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19 de novembro de 2011

Central de Atendimento ao Eleitor de Curitiba não atenderá neste domingo

A Central de Atendimento ao Eleitor de Curitiba não funcionará neste domingo, (20) por conta de uma manutenção no servidor central do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. No sábado (19), o atendimento será normal das 8h às 18h30.
A Central de Atendimento ao Eleitor funciona todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados, desde a última semana de setembro.
A meta é atingir 80% de revisões eleitorais. Se o número não for alcançado, Curitiba poderá ter eleições convencionais em 2012, sem o sistema biométrico. A meta de 80% foi estabelecida pelo TSE e representa o índice mínimo para que o recadastramento seja considerado válido.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) pede aos eleitores que não deixem para comparecer ao órgão nos últimos dias do prazo (que termina no dia 20 de janeiro de 2012), pois deve haver longas filas e o atendimento deve demorar.
Os eleitores podem fazer o agendamento pela internet, o que diminui o prazo de espera para, no máximo, 10 minutos. As pessoas que não agendam o recadastramento pelo site esperam, em média, 20 minutos, de segunda a sexta. Nos fins de semana e feriados, a espera pode chegar a 30 minutos. A Central de Atendi­­mento conta com 235 guichês.
Novos prazos
O TRE decidiu que todos os eleitores – independentemente do mês de nascimento – poderão fazer o recadastramento biométrico até 20 de janeiro de 2012.
Anteriormente, as pessoas que nasceram entre janeiro e março deveriam comparecer até 31 de outubro. A assessoria de imprensa do TRE informou que a suspensão do prazo ocorreu porque muitos tinham desistido de fazer o recadastramento por causa da data.
Serviço
A Central de Atendimento do TRE funciona todos os dias – inclusive aos sábados, domingos e feriados –, das 8 horas às 18h30. Fica na Rua João Parolin, 55, no Prado Velho, fones (41) 3330-8674 e 3330-8673. Há estacionamento próprio e gratuito no local.

Usuários não veem melhorias nos ônibus 1 ano após licitação

Apenas 35% dos passageiros acreditam que o transporte coletivo de Curitiba melhorou. Dados que medem a qualidade do sistema não são divulgados
Um ano e dez dias depois de o transporte coletivo de Curitiba ser concedido à iniciativa privada por meio de licitação, cinco em cada dez passageiros de ônibus afirmam não ter percebido mudanças significativas na qualidade do sistema. É o que revela levantamento exclusivo da Paraná Pesquisas para a Gazeta do Povo. Ainda de acordo com a sondagem, 35% notaram alguma melhora e 12% acreditam que o sistema piorou.

Um dos objetivos da concorrência pública era justamente aumentar a eficiência do serviço, medida por cinco itens previsto em edital: cumprimento de viagens no horário; satisfação do usuário com veículos e operadores; interrupção de viagens por falha; liberação de vistoria; e número de autuações.

Embora os critérios tenham sido estabelecidos, a Urbs, responsável pela administração do sistema de transporte, não divulgou os resultados. De acordo com a empresa, os números estão sendo contabilizados e devem ser disponibilizados em breve – sem data definida. “Os dados serão transparentes. Nós, da fiscalização, acompanhamos e os empresários estão buscando a melhoria”, afirma o diretor de Transportes da Urbs, Antônio Carlos Pereira Araújo.

