Aos amigos do bar do Daniel no Pinheirinho.
O Daniel serve um petisco muito delicioso.
É um ponto de encontro nos finais de semana e feriados.
Quem quizer tomar uma geladinha, bater um bom papo e rever os amigos, o ponto é este.
Muito obrigado amigos pela recepção.
O objetivo deste blog é levantar quais são as necessidades da região do Pinheirinho, para então cobrarmos das autoridades competentes. Por isso comente, reclame, reivindique, proteste e opine para melhorar o nosso bairro. Use este blog como um canal de comunicação. Quando você tiver algo para reclamar da sua rua, creche, escola, posto de saúde, transporte coletivo e etc. Deixe aqui sua mensagem, seja uma reclamação ou mesmo a sua opinião.
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18 de fevereiro de 2012
Motorista enfrenta trânsito intenso em direção ao Litoral e interior. Paciência e paciência, é o único remédio.
Brs 376 e 277 com vários pontos de lentidão e formações de filas nos pedágios. Início da manhã apresenta tráfego acima de dois mil carros por hora.
No início da manhã deste sábado (19), primeiro dia do feriado de carnaval, o movimento segue intenso nas principais rodovias federais que ligam Curitiba ao interior, estados vizinhos e ao litoral do Paraná. O motorista pode encontrar alguns pontos de lentidão no trajeto até os destinos finais. Não havia registros de acidentes graves nas estradas, por volta das 8h50.Acompanhe em tempo real, a partir das 8h30, o movimento nas estradas do Paraná.
Na BR-376, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o tráfego foi intenso durante toda a madrugada, com fluxo de mais de dois mil carros por hora. Por volta das 8h30, o fluxo aumentava, chegando a 2,4 mil carros por hora, três vezes acima do normal para a estrada, que é de 800 veículos a cada hora.
Em direção ao Litoral do Paraná, pela BR-277, o fluxo era cinco vezes maior do que o normal. Por volta das 8h45, cerca de 2,5 mil carros passavam pela praça de pedágio em São José dos Pinhais, em direção às praias. Em dias normais, o fluxo é de 500 veículos por hora. Segundo a PRF, a rodovia, no trecho capital-litoral, também apresentava pontos de lentidão por causa do alto fluxo de veículos.
Na mesma rodovia, porém no sentido interior, na região de São Luiz do Purunã, o tráfego também apresentava fluxo de dois mil carros por hora. De acordo com a concessionária RodoNorte, o trânsito na rodovia era 50% maior do que em dias normais. Segundo a PRF, o alto fluxo de carros provocava filas de um quilômetro na estrada na chegada da praça de pedágio. Ainda de acordo com a PRF, não havia registros de acidentes graves ou interferências na pista.
Previsão
O sábado promete ser um dia de movimento intenso nas estradas que cortam o Paraná, principalmente rumo ao Litoral. A BR-277, no sentido Paranaguá, deve receber um grande fluxo de veículos pelo menos até as 17 horas. Na mesma estrada, na região de São Luiz do Purunã, o movimento deve ser entre as 10 h e 13h, com até três mil carros por hora. A expectativa é de que o movimento comece a diminuir depois das 13 horas na região.
A BR-376, no sentido Santa Catarina, terá aumento de 40% no fluxo de veículos nos dois sentidos da rodovia, segundo estimativa da concessionária Autopista Litoral Sul. O tráfego deve ser intenso até as 16 horas deste sábado. Pela BR-116, o trânsito deve ser um pouco menor. Em direção a São Paulo, o motorista deve encontrar tráfego 36% acima do normal, com acréscimo de 10 mil veículos na rodovia. Já em direção a Santa Catarina, espera-se aumento de 15% no fluxo de carros.
Movimento
O tráfego nas estradas federais e estaduais foi intenso em boa parte de sexta-feira. O maior movimento foi registrado na BR-376, que liga Curitiba aos municípios da costa de Santa Catarina, com picos de 3 mil carros por hora, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O porcentual é quatro vezes maior do que o normal. Na BR-277, o tráfego chegou a 2,5 mil carros por hora em direção ao Litoral, cinco vezes a mais do que nos dias normais, quando o índice chega a 500 veículos. Durante a noite, o movimento também permaneceu intenso.
