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20 de fevereiro de 2012

Muito cuidado.....Região sul da capital concentra cruzamentos mais perigosos

Juntas, as avenidas Marechal Floriano e Comendador Franco e a Rua Tijucas do Sul somaram 426 acidentes em interseções entre 2007 e 2010.
Uma rua e duas avenidas da re­­gião sul de Curitiba concentram 25% dos casos de acidentes em cruzamentos entre 2007 e 2010. Levantamento da Gazeta do Povo elaborado com base nos anuários do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e do Ba­­ta­­lhão de Polícia de Trânsito (BPTran) mostra que a Rua Tijucas do Sul, no Sítio Cercado, e as Ave­nidas Mare­chal Floriano Peixoto e Comen­dador Franco são as mais perigosas para motoristas, pedestres e ciclistas.
A Marechal Floriano foi a líder disparada em acidentes nos cruzamentos, com 218 casos em 12 pontos diferentes. Mas a situação mais problemática está localizada no bairro Sítio Cercado. Sozinho, o encontro das ruas Tijucas do Sul e Ourizona registrou 48 acidentes no período estudado.
O trecho é um dos poucos no levantamento que não tem semáforos instalados, apenas sinalização vertical. Para motoristas e mo­­ra­­dores da região, o alto fluxo de veículos que se aglomeram na Ou­­rizona para atravessar a outra via, sem que haja uma mediação por se­­máforo ou agente de trânsito, contribui para que os choques en­­tre automóveis sejam inevitáveis.
A falta de segurança no local e os acidentes registrados ao longo dos anos fizeram com que a prefeitura tomasse uma medida drástica: o cruzamento deixará de existir. Assim como no encontro com a Rua Ourizonas, outros seis pontos da Tijucas do Sul passam por obras, com o fechamento de interseções e a criação de retornos ao longo da via principal.
A eficácia da medida implantada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) se limita à região. Nos outros cruzamentos campeões em acidentes entre 2007 e 2010, como na Marechal Floriano com as ruas Doutor Bley Zornig e Desem­bar­gador Antônio de Paula e na interseção da Comendador Franco (Avenida das Torres) com as Ruas Augusto Zibarth e Henrique Mehl, já há semáforos instalados, assim como ampla sinalização vertical e horizontal.
Para o engenheiro civil e professor titular do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Eduardo Ratton, falta ousadia do poder público para implantar obras que trariam soluções definitivas para os acidentes, como viadutos e passagens em desnível nos cruzamentos. “Poucos investimentos foram feitos no sistema viário de Curitiba ao longo dos anos. Vez por outra um binário é criado, mas a capacidade de tráfego das vias é praticamente a mesma de 20 anos atrás”, afirma.
Já a diretora de Engenharia de Tráfego da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), Guacira Civolani, defende que a maior parte dos acidentes em cruzamentos ainda é resultado da imprudência dos motoristas. Para ela, mesmo a instalação de semáforos deve ser visto como uma última opção. “A população cobra muito do órgão de trânsito, e tem esse direito, mas se esquece de cobrar do seu vizinho, do motorista. A maioria dos acidentes em cruzamentos ocorre em locais com semáforos e devidamente sinalizados”, diz Guacira.
Testemunhas oculares relatam riscos nas ruas
Morador do Sítio Cercado, o vendedor Vágner Marcos Freitas passa diariamente de carro pelo cruzamento das ruas Tijucas do Sul e Ourizona. Segundo ele, mesmo cedo, às 6 horas, as longas filas e o trânsito lento no local já testam a paciência dos motoristas. “De manhã, levo 20 minutos pra passar por esse cruzamento. E, à tarde, simplesmente não consigo andar por aqui”, conta. Freitas diz que nunca sofreu um acidente no local, mas não pode dizer o mesmo de outras pessoas. “Toda semana tem acidente. Tenho amigos meus e parentes que já bateram o carro ali”, relata.
O que pode parecer exagero ganha eco na fala do aposentado José Carlos Miranda, que tem uma visão privilegiada do cruzamento. Ele mora há 15 anos nessa esquina e as lembranças de acidentes no local são nítidas – tanto pela gravidade das colisões e atropelamentos quanto pela frequência. Assim como o vendedor e tantos outros moradores da região, mesmo com as obras da prefeitura no local, Miranda engrossa o coro pelo tão desejado semáforo. O pedido, já é certo, não vai ser atendido.
Apressadinhos
A quase seis quilômetros dali, o comerciante Paulo Sérgio Sanches não sofre desse problema. É só sair da eletrônica do qual é dono para ver, logo em frente, o semáforo controlando o trânsito no cruzamento da Avenida Marechal Floriano Peixoto com a Rua Doutor Bley Zornig. O encontro entre as duas vias, que aparece no levantamento da Gazeta do Povo como o segundo mais problemático da capital, tem ampla sinalização vertical e horizontal, além da já citada sinaleira. O que não é suficiente para evitar acidentes, como mostram as estatísticas e o relato do comerciante, acostumado com o som das freadas bruscas e de buzinas.

