma pilha de louça suja. Está chegando num ponto limite”, reclama.
Problema recorrente
A adutora que estourou liga a estação de tratamento do Arujá, em São José dos Pinhais, região metropolitana, ao reservatório do Tatuquara, na capital. De lá, a água é distribuída a bairros da região. Por isso, além do Sítio Cercado, Campo Santana, Caximba, Cidade Industrial, Ganchinho, Pinheirinho, Tatuquara e Umbará também tiveram o abastecimento afetados.
Os moradores reclamam que nos dois anos anteriores – 2009 e 2010 – a mesma tubulação se rompeu, causando transtornos semelhantes. “Eu não sei se é a qualidade dos tubos que não é boa. Mas todo ano é isso”, diz Marcelo Henrique.
O gerente-geral da Sanepar para Curitiba e região metropolitana, Celso Thomaz, disse que o material das tubulações seguem as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Existem outros tubos mais resistentes, mais robustos que talvez não tivessem se rompido, mas não podemos que essa foi a causa do acidente”, afirmou. Segundo moradores, técnicos da companhia informaram que os tubos rompidos eram de plástico e que estão sendo substituídos por tubulação de ferro fundido. A informação não foi confirmada oficialmente pela Sanepar.
Thomaz disse que ainda não é possível afirmar qual foi a causa dos sucessivos rompimentos de tubulação na área. Ele informou que os tubos substituídos vão ser analisados pela Sanepar, para que a companhia saiba o que provocou o estrago. “Aí poderemos saber se foi por alguma causa externa, se foi por causa do material, ou se foi por algum deslocamento interno”, disse.
A previsão da Sanepar é de que o problema esteja solucionado até as 19 horas. A normalização do abastecimento está prevista para a meia noite de domingo para segunda-feira (7). A orientação é que os moradores desses bairros reduzam o consumo enquanto o abastecimento não estiver normalizado. Para tirar dúvidas dos usuários, a companhia disponibiliza o telefone 115.