Em direção ao interior do Paraná, pela BR-277, o movimento começou a aumentar durante a noite, com picos de dois mil carros por hora. Não houve registros de acidentes, segundo a PRF, mas o motorista encontrou vários pontos de lentidão por causa do alto índice de veículos nas estradas.
Estaduais
As estradas estaduais no Litoral do Paraná também registraram tráfego acima do normal por causa do feriado. Na PR-407, que liga Paranaguá a Praia de Leste, em Pontal do Paraná, o movimento intenso, com até mil carros por hora, chegou a causar vários pontos de lentidão e filas. Na rodovia Alexandra-Matinhos (PR-508), o tráfego chegou a 1,6 mil veículos por hora. Nas duas rodovias, não houve registros de acidentes.
Acompanhe em tempo real, a partir das 8h30, o movimento nas estradas do Paraná:
17 de fevereiro de 2012
Extra.Extra A lei da ficha limpa valerá nas eleições deste ano.Precisamos de qualidade na política.
STF valida a Lei da Ficha Limpa
Por 7 a 4, Supremo entende que a legislação é constitucional e que políticos condenados poderão ter a candidatura barrada já a partir da eleição deste ano. Um ano e nove meses depois de ser promulgada, a Lei da Ficha Limpa foi considerada ontem constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As regras, que não valeram para as eleições de 2010, terão eficácia plena a partir da disputa municipal deste ano, em outubro. Com isso, políticos que renunciaram ao mandato para escapar da cassação ou que foram condenados por um colegiado de juízes, mesmo que antes da entrada em vigor das normas, ficam inelegíveis por oito anos.
O placar da votação ficou em sete votos favoráveis e quatro contrários aos dois principais dispositivos da lei: o que barra candidaturas de pessoas condenadas por um colegiado de juízes (etapa anterior ao julgamento final do caso); e o que previa que a lei atinge inclusive aqueles que renunciaram ao cargo político ou que receberam condenação antes de ela entrar em vigor, em junho de 2010. O STF decidiu, portanto, que a Ficha Limpa não fere os princípios constitucionais da irretroatividade legal e da presunção de inocência. Eles avaliaram que as normas de restrição à candidatura não são uma pena, mas um requisito para a participação da disputa eleitoral. “Uma pessoa que desfila pela passarela quase inteira do Código Penal, ou da Lei de Improbidade Administrativa, pode se apresentar como candidato?”, questionou o ministro Carlos Ayres Britto, autor do voto que fechou a maioria favorável à Ficha Limpa.
Quinta vez
Essa foi a quinta vez que o Supremo se reuniu para avaliar a Ficha Limpa. Em todas as ocasiões anteriores a decisão também havia sido apertada. Chegaram a ocorrer dois empates em cinco a cinco – quando o STF estava desfalcado de ministros que se aposentaram.
Desta vez, o impasse foi evitado graças ao voto da novata Rosa Weber. “No trato da coisa pública, o representante do povo, detentor de mandato eletivo, subordina-se à moralidade, probidade, honestidade e boa-fé, exigências do ordenamento jurídico que compõem um mínimo ético, condensado pela Lei da Ficha Limpa”, declarou Rosa durante seu voto.
Ontem, os ministros contrários à lei voltaram a criticar a pressão da opinião pública a favor da lei. “Não cabe à corte relativizar conceitos constitucionais atendendo a apelos populares”, disse Gilmar Mendes. No dia anterior, Dias Toffoli havia afirmado que a Ficha Limpa era uma das leis mais “mal redigidas dos últimos tempos”.