Comendador Franco com Augusto Zibarth: semáforo não impede acidentes
Comitê vai identificar vias com problemas
Uma das apostas dos órgãos de trânsito para diminuir o número de acidentes em cruzamentos da capital é o Comitê Técnico Opera­cio­­nal de Trânsito (CTOT), que teve os trabalhos retomados na última quinta-feira. O grupo é formado por oficiais do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e técnicos e en­­genheiros da Secretaria Muni­ci­­pal de Trânsito (Setran). O comitê de­­ve analisar estatísticas sobre acidentes para propor soluções práticas em trechos específicos da cidade.
Para o comandante do BPTran, tenente-coronel Loemir Matos de Souza, o cenário observado pela Gazeta do Povo – com a maioria dos cruzamentos controlados por semáforos e ampla sinalização – reforça a tese de que as infrações de trânsito e a imprudência dos motoristas são responsáveis pela maior parte dos acidentes nestes locais. O que demanda medidas que vão além das estruturais. “Uma das ações do comitê é identificar se, nesses trechos, existe uma falha de sinalização ou um desrespeito às leis de trânsito”, resume.
A eficácia da ação fiscalizadora dos órgãos de trânsito, segundo o co­­mandante do BPTran, é comprovada pela diminuição no ano passado dos acidentes com vítimas e mortes nas ruas de Curitiba. Dados di­­vulgados pelo batalhão mostram que, de 2010 para 2011, o número de mortes diminuiu 12% na cidade e o de acidentes com vítimas, 7%. No mesmo período, a realização de blitze do BPTran aumentou 43%: foram feitas 509 operações em 2010 e 729 ano passado.

19 de fevereiro de 2012

Água...Este liquido precioso terá aumento de 16,5% em abril. Vamos economizar??

Conta de água terá reajuste de 16,5% a partir do mês abril

Valor mínimo da taxa de água subirá de R$ 18,97 para R$ 22,10 (consumo de até 10 mil litros mensais). A taxa de esgoto aumentará de R$ 16,12 para R$ 18,77
A conta de água e esgoto terá reajuste de 16,5% a partir do mês abril. A informação foi divulgada pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) nesta sexta-feira (17). O valor mínimo da taxa de água subirá de R$ 18,97 para R$ 22,10 (consumo de até 10 mil litros mensais). A taxa de esgoto aumentará de R$ 16,12 para R$ 18,77.
Não haverá reajuste para as famílias de baixa renda beneficiadas pela da Tarifa Social. Nesse caso, o valor da conta é de R$ 5,80 para consumo de até 10 mil litros por mês.
De acordo com a Sanepar, esse será o segundo aumento em sete anos. A Companhia de Saneamento justificou o aumento dizendo que a inflação acumulada no período foi de 42,98%, segundo o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM).
A empresa informou que irá investir R$ 498 milhões, em 2012, na manutenção e ampliação dos sistemas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. A Sanepar atende 345 cidades do Paraná (do total de 399).

18 de fevereiro de 2012

Quem não viaja, visita os amigos neste feriadão.

Aos amigos do bar do Daniel no Pinheirinho.
O Daniel serve um petisco muito delicioso.
É um ponto de encontro nos finais de semana e feriados.
Quem quizer tomar uma geladinha, bater um bom papo e rever os amigos, o ponto é este.
Muito obrigado amigos  pela recepção.

Motorista enfrenta trânsito intenso em direção ao Litoral e interior. Paciência e paciência, é o único remédio.