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) diz já ter enviado os números à Urbs. Na avaliação do porta-voz do Setransp, Alexandre Teixeira, os usuários não perceberam grandes mudanças nesse período porque elas ocorreram na organização do transporte. “Muita coisa mudou e a população não foi afetada. Isso mostra o esforço para fazer a transição sem afetar o usuário”, diz. Entre as transformações, estão a readequação de garagens e da mão de obra, e a troca de veículos. No total, o sistema transporta aproximadamente 1,9 milhão de passageiros na Rede Integrada de Transporte (RIT).
Poderia ser melhor
Apesar de o sistema ter recebido avaliação positiva de 6 a cada 10 pesquisados, há fatores que precisam de melhoria, caso da lotação, do tempo de espera pelos ônibus e da segurança. “Os problemas estão se agravando. Brevemente, o sistema não vai mais ser modelo na opinião dos curitibanos”, afirma o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo. “No horário de pico, há dificuldade para diminuir a lotação em qualquer cidade do mundo. O sistema precisa ser planejado para as horas cheias e em horários mais vazios. Qualquer mudança nesse sentido será gradativa”, afirma Araújo.
Para Teixeira, a intenção é aumentar a velocidade do sistema, o que melhoraria o deslocamento dos veículos e diminuiria o tempo de espera. Em setembro, o Setransp apresentou dez sugestões à Urbs, como a criação de faixas exclusivas para ônibus, a readequação de trechos de difícil acesso e a introdução de novas linhas para dividir itinerários muito cheios, caso do Inter 2. “Estamos estudando para apresentar novas ideias”, diz o porta-voz.
Nos períodos mais movimentados, mesmo colocando mais ônibus nas ruas, não haverá diminuição do período de espera ou da lotação porque os veículos ficam parados no trânsito, explica o vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA-PR), Orlando Pinto Ribeiro. “A melhor solução é propor um planejamento conjunto entre poder público e iniciativa privada para fazer com que o horário de saída do trabalho seja escalonado”, diz. A ideia é aprovada tanto pela Urbs quanto pela Setransp.
Para 42%, passageiros são mal-educados
Quatro em cada dez curitibanos avaliam como ruim ou péssima a educação dos usuários do transporte coletivo e somente 25% consideram o comportamento dos passageiros bom e ótimo. Apesar do tom crítico, 60% dos usuários afirmam não sentar em bancos reservados para idosos e gestantes, e praticamente 90% dos entrevistados dizem ceder o banco especial. Porém, a convivência com quem passa aproximadamente seis horas diárias nos ônibus ou estações-tubo não parece ser das melhores.
Quando é preciso esperar pelo troco, alguns xingam os cobradores. “Nós servimos como válvula de escape para muitos. Se precisam aguardar, chegam ao ponto de nos ofender, dizendo que somos lentos e por isso somos cobradores de ônibus”, conta Jorge Nilton Pereira, de 49 anos. Pereira destaca, contudo, que a maior parte dos usuários mantém relação amigável. “Diria que 80% são educados”, afirma.
Em tese, os idosos seriam os mais educados. Mas nem sempre a teoria se reflete na prática, segundo o cobrador Maicon (que preferiu não informar o sobrenome), de 21 anos. “Os idosos são campeões. Eles só podem passar pela catraca com a isenção se mostrarem algum documento com foto, mas, quando pedimos, somos insultados”, relata.
Campanhas
Na opinião do diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, a má avaliação da educação é um indício do que acontece no país. “A pesquisa só reflete a cultura do Brasil”, afirma. Uma das sugestões de Hidalgo é aproveitar o investimento em propaganda para focar em campanhas de educação. “Seria mais proveitoso o investimento no marketing educativo do que na propaganda do sistema em si.”
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Interatividade
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O sistema melhorou ou piorou?
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17 de novembro de 2011

Mais um ponto de arrecadação de brinquedos para o natal das crianças da Vila Piratini.


           Vamos juntos abraçar esta causa.
           Pois quando unimos força, tudo se torna mais fácil
           Conto com vcs meus amigos.
           Estes são os locais para a arrecadação.

                                           Muito obrigado aos diretores da Flex  Academia.