A legislação nasceu de um projeto de lei de iniciativa popular proposto pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), organização que reúne 51 entidades. O texto chegou ao Congresso em 2009 com o apoio de 1,6 milhão de assinaturas. Inicialmente, a proposta previa que uma condenação de 1.º grau já pudesse gerar a inelegibilidade, o que foi alterado na Câmara dos Deputados. Após ser aprovado por unanimidade na Câmara e no Senado, o texto foi sancionado em 4 de junho de 2010. E desde então vinha sendo alvo de questionamentos no STF.
Últimas eleições
Legislação teria barrado apenas 149 em 2010
Se a Lei da Ficha Limpa tivesse valido para 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria barrado apenas 149 candidatos em todo Brasil. No Paraná, oito políticos seriam impedidos de concorrer.
O nome mais famoso da lista no estado é o do ex-prefeito de Londrina e ex-deputado estadual Antonio Belinati (PP). Em tese, ele continua atingido pela Ficha Limpa porque já foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, em decisão colegiada, por ter acumulado os cargos de deputado estadual e de membro do Conselho de Desenvolvimento de Londrina, nos anos 1990.
De acordo com especialistas em Direito Eleitoral, o baixo número de candidatos que seriam afetados pela lei em 2010 não irá se repetir em 2012. “Estamos tratando agora de uma disputa municipal, com um número muito maior de políticos envolvidos. Será o grande teste da Ficha Limpa”, diz o advogado Luiz Fernando Pereira, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná.
Segundo ele, o primeiro impacto será uma corrida em busca de liminares. De acordo com a Ficha Limpa, candidatos condenados por um colegiado podem recorrer a uma instância superior, mas têm de aceitar que o processo passe a tramitar com prioridade (mais rapidamente). “Eles ainda poderão concorrer com liminares, mas o volume de concessão delas vai depender do comportamento dos tribunais superiores.”
Para o professor de Direito Eleitoral Guilherme Gonçalves, da UFPR, a Ficha Limpa será mais dura para os políticos com prerrogativa de foro, que são julgados nos tribunais superiores. “Agora o foro privilegiado se tornou uma armadilha. Apenas uma primeira condenação pode tornar um deputado federal, por exemplo, inelegível”, afirma Gonçalves.
Interatividade
Qual é a sua opinião sobre a decisão do STF de validar a Lei da Ficha Limpa?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Cronologia
O caminho da Ficha Limpa, da origem até a decisão a favor da constitucionalidade da lei pelo STF:2009
Setembro – O texto original do projeto de iniciativa popular formulado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) chega à Câmara dos Deputados, amparado por 1,6 milhão de assinaturas (depois, o número chegou a 2 milhões). A proposta foi debatido por um grupo de trabalho com representantes de todos os partidos por 40 dias.
2010
Maio – Após várias divergências em debates e modificações que incluíram a necessidade de condenação por um tribunal colegiado para estipular a inelegibilidade (e não apenas a sentença em primeiro grau prevista na primeira versão), o texto é aprovado por unanimidade pelos plenários da Câmara e do Senado.
Junho – A lei é promulgada e passa a valer.
Setembro – O STF julga pela primeira vez a constitucionalidade da Ficha Limpa, no caso concreto de Joaquim Roriz (PSC). O então candidato a governador do Distrito Federal é alcançado pela lei por ter renunciado ao mandato de senador para fugir da cassação. O processo acaba empatado em 5 a 5. Roriz desiste da candidatura.
Outubro – O STF julga a inelegibilidade de Jader Barbalho (PMDB), que foi eleito senador pelo Pará. Após um novo empate em 5 a 5, os ministros decidem que a candidatura de Jader deve ser barrada pela Ficha Limpa, com base na decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que havia considerado a lei válida para as eleições de 2010.
2011
Março – Por 6 a 5, o STF decide que a Ficha Limpa não valeu para as eleições de outubro de 2010. A maioria interpretou que o texto fere o artigo 16 da Constituição, o qual estipula que mudanças na legislação eleitoral só têm eficácia se forem promulgadas um ano antes do pleito – o que não havia ocorrido.