Brs 376 e 277 com vários pontos de lentidão e formações de filas nos pedágios. Início da manhã apresenta tráfego acima de dois mil carros por hora.
No início da manhã deste sábado (19), primeiro dia do feriado de carnaval, o movimento segue intenso nas principais rodovias federais que ligam Curitiba ao interior, estados vizinhos e ao litoral do Paraná. O motorista pode encontrar alguns pontos de lentidão no trajeto até os destinos finais. Não havia registros de acidentes graves nas estradas, por volta das 8h50.
Acompanhe em tempo real, a partir das 8h30, o movimento nas estradas do Paraná.
Na BR-376, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o tráfego foi intenso durante toda a madrugada, com fluxo de mais de dois mil carros por hora. Por volta das 8h30, o fluxo aumentava, chegando a 2,4 mil carros por hora, três vezes acima do normal para a estrada, que é de 800 veículos a cada hora.
Em direção ao Litoral do Paraná, pela BR-277, o fluxo era cinco vezes maior do que o normal. Por volta das 8h45, cerca de 2,5 mil carros passavam pela praça de pedágio em São José dos Pinhais, em direção às praias. Em dias normais, o fluxo é de 500 veículos por hora. Segundo a PRF, a rodovia, no trecho capital-litoral, também apresentava pontos de lentidão por causa do alto fluxo de veículos.
Na mesma rodovia, porém no sentido interior, na região de São Luiz do Purunã, o tráfego também apresentava fluxo de dois mil carros por hora. De acordo com a concessionária RodoNorte, o trânsito na rodovia era 50% maior do que em dias normais. Segundo a PRF, o alto fluxo de carros provocava filas de um quilômetro na estrada na chegada da praça de pedágio. Ainda de acordo com a PRF, não havia registros de acidentes graves ou interferências na pista.
Previsão
O sábado promete ser um dia de movimento intenso nas estradas que cortam o Paraná, principalmente rumo ao Litoral. A BR-277, no sentido Paranaguá, deve receber um grande fluxo de veículos pelo menos até as 17 horas. Na mesma estrada, na região de São Luiz do Purunã, o movimento deve ser entre as 10 h e 13h, com até três mil carros por hora. A expectativa é de que o movimento comece a diminuir depois das 13 horas na região.
A BR-376, no sentido Santa Catarina, terá aumento de 40% no fluxo de veículos nos dois sentidos da rodovia, segundo estimativa da concessionária Autopista Litoral Sul. O tráfego deve ser intenso até as 16 horas deste sábado. Pela BR-116, o trânsito deve ser um pouco menor. Em direção a São Paulo, o motorista deve encontrar tráfego 36% acima do normal, com acréscimo de 10 mil veículos na rodovia. Já em direção a Santa Catarina, espera-se aumento de 15% no fluxo de carros.
Movimento
O tráfego nas estradas federais e estaduais foi intenso em boa parte de sexta-feira. O maior movimento foi registrado na BR-376, que liga Curitiba aos municípios da costa de Santa Catarina, com picos de 3 mil carros por hora, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O porcentual é quatro vezes maior do que o normal. Na BR-277, o tráfego chegou a 2,5 mil carros por hora em direção ao Litoral, cinco vezes a mais do que nos dias normais, quando o índice chega a 500 veículos. Durante a noite, o movimento também permaneceu intenso.

Em direção ao interior do Paraná, pela BR-277, o movimento começou a aumentar durante a noite, com picos de dois mil carros por hora. Não houve registros de acidentes, segundo a PRF, mas o motorista encontrou vários pontos de lentidão por causa do alto índice de veículos nas estradas.

Estaduais
As estradas estaduais no Litoral do Paraná também registraram tráfego acima do normal por causa do feriado. Na PR-407, que liga Paranaguá a Praia de Leste, em Pontal do Paraná, o movimento intenso, com até mil carros por hora, chegou a causar vários pontos de lentidão e filas. Na rodovia Alexandra-Matinhos (PR-508), o tráfego chegou a 1,6 mil veículos por hora. Nas duas rodovias, não houve registros de acidentes.


Acompanhe em tempo real, a partir das 8h30, o movimento nas estradas do Paraná:

17 de fevereiro de 2012

Extra.Extra A lei da ficha limpa valerá nas eleições deste ano.Precisamos de qualidade na política.