IPTU será reajustado pela inflação em 2012


Preocupadas com a inadimplência, prefeituras usarão descontos generosos para pagamento à vista e até aviso por telefone
As principais cidades do Paraná vão aumentar o IPTU de 2012 apenas com base na correção da inflação acumulada durante este ano – o índice médio de reajuste para os proprietários de imóveis será de cerca de 6% sobre os valores pagos em 2011. Para arrecadar mais, em vez de promover au­mentos maiores, os municípios apostam em maneiras de reduzir a inadimplência.
Além dos descontos para pagamento antecipado – que podem deixar o valor pago em 2012 menor que o cobrado em 2011 com alíquota cheia –, as estratégias incluem programas municipais de refinanciamento de impostos atrasados (nos moldes do Refis) e até mesmo a criação de um call center para contatar os contribuintes
Na capital, não haverá revisão da base de cálculo do IPTU. A última atualização com base no valor da planta dos imóveis ocorreu em 2005. O reajuste do imposto será de 6,5%, com base no IPCA acumulado em 2011, e a prefeitura dará um desconto entre 7% e 8% para quem optar pelo pagamento antecipado em parcela única. Aumentos de até 6,5% também serão aplicados em Ponta Grossa e Londrina; em Cascavel, no Oeste, o IPTU será reajustado em 7,99%, com base no IGPM.
No interior, os descontos para quem pagar em parcela única serão maiores que em Curitiba – em Ponta Grossa, serão 20%; em Londrina, 10%; Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, que tem um dos maiores índices de inadimplência, dará descontos de até 50%, sendo 20% para o pagamento à vista e bonificações cumulativas anuais que variam de 6% a 30%, de acordo com o histórico de pagamento nos últimos anos
Calote
O desconto maior oferecido no interior é um estímulo para combater as altas taxas de inadimplência no pagamento do IPTU: 35% em Ponta Grossa e Foz do Iguaçu (onde o índice já foi de 45%), e 23% em Londrina. Segun­do o secretário de Finanças de Curitiba, João Luiz Marcon, a inadimplência do IPTU na capital, que gira em torno de 12%, é considerada uma das mais baixas dentre as capitais do país. Ainda assim, a prefeitura planeja reduzir esse índice para 10% no próximo exercício, o que representaria R$ 7,2 milhões a mais na arrecadação.
Para isso, a Secretaria Munici­pal de Finanças de Curitiba criará uma “central de relacionamento”, que vai procurar, via telefone, os contribuintes com parcelas do imposto em atraso. “Percebe­mos que muita gente acaba não pagando o IPTU não porque não quer, mas simplesmente porque se esquece que a parcela está vencida. O objetivo não é cobrar, mas lembrar que o pagamento está em aberto”, explica Marcon.
Paranaguá, no litoral do estado, vai adotar uma abordagem diferente para combater o calote: em busca de recuperação de créditos atrasados, a prefeitura está oferecendo um desconto de até 100% sobre os juros e multas dos impostos atrasados para quem deixar as contas em dia até 30 de novembro.
Em todas as cidades, os carnês começam a ser enviados nos primeiros dias úteis de 2012, pelo correio, para a casa dos contribuintes.

Colaboraram: Diego Antonelli, especial para a Gazeta do Povo, da sucursal de Ponta Grossa; Luiz Carlos da Cruz, correspondente em Cascavel; Juliana Gonçalves, da sucursal de Londrina; Fabiula Wurmeister, da sucursal de Foz do Iguaçu; e Oswaldo Eustaquio, correspondente em Paranaguá.