Novembro – Os ministros começam a julgar três ações em conjunto que questionam a constitucionalidade da Ficha Limpa em vários pontos. Os processos colocam em discussão os conceitos de irretroatividade das leis e de presunção de inocência. Dois ministros votam pela validade da lei, Luiz Fux e Joaquim Barbosa. Mas o julgamento é suspenso.
Dezembro – O presidente do STF, Cezar Peluso, decide desempatar o caso Jader Barbalho, que estava impedido de assumir o mandato de senador. Peluso usa a prerrogativa do “voto qualificado”, pelo qual a decisão do presidente do Supremo vale como critério de desempate.
2012
Fevereiro – O STF retoma o julgamento suspenso em 2011, agora com o quadro de 11 ministros completo. Após dois dias de julgamento, eles decidem, por sete votos a quatro, que a lei é constitucional e passa a valer a partir das eleições de outubro deste ano.
Placar
Como votaram os 11 ministros nos dois principais pontos da Ficha Limpa:Inelegibilidade a partir de condenação por colegiado*
A favor
Carlos Ayres Britto, Carmen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.
Contra
Celso de Mello, Cezar Peluso, Gilmar Mendes e José Antonio Dias Toffoli.
Retroatividade da lei**
A favor
Carlos Ayres Britto, Carmen Lúcia, Joaquim Barbosa, José Antonio Dias Toffolli, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.
Contra
Celso de Mello, Cezar Peluso, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.
* Antes, portanto, da sentença definitiva.
** Para práticas cometidas antes da promulgação da lei (4 de junho de 2010).
15 de fevereiro de 2012
Veja o quanto Curitiba fica estranha sem os ônibus circulando pelas ruas.
Av. Sete de Setembro no Batel
Av, República Argentina no Batel
Av, República Argentina no Batel
Terminal de ônibus do Capão Raso.
Terminal de ônibus do Capão Raso
Este é o único ser vivo que encontrei no terminal.
Olha o quanto isso fica estranho sem movimento.
Más isso vai mudar.
Os motoristas e cobradores chegaram em um
acordo e devem voltar ao trabalho ainda hoje.
Av. Sete de Setembro no Batel
Av, República Argentina no Batel
Av, República Argentina no Batel
Terminal de ônibus do Capão Raso.
Terminal de ônibus do Capão Raso
Este é o único ser vivo que encontrei no terminal.
Olha o quanto isso fica estranho sem movimento.
Más isso vai mudar.
Os motoristas e cobradores chegaram em um
acordo e devem voltar ao trabalho ainda hoje.
Curitiba fica sem ônibus mais um dia, até quanto? O que vc acha disso???
Determinação judicial não é cumprida e Curitiba tem mais um dia sem ônibus
Justiça do trabalho determinou a circulação de 70% da frota em horário de pico e 50% em horário normal, mas nenhum ônibus foi visto nas ruas.
Pelo segundo dia consecutivo Curitiba amanheceu sem ônibus por conta da greve dos motoristas e cobradores que trabalham nas empresas do transporte público da capital e região metropolitana. Assim como ocorreu na terça-feira (14), a quarta-feira (15) começou com terminais vazios, ruas cheias de carros e radiotáxi com linhas congestionadas.
Nos terminais do Capão da Imbuia e Guadalupe e na Praça Rui Barbosa, por exemplo, o movimento de passageiros que aguardavam os ônibus era baixo por volta das 6h15.Na Avenida Cândido de Abreu, uma via de grande movimento de ônibus no centro da capital, não havia nenhum veículo do transporte coletivo circulando, por volta das 6h30. Todas as estações tubo estavam vazias, e com as luzes apagadas.
A reportagem da Gazeta do Povo também constatou que nenhum ônibus circulava nesta manhã pela Avenida Getúlio Vargas, Rua Alferes Poli, Avenida do Batel, Presidente Affonso Camargo, entre outras vias. Também não havia nenhum biarticulado trafegando pela Avenida República Argentina e as estações tubo estavam vazias.
A reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), mas foi informada que não havia nenhum diretor na sede da entidade, por volta das 7h30. A informação repassada foi de que os responsáveis pelo sindicato foram para as garagens das empresas de ônibus para dar continuidade ao movimento grevista. Também não foi possível conseguir contato com o presidente, o vice-presidente e o secretário de comunicação do Sindimoc, até as 7h40, para comentar o descumprimento da decisão judicial.
Transporte particular
Após ser autorizado pela Urbs na tarde de terça-feira, o serviço de transporte particular era uma das alternativas encontradas pela população para o deslocamento nesta quarta-feira.
Proprietário de uma Kombi, Gerci Santos conseguiu liberação na Urbs nesta quarta e realizava o mesmo percurso da linha Fazendinha pela manhã. Em cerca de meia hora na Praça Rui Barbosa, ele conseguiu sete passageiros. Entre eles estava o vigilante Djalma Soares Lima. "Entrei no trabalho às 19h e fiquei até as 7h, mas fui de carona e se não tivesse lotação não sei como faria para voltar para casa", diz.
Outro que também estava liberado para operar com lotação era Paulo Neves. Ele reclamou da demora da Urbs em liberar os veículos particulares na terça-feira. "Em outras greves o processo foi mais rápido", conta Neves. Operando na linha Caiuá, ele rapidamente encontrou uma passageira, a doméstica Vilma Pereira. "Vim de carona com meu genro até o Centro, mas precisava ir para o Campina do Siqueira. Achei que teriam alguns ônibus, mas felizmente encontramos a lotação", comenta.
Mesmo sendo uma alternativa, os usuários ficam inseguros com o transporte. "Minha preocupação é não conseguir a van na volta", diz Vilma. Na Praça Rui Barbosa, uma das vans que estava realizando a linha Fazendinha chegou por volta das 7h30 com passageiros, mas não retornou ao bairro porque o dono do veículo tinha uma consulta médica e só voltaria a operar no fim da manhã.
Os proprietários de carros particulares podem cobrar até R$ 5 por pessoa. Para poder rodar, é preciso obter a autorização da Urbs. O interessado deve comparecer à Unidade de Vistoria e Cadastro,
na sede do órgão, na Rodoferroviária. Os itens obrigatórios do veículo serão inspecionados. Porém, caso os ônibus voltem a circular nesta quarta-feira, conforme decisão judicial, o serviço de transporte particular deve cessar imediatamente.
A procura por empresas que oferecem serviços de ônibus e vans fretadas também cresceu muito nesta terça-feira. Apesar da procura, as empresas de fretamento não conseguiram atender a demanda, porque já não havia veículos disponíveis para o serviço.
Voltar
Greve continua
Em assembleia nesta terça-feira, os trabalhadores rejeitaram a proposta feita pelo sindicato patronal durante uma audiência de conciliação. Apesar da continuidade da paralisação, a Justiça do Trabalho determinou que parte da frota deverá voltar a circular.
A proposta final apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) é de reajuste salarial de 8% e vale-alimentação de R$ 200. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), os trabalhadores esperam aumento salarial de pelo menos 10,3%.
O desembargador Altino Pedrozo dos Santos, que comandou a sessão, concedeu a liminar que determina a volta ao trabalho de parte da frota, conforme requisitado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Com isso, 70% dos ônibus devem trafegar no horário de pico e 50% no horário normal. O desembargador ainda fixou multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento da decisão. A Urbs também se comprometeu a entregar as tabelas com os horários e linhas de ônibus que deverão operar em regime diferenciado na quarta-feira (15).
A liminar concedida pela Justiça Estadual, que determina um percentual de 80% de veículos nos horários de pico e 60% nos horários normais, continua valendo, de acordo com a Urbanização de Curitiba (Urbs), que solicitou a medida. Essa liminar não é reconhecida pelo Sindimoc, que entrou com um pedido de agravo de instrumento para derrubá-la. Caso o sindicato siga não cumprindo essa determinação, também deverá pagar multa diária de R$ 100 mil.