STF valida a Lei da Ficha Limpa

Por 7 a 4, Supremo entende que a legislação é constitucional e que políticos condenados poderão ter a candidatura barrada já a partir da eleição deste ano. Um ano e nove meses depois de ser promulgada, a Lei da Ficha Limpa foi considerada ontem constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As regras, que não valeram para as eleições de 2010, terão eficácia plena a partir da disputa municipal deste ano, em outubro. Com isso, políticos que renunciaram ao mandato para escapar da cassação ou que foram condenados por um colegiado de juízes, mesmo que antes da entrada em vigor das normas, ficam inelegíveis por oito anos.
O placar da votação ficou em sete votos favoráveis e quatro contrários aos dois principais dispositivos da lei: o que barra candidaturas de pessoas condenadas por um colegiado de juízes (etapa anterior ao julgamento final do caso); e o que previa que a lei atinge inclusive aqueles que renunciaram ao cargo político ou que receberam condenação antes de ela entrar em vigor, em junho de 2010.
O STF decidiu, portanto, que a Ficha Limpa não fere os princípios constitucionais da irretroatividade legal e da presunção de inocência. Eles avaliaram que as normas de restrição à candidatura não são uma pena, mas um requisito para a participação da disputa eleitoral. “Uma pessoa que desfila pela passarela quase inteira do Código Penal, ou da Lei de Improbidade Administrativa, pode se apresentar como candidato?”, questionou o ministro Carlos Ayres Britto, autor do voto que fechou a maioria favorável à Ficha Limpa.
Quinta vez
Essa foi a quinta vez que o Supremo se reuniu para avaliar a Ficha Limpa. Em todas as ocasiões anteriores a decisão também havia sido apertada. Chegaram a ocorrer dois empates em cinco a cinco – quando o STF estava desfalcado de ministros que se aposentaram.
Desta vez, o impasse foi evitado graças ao voto da novata Rosa Weber. “No trato da coisa pública, o representante do povo, detentor de mandato eletivo, subordina-se à moralidade, probidade, honestidade e boa-fé, exigências do ordenamento jurídico que compõem um mínimo ético, condensado pela Lei da Ficha Limpa”, declarou Rosa durante seu voto.
Ontem, os ministros contrários à lei voltaram a criticar a pressão da opinião pública a favor da lei. “Não cabe à corte relativizar conceitos constitucionais atendendo a apelos populares”, disse Gilmar Mendes. No dia anterior, Dias Toffoli havia afirmado que a Ficha Limpa era uma das leis mais “mal redigidas dos últimos tempos”.
A legislação nasceu de um projeto de lei de iniciativa popular pro­­­­posto pelo Movimento de Com­­­bate à Corrupção Eleitoral (MCCE), organização que reúne 51 entidades. O texto chegou ao Congresso em 2009 com o apoio de 1,6 milhão de assinaturas. Inicialmente, a proposta previa que uma condenação de 1.º grau já pudesse gerar a inelegibilidade, o que foi alterado na Câmara dos Deputados. Após ser aprovado por unanimidade na Câmara e no Senado, o texto foi sancionado em 4 de junho de 2010. E desde então vinha sendo alvo de questionamentos no STF.
Últimas eleições
Legislação teria barrado apenas 149 em 2010
Se a Lei da Ficha Limpa tivesse valido para 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria barrado apenas 149 candidatos em todo Brasil. No Paraná, oito políticos seriam impedidos de concorrer.
O nome mais famoso da lista no estado é o do ex-prefeito de Londrina e ex-deputado estadual Antonio Belinati (PP). Em tese, ele continua atingido pela Ficha Limpa porque já foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, em decisão colegiada, por ter acumulado os cargos de deputado estadual e de membro do Conselho de Desenvolvimento de Londrina, nos anos 1990.
De acordo com especialistas em Direito Eleitoral, o baixo número de candidatos que seriam afetados pela lei em 2010 não irá se repetir em 2012. “Estamos tratando agora de uma disputa municipal, com um número muito maior de políticos envolvidos. Será o grande teste da Ficha Limpa”, diz o advogado Luiz Fernando Pereira, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná.