Ordem para matar adolescentes na Vila Sabará partiu do tráfico, diz polícia


Jovens seriam integrantes de gangues que são usadas por traficantes. Em novembro, dois jovens foram mortos e quatro pessoas foram baleadas em confrontos
O tráfico de drogas está por trás dos assassinatos de adolescentes ocorridos em novembro na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo a Delegacia de Homicídios (DH), as mortes foram determinadas por traficantes que atuam na área e que usam as gangues de jovens para a venda de drogas. Desde o início do mês, dois jovens foram mortos e três pessoas foram baleadas no entorno da Escola Municipal Candido Portinari, na Vila Sabará. Na Vila Barigui, um rapaz de 18 anos também foi atingido por disparos. Segundo o delegado Rubens Recalcatti, chefe da DH, todos os casos estão relacionados.
A polícia identificou três gangues formadas por jovens daquela região. Segundo o delegado Jaime da Luz, responsável pelas investigações, esses grupos se enfrentam entre si, disputando espaços de convivência (como ruas de maior movimento e bosques). Entretanto, as facções também seriam usadas pelo tráfico de drogas, o que teria servido de estopim para as mortes. “Apesar de essas gangues não terem sido formadas para traficar, elas acabam sendo usadas pelos traficantes”, ressalta.
Localidade
Como cada gangue está fixada em um local específico, seus integrantes acabaram cooptados pelos traficantes desta localidade. A rixa entre os traficantes teria acirrado, segundo a polícia, a indisposição entre os grupos. “Os dois assassinatos e as outras tentativas de homicídios foram determinados pelos ‘patrões’ [chefes de um pequeno grupo ligado ao tráfico], que disputam pontos de tráfico naquela área”, explicou o delegado.
Nesta semana, a DH intensifica as investigações dos casos para identificar os traficantes envolvidos nas disputas e nas mortes. A polícia trabalha com base no depoimento de testemunhas e sobreviventes, em informações levantadas pela unidade e em denúncias. Os investigadores também se apoiam sobre uma suposta lista de jovens que integrariam as gangues e que estariam marcados para morrer. “É um trabalho delicado e que envolve adolescentes. Então, é preciso cautela. Mas esperamos terminar essas investigações com a prisão dos traficantes”, disse o delegado Recalcatti.
Disputas e mortes
O primeiro adolescente foi assassinado no dia 1º de novembro. Loredo Messias da Silva, de 15 anos foi morto a tiros, após sair da Escola Cândido Portinari, por volta das 12h30. Segundo a polícia, o jovem integrava uma gangue chamada Cidade de Deus (CDD). Apesar disso, o rapaz mantinha amizades em uma área dominada por outro grupo, o Comando Sabará. “Não há evidências de que Loredo Messias, pessoalmente, tivesse envolvimento com o tráfico. Mas o CDD é usado pelo tráfico. A ordem para a morte dele partiu de traficantes de outro ponto”, disse Jaime da Luz.
Segundo as investigações, entre os assassinos de Loredo Messias está Maicon Wilian de Lima Patrício, de 16 anos. Ele é apontado como integrante do Comando Sabará e foi morto no dia seguinte, a poucas quadras da escola. Além dessas duas facções, a polícia também identificou a existência de um terceiro grupo: o Comando Corbélia.
O delegado afirma que as outras quatro tentativas de homicídio também obedecem a mesma dinâmica. Inclusive, o caso de Eduardo de Toledo, de 18 anos, atingido por dois tiros na Vila Barigui, na CIC. Ele seria morador da Vila Sabará e foi alvejado quando ia visitar a namorada. “No primeiro momento, nos debruçamos sobre os assassinatos. Agora, vamos ampliar os trabalhos sobre essas tentativas de homicídio”, disse Jaime.

16 de novembro de 2011

Marcha contra a corrupção reúne 150 manifestantes em Curitiba

Movimento ocorreu em diversas cidades brasileiras neste feriado da República. Em Curitiba, encontro foi na Praça Santos Andrade, às 13 horas


15/11/2011 | 15:05 | Elisa Lopes, especial para a Gazeta do Povo
O feriado de Proclamação da República, nesta terça-feira (15), foi escolhido para diversas manifestações contra a corrupção em todo o Brasil. Em Curitiba, mesmo com chuva, cerca de 150 manifestantes se reuniram, por volta das 13 horas, na escadaria da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade. Eles iam em direção à Câmara Municipal de Curitiba.

O movimento - apartidário -, que nasceu nas redes sociais, foi organizado pelos Anonymous . Na página do evento no Facebook, mais de 600 pessoas estavam confirmadas para a marcha desta terça, que teve como objetivo reunir indignados com os políticos, com a opressão, pessoas que se sentem manipuladas pelos meios de comunicação e cidadãos que querem mudanças.
Na última marcha organizada contra a corrupção, também em um feriado, no dia 12 de outubro, cerca de 600 pessoas estiveram presentes em Curitiba.