Após a assembleia, os trabalhadores construíram a proposta que vão apresentar em novo encontro no TRT, marcado para as 11h da quarta-feira (15). Os motoristas e cobradores pedem reajuste salarial de 15% e R$ 300 de vale-alimentação.
Trânsito
A falta de ônibus e a dificuldade para conseguir um táxi causaram reflexos no trânsito de Curitiba. Muitos moradores da capital e da RMC tiveram de tirar os veículos da garagem para ir ao trabalho ou levar alguém da família. Por volta das 6h30 desta quarta-feira, também era claro o aumento de movimento de carros nas ruas.
O tráfego não estava parado em nenhuma via de Curitiba, porém, muitas registravam movimento intenso, por volta das 8h15, de acordo com o Centro Operacional da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran). Havia lentidão na Linha Verde, na Avenida Getúlio Vargas, na Avenida Manoel Ribas, e nas vias rápidas que ligam os bairros ao Centro da capital.
Na terça-feira, o mau tempo complicou ainda mais a situação. Houve grande congestionamento nos horários de pico de trânsito e algumas pessoas levaram uma hora para fazer trechos que normalmente levam 15 minutos.
A ferramenta de acompanhamento do trânsito em tempo real do Google Maps mostrava movimento intenso na região central de Curitiba (marcações em vermelho).
Classe reclama de salário e condições de trabalho
Motoristas e cobradores reunidos em frente à empresa Glória, no Boa Vista, relataram algumas das situações que colaboraram para que ocorresse a greve.Além de um salário baixo, eles reclamam que são discriminados, multados pela empresa em várias ocasiões e obrigados a cumprir horários sem direito de comer ou ir ao banheiro.
Entre as reclamações estão o fato de os cobradores terem que levar o dinheiro para as empresas por conta própria. "Se for roubado, tem que pagar e eles ainda desconfiam que tenha sido o cobrador", disse um funcionário que não quis se identificar.
Motivo de orgulho para a prefeitura de Curitiba, o Azulão, como ficou conhecido o maior ônibus da cidade, é o terror dos motoristas. "Ir do Boqueirão até o Centro em 20 minutos é muito bonito, mas ninguém vê o que somos obrigados a fazer para cumprir esse horário", reclama um motorista.
Outro problema constante são as multas. Uniforme com qualquer alteração, comer durante o trabalho e até problema no GPS de alguns ônibus gera multa para os funcionários. Para eles, em alguns casos eles são impedidos de ir ao banheiro em períodos de dez horas
14 de fevereiro de 2012
Terminais de onibus de Curitiba, ficam desertos sem transporte coletivo.
Tudo do terminal do Pinheirinho.
Veja o deserto que ficou o terminal do Pinheirinho, as 19,40min, neste horário é um sufoco transitar ali.
Mais de 2 Milhões de pessoas ficaram sem transporte coletivo hoje em Curitiba, e amanhã?
Em dias normais, o terminal do Pinheirinho é um corre corre para todos os lados, cada um com seu destino.
Está é uma das entradas dos coletivos para o terminal.
Nenhum ónibus na rua para alegrar quem dele depende.Av. Wiston Churchill no pinheirinho
Continuação da Av. Wiston Churchill
Greve de motoristas e cobradores deixa Curitiba sem ônibus nesta terça
Estações tubo estão vazias e não há ônibus circulando nas principais ruas do Centro da capital. Categoria aprovou paralisação em assembleia à noite na Praça Rui Barbosa.
A greve dos motoristas e cobradores que trabalham nas empresas do transporte público de Curitiba e região metropolitana deixou a cidade sem ônibus na manhã desta terça-feira (14). No Centro, não havia cobradores nas estações tubo ou ônibus circulando por volta das 7h. Também é difícil conseguir táxi nesta manhã.Em locais por onde passam diversas linhas como na Praça Rui Barbosa, Terminal Guadalupe, Avenida Cândido de Abreu, Presidente Affonso Camargo e Marechal Deodoro, passageiros aguardavam os ônibus, mas nenhum coletivo realizava o transporte. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), há piquetes nas garagens impedindo os ônibus de saírem das ruas, o que faz com que o mínimo de 30% da frota circulando não seja cumprido.