Segundo ele, o primeiro impacto será uma corrida em busca de liminares. De acordo com a Ficha Limpa, candidatos condenados por um colegiado podem recorrer a uma instância superior, mas têm de aceitar que o processo passe a tramitar com prioridade (mais rapidamente). “Eles ainda poderão concorrer com liminares, mas o volume de concessão delas vai depender do comportamento dos tribunais superiores.”
Para o professor de Direito Eleitoral Guilherme Gonçalves, da UFPR, a Ficha Limpa será mais dura para os políticos com prerrogativa de foro, que são julgados nos tribunais superiores. “Agora o foro privilegiado se tornou uma armadilha. Apenas uma primeira condenação pode tornar um deputado federal, por exemplo, inelegível”, afirma Gonçalves.
Interatividade
Qual é a sua opinião sobre a decisão do STF de validar a Lei da Ficha Limpa?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Cronologia
O caminho da Ficha Limpa, da origem até a decisão a favor da constitucionalidade da lei pelo STF:
2009
Setembro – O texto original do projeto de iniciativa popular formulado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) chega à Câmara dos Deputados, amparado por 1,6 milhão de assinaturas (depois, o número chegou a 2 milhões). A proposta foi debatido por um grupo de trabalho com representantes de todos os partidos por 40 dias.
2010
Maio – Após várias divergências em debates e modificações que incluíram a necessidade de condenação por um tribunal colegiado para estipular a inelegibilidade (e não apenas a sentença em primeiro grau prevista na primeira versão), o texto é aprovado por unanimidade pelos plenários da Câmara e do Senado.
Junho – A lei é promulgada e passa a valer.
Setembro – O STF julga pela primeira vez a constitucionalidade da Ficha Limpa, no caso concreto de Joaquim Roriz (PSC). O então candidato a governador do Distrito Federal é alcançado pela lei por ter renunciado ao mandato de senador para fugir da cassação. O processo acaba empatado em 5 a 5. Roriz desiste da candidatura.
Outubro – O STF julga a inelegibilidade de Jader Barbalho (PMDB), que foi eleito senador pelo Pará. Após um novo empate em 5 a 5, os ministros decidem que a candidatura de Jader deve ser barrada pela Ficha Limpa, com base na decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que havia considerado a lei válida para as eleições de 2010.
2011
Março – Por 6 a 5, o STF decide que a Ficha Limpa não valeu para as eleições de outubro de 2010. A maioria interpretou que o texto fere o artigo 16 da Constituição, o qual estipula que mudanças na legislação eleitoral só têm eficácia se forem promulgadas um ano antes do pleito – o que não havia ocorrido.
Novembro – Os ministros começam a julgar três ações em conjunto que questionam a constitucionalidade da Ficha Limpa em vários pontos. Os processos colocam em discussão os conceitos de irretroatividade das leis e de presunção de inocência. Dois ministros votam pela validade da lei, Luiz Fux e Joaquim Barbosa. Mas o julgamento é suspenso.
Dezembro – O presidente do STF, Cezar Peluso, decide desempatar o caso Jader Barbalho, que estava impedido de assumir o mandato de senador. Peluso usa a prerrogativa do “voto qualificado”, pelo qual a decisão do presidente do Supremo vale como critério de desempate.
2012
Fevereiro – O STF retoma o julgamento suspenso em 2011, agora com o quadro de 11 ministros completo. Após dois dias de julgamento, eles decidem, por sete votos a quatro, que a lei é constitucional e passa a valer a partir das eleições de outubro deste ano.
Placar
Como votaram os 11 ministros nos dois principais pontos da Ficha Limpa:
Inelegibilidade a partir de condenação por colegiado*
A favor
Carlos Ayres Britto, Carmen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.
Contra
Celso de Mello, Cezar Peluso, Gilmar Mendes e José Antonio Dias Toffoli.
Retroatividade da lei**
A favor
Carlos Ayres Britto, Carmen Lúcia, Joaquim Barbosa, José Antonio Dias Toffolli, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.
Contra
Celso de Mello, Cezar Peluso, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.
* Antes, portanto, da sentença definitiva.
** Para práticas cometidas antes da promulgação da lei (4 de junho de 2010).