Câmara autorizou a renovação do contrato, diz mulher de Derosso

Alguém será punido nesta história?? 


A jornalista Cláudia Queiroz Guedes, mulher do presidente da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), disse ontem ter consultado a procuradoria jurídica da Casa antes de realizar a renovação do contrato de sua empresa com o Legislativo municipal, quando já era casada com o dirigente da Casa. Dona da agência de propaganda Oficina da Notícia, Cláudia venceu uma licitação para prestar serviços de publicidade para a Câmara em 2006. Até o início deste ano, ela administrou R$ 5,1 milhões da verba publicitária da Casa.
A declaração de Cláudia foi dada ontem em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades nos contratos de publicidade da Câmara.
A renovação do contrato é um dos pontos mais polêmicos de toda a crise na Câmara de Curitiba. Em 2008 e 2009, a Câmara prorrogou um contrato que tinha com a empresa sabendo que a proprietária tinha relação afetiva com Derosso. Em 2006, data da licitação, os dois alegam que ainda não estavam juntos.
Cláudia, que compareceu ontem acompanhada do advogado Marcelo Ciscato, disse que já previa que sua relação com Derosso poderia gerar questionamentos sobre a prorrogação dos contratos. Entretanto, ela diz ter consultado tanto os procuradores da Casa quanto o advogado José Cid Campêlo Filho, e que ambos teriam dado aval para a renovação. De acordo com a jornalista, como o contrato estava sendo executado a contento e como seu relacionamento com Derosso começou depois da licitação, os advogados entenderam que não existiam motivos para não prorrogá-lo. A CPI requisitou a apresentação desses pareceres.
Procurado pela reportagem, Cid Campêlo confirmou que foi procurado pela jornalista. No entanto, ele afirmou que, em razão do sigilo profissional, não pode comentar o caso.
Funcionária
No depoimento, Cláudia confirmou ainda que trabalhou na Câmara como funcionária comissionada entre fevereiro e abril de 2006, prestando assessoria às comissões. Ela teria sido indicada para o cargo pelo ex-vereador Luiz Ernesto (PSDB). De acordo com seu depoimento, ela ficou sabendo da licitação pelo jornal Diário Popular enquanto era funcionária, e pediu sua exoneração para participar do processo. Ela disse também desconhecer que a lei proíbe a participação de servidores em licitações lançadas pelos órgãos públicos nos quais trabalham.
Cláudia disse ainda que a decisão de incluir serviços de publicidade na razão social de sua empresa aconteceu antes de ela decidir participar da licitação. Segundo a jornalista, a empresa estava crescendo e já prestava esse tipo de serviço, e começou o processo de mudança em janeiro de 2006. Segundo relatório do Tribunal de Contas do Paraná (TC), a empresa mudou sua razão social para poder prestar serviço de publicidade 21 dias antes do início da licitação. Antes, a empresa era uma assessoria de comunicação.
A jornalista afirmou ainda que a empresa dela fazia informes, editais e até reportagens para serem publicadas, mediante pagamento da Câmara, em diversos veículos de comunicação da capital. De acordo com ela, a decisão sobre quais veículos receberiam dinheiro da Câmara era tomada pela Oficina da Notícia e pela administração da Casa.
Ela afirmou que havia veículos indicados pelos vereadores para receber publicidade da Casa, mas que nenhum deles, nem mesmo Derosso, entrava em contato diretamente com a empresa dela. De acordo com a jornalista, cabia aos diretores administrativos da Câmara, Relindo Schlegel e João Carlos Milani, fazer essa intermediação. Cláudia destacou que toda a relação da empresa dela com a Câmara era feita com a direção administrativa, sem envolver a presidência e os outros vereadores.