O curitibano enfrenta dificuldade de conseguir pegar táxis. No início da manhã desta terça-feira, as principais empresas de rádio táxi da cidade estavam com as linhas telefônicas congestionadas.
A direção do sindicato da categoria estava reunida por volta das 7h50 para definir os rumos da paralisação e de que forma cumprir a determinação de colocar nas ruas pelo menos 30% da frota de ônibus de Curitiba.
De acordo com o Sindimoc, os moradores da região metropolitana também não têm transporte coletivo nesta terça-feira. Os ônibus não saíram das garagens nesta manhã. A paralisação afeta as linhas da Rede Integrada de Transporte – que ligam municípios da RMC a Curitiba – e também as linhas que trafegam somente dentro das cidades.
Trânsito
A falta de ônibus e a dificuldade para conseguir um táxi causaram reflexos no trânsito de Curitiba. Muitos moradores da capital e da RMC tiveram de tirar os veículos da garagem para ir ao trabalho ou levar alguém da família. O mau tempo complicava ainda mais a situação.
A Rua Guilherme Pugsley (via rápida bairro-Centro) estava congestionada e os motoristas trafegam a 20 quilômetros por hora, por volta das 8h20. Havia lentidão na Avenida do Batel, na Rua Doutor Pedrosa, entre outras vias.
Greve
Os motoristas e cobradores iniciaram a greve por tempo indeterminado às duas horas da manhã desta terça-feira (14). Após negociações com o sindicato patronal, os funcionários recusaram, em assembleia realizada na Praça Rui Barbosa na noite de segunda-feira (13), a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp). A estimativa do sindicato é que mais de três mil pessoas tenham comparecido à assembleia desta segunda-feira.
De acordo com o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, o sindicato patronal que representa a categoria apresentou uma proposta de 7% de aumento total – aproximadamente 1,37% acima das perdas da inflação. Os trabalhadores exigem 40% de aumento. “Essa proposta de 7% é uma vergonha”, classifica Teixeira. Ele garante que a categoria não vai aceitar um reajuste abaixo de 10,3%, valor que, segundo o Sindimoc, foi negociado com os metalúrgicos no estado.
A expectativa é que apenas 30% dos cerca de 1,2 mil ônibus de Curitiba e RMC (360 veículos) circulassem pela cidade, mas o o próprio sindicato já havia sinalizado com a possibilidade de o número não ser cumprido. “Infelizmente não sabemos se será possível respeitar os 30% [de veículos nas ruas] porque não sabemos quanto isso representa”, diz Teixeira. Segundo ele, foi solicitado à Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) o valor exato da frota da capital, mas os números não foram passados.
Segundo o Sindimoc, os trabalhadores foram para os portões das 30 empresas responsáveis pelos coletivos da capital para evitar que os ônibus deixem as garagens. O presidente ainda pediu que o movimento seja pacífico, sem vandalismo e garantiu que continua em negociação com o sindicato patronal.
Além do aumento salarial, os trabalhadores apresentaram uma pauta com mais de 50 reivindicações. Entre as principais estão o reajuste de 18% no vale-alimentação e a mudança da escala de sete dias de trabalho com um de folga para seis de trabalho e um de descanso. O Sindimoc alega que “a categoria é a única que tem uma semana de oito dias”. Eles ainda exigem melhorias nas condições de trabalho, aumento da verba para saúde e treinamentos para os funcionários.
Nesta segunda-feira, os funcionários se reuniram com representantes da Setransp, mas não chegaram a um acordo. Segundo a assessoria de imprensa do sindicato patronal, não há possibilidade de apresentar uma proposta de aumento real. Os patrões ainda afirmaram que, a pedido do Sindimoc, não poderiam fornecer maiores detalhes sobre as negociações.
Conseguiu pegar ônibus nesta terça-feira? Participe pelo Twitter da cobertura da greve dos motoristas e cobradores informando as linhas afetadas
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