15 de fevereiro de 2012

Veja o quanto Curitiba fica estranha sem os ônibus circulando pelas ruas.

                                          Av. Sete de Setembro no Batel 
Av. Sete de Setembro no Batel    


                                           Av, República Argentina no Batel
                                                              
                                           Av, República Argentina no Batel


                                           Terminal de ônibus do Capão Raso.


                                          Terminal de ônibus do Capão Raso

                                           Este é o único ser vivo que encontrei no terminal.
                                           Olha o quanto isso fica estranho sem movimento.
                                           Más isso vai mudar.
                                           Os motoristas e cobradores chegaram em um 
                                           acordo e devem voltar ao trabalho ainda hoje.                                      

Curitiba fica sem ônibus mais um dia, até quanto? O que vc acha disso???


Determinação judicial não é cumprida e Curitiba tem mais um dia sem ônibus


Justiça do trabalho determinou a circulação de 70% da frota em horário de pico e 50% em horário normal, mas nenhum ônibus foi visto nas ruas.
Pelo segundo dia consecutivo Curitiba amanheceu sem ônibus por conta da greve dos motoristas e cobradores que trabalham nas empresas do transporte público da capital e região metropolitana. Assim como ocorreu na terça-feira (14), a quarta-feira (15) começou com terminais vazios, ruas cheias de carros e radiotáxi com linhas congestionadas.
Nos terminais do Capão da Imbuia e Guadalupe e na Praça Rui Barbosa, por exemplo, o movimento de passageiros que aguardavam os ônibus era baixo por volta das 6h15.
Na Avenida Cândido de Abreu, uma via de grande movimento de ônibus no centro da capital, não havia nenhum veículo do transporte coletivo circulando, por volta das 6h30. Todas as estações tubo estavam vazias, e com as luzes apagadas.
A reportagem da Gazeta do Povo também constatou que nenhum ônibus circulava nesta manhã pela Avenida Getúlio Vargas, Rua Alferes Poli, Avenida do Batel, Presidente Affonso Camargo, entre outras vias. Também não havia nenhum biarticulado trafegando pela Avenida República Argentina e as estações tubo estavam vazias.
A reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), mas foi informada que não havia nenhum diretor na sede da entidade, por volta das 7h30. A informação repassada foi de que os responsáveis pelo sindicato foram para as garagens das empresas de ônibus para dar continuidade ao movimento grevista. Também não foi possível conseguir contato com o presidente, o vice-presidente e o secretário de comunicação do Sindimoc, até as 7h40, para comentar o descumprimento da decisão judicial.
Transporte particular
Após ser autorizado pela Urbs na tarde de terça-feira, o serviço de transporte particular era uma das alternativas encontradas pela população para o deslocamento nesta quarta-feira.
Proprietário de uma Kombi, Gerci Santos conseguiu liberação na Urbs nesta quarta e realizava o mesmo percurso da linha Fazendinha pela manhã. Em cerca de meia hora na Praça Rui Barbosa, ele conseguiu sete passageiros. Entre eles estava o vigilante Djalma Soares Lima. "Entrei no trabalho às 19h e fiquei até as 7h, mas fui de carona e se não tivesse lotação não sei como faria para voltar para casa", diz.
Outro que também estava liberado para operar com lotação era Paulo Neves. Ele reclamou da demora da Urbs em liberar os veículos particulares na terça-feira. "Em outras greves o processo foi mais rápido", conta Neves. Operando na linha Caiuá, ele rapidamente encontrou uma passageira, a doméstica Vilma Pereira. "Vim de carona com meu genro até o Centro, mas precisava ir para o Campina do Siqueira. Achei que teriam alguns ônibus, mas felizmente encontramos a lotação", comenta.
Mesmo sendo uma alternativa, os usuários ficam inseguros com o transporte. "Minha preocupação é não conseguir a van na volta", diz Vilma. Na Praça Rui Barbosa, uma das vans que estava realizando a linha Fazendinha chegou por volta das 7h30 com passageiros, mas não retornou ao bairro porque o dono do veículo tinha uma consulta médica e só voltaria a operar no fim da manhã.

Os proprietários de carros particulares podem cobrar até R$ 5 por pessoa. Para poder rodar, é preciso obter a autorização da Urbs. O interessado deve comparecer à Unidade de Vistoria e Cadastro,
na sede do órgão, na Rodoferroviária. Os itens obrigatórios do veículo serão inspecionados. Porém, caso os ônibus voltem a circular nesta quarta-feira, conforme decisão judicial, o serviço de transporte particular deve cessar imediatamente.

A procura por empresas que oferecem serviços de ônibus e vans fretadas também cresceu muito nesta terça-feira. Apesar da procura, as empresas de fretamento não conseguiram atender a demanda, porque já não havia veículos disponíveis para o serviço.
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Greve continua
Em assembleia nesta terça-feira, os trabalhadores rejeitaram a proposta feita pelo sindicato patronal durante uma audiência de conciliação. Apesar da continuidade da paralisação, a Justiça do Trabalho determinou que parte da frota deverá voltar a circular.
A proposta final apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) é de reajuste salarial de 8% e vale-alimentação de R$ 200. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), os trabalhadores esperam aumento salarial de pelo menos 10,3%.
O desembargador Altino Pedrozo dos Santos, que comandou a sessão, concedeu a liminar que determina a volta ao trabalho de parte da frota, conforme requisitado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Com isso, 70% dos ônibus devem trafegar no horário de pico e 50% no horário normal. O desembargador ainda fixou multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento da decisão. A Urbs também se comprometeu a entregar as tabelas com os horários e linhas de ônibus que deverão operar em regime diferenciado na quarta-feira (15).
A liminar concedida pela Justiça Estadual, que determina um percentual de 80% de veículos nos horários de pico e 60% nos horários normais, continua valendo, de acordo com a Urbanização de Curitiba (Urbs), que solicitou a medida. Essa liminar não é reconhecida pelo Sindimoc, que entrou com um pedido de agravo de instrumento para derrubá-la. Caso o sindicato siga não cumprindo essa determinação, também deverá pagar multa diária de R$ 100 mil.
Após a assembleia, os trabalhadores construíram a proposta que vão apresentar em novo encontro no TRT, marcado para as 11h da quarta-feira (15). Os motoristas e cobradores pedem reajuste salarial de 15% e R$ 300 de vale-alimentação.

Trânsito
A falta de ônibus e a dificuldade para conseguir um táxi causaram reflexos no trânsito de Curitiba. Muitos moradores da capital e da RMC tiveram de tirar os veículos da garagem para ir ao trabalho ou levar alguém da família. Por volta das 6h30 desta quarta-feira, também era claro o aumento de movimento de carros nas ruas.
O tráfego não estava parado em nenhuma via de Curitiba, porém, muitas registravam movimento intenso, por volta das 8h15, de acordo com o Centro Operacional da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran). Havia lentidão na Linha Verde, na Avenida Getúlio Vargas, na Avenida Manoel Ribas, e nas vias rápidas que ligam os bairros ao Centro da capital.
Na terça-feira, o mau tempo complicou ainda mais a situação. Houve grande congestionamento nos horários de pico de trânsito e algumas pessoas levaram uma hora para fazer trechos que normalmente levam 15 minutos.
A ferramenta de acompanhamento do trânsito em tempo real do Google Maps mostrava movimento intenso na região central de Curitiba (marcações em vermelho).

Classe reclama de salário e condições de trabalho
Motoristas e cobradores reunidos em frente à empresa Glória, no Boa Vista, relataram algumas das situações que colaboraram para que ocorresse a greve.
Além de um salário baixo, eles reclamam que são discriminados, multados pela empresa em várias ocasiões e obrigados a cumprir horários sem direito de comer ou ir ao banheiro.
Entre as reclamações estão o fato de os cobradores terem que levar o dinheiro para as empresas por conta própria. "Se for roubado, tem que pagar e eles ainda desconfiam que tenha sido o cobrador", disse um funcionário que não quis se identificar.
Motivo de orgulho para a prefeitura de Curitiba, o Azulão, como ficou conhecido o maior ônibus da cidade, é o terror dos motoristas. "Ir do Boqueirão até o Centro em 20 minutos é muito bonito, mas ninguém vê o que somos obrigados a fazer para cumprir esse horário", reclama um motorista.
Outro problema constante são as multas. Uniforme com qualquer alteração, comer durante o trabalho e até problema no GPS de alguns ônibus gera multa para os funcionários. Para eles, em alguns casos eles são impedidos de ir ao banheiro em períodos de dez horas