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11 de março de 2012

Olha sóoooooo.......Vereador usa o cargo para beneficiar o hospital da família.

                                                

Vereador usa o cargo para beneficiar o hospital da família

Sabino Picolo, presidente interino da Câmara de Curitiba, apresentou 19 propostas voltadas à instituição médica administrada pela esposa e parentes dela.
O presidente interino da Câmara de Curitiba, vereador Sabino Picolo (DEM), apresentou 19 projetos, requerimentos e emendas orçamentárias, ao longo de seus cinco mandatos, para beneficiar o Hospital Santa Madalena Sofia, no Bairro Alto. Uma das proprietárias do hospital é Janaina Diniz, cunhada do vereador. A esposa dele, Ales­­sandra Campelo Diniz Picolo, é a presidente do Instituto Madalena Sofia, registrado como mantenedor da instituição.
Sabino Picolo foi responsável, por exemplo, pelo projeto que declarou o hospital como instituição de utilidade pública. Também apresentou vários requerimentos pedindo melhorias na região, como o asfaltamento de ruas e a instalação de placas sinalizando o hospital.
O vereador também destinou verbas do orçamento da prefeitura ao hospital. Apresentou duas emendas ao orçamento em 2009 e 2010 que, somadas, representam R$ 113 mil ao Madalena Sofia para a compra de equipamentos. Em 2009, foram R$ 48 mil. O equipamento mais caro era um carro para anestesia, mas ha­­via previsão até de compra de 40 escadinhas para cama de hospital. Em 2010, a emenda destinava R$ 65 mil para compra de um carro de anestesia e também para aquisição de uma secadora de roupas hospitalar.
Outros vereadores
O presidente interino da Câmara não foi o único a destinar verbas para o hospital. Desde 2008, os ve­­readores de Curitiba já repassaram R$ 655 mil ao Madalena Sofia, um hospital vinculado ao SUS que exis­­te desde 1984. Em 2010, foi realizada uma cerimônia para entrega de diversos equipamentos repassados pela prefeitura a pedido dos vereadores. O texto divulgado pela prefeitura informa que quem recebeu os equipamentos foi Ales­sandra Diniz, a esposa de Picolo.
Ela também aparece no site da Câmara como “solicitante” em vários pedidos apresentados pelo marido ao hospital e ao seu entorno. Há pedidos dos mais diversos, desde a inclusão do Madalena Sofia na linha Inter-Hospitais até a poda de uma árvore “no n.º 40 da rua Fulvio José Alice, em frente ao Hospital Santa Madalena Sofia”.
Legalidade e moralidade
Especialistas consultados pela Gazeta do Povo afirmam que o fato de Sabino Picolo obter benefícios para o hospital da família de sua mulher tem dois aspectos: o legal e o ético. Na parte legal, há dúvidas sobre a correção do ato. Na parte ética, os especialistas ouvidos pela reportagem dizem que o vereador errou.
“Esse é o mal maior da Repú­­ blica brasileira: a confusão do público com o privado”, afirma Roberto Romano, professor de Ética e Ciência Política da Unicamp. “É absolutamente inaceitável que um vereador carreie recursos públicos para beneficiar a si próprio, parentes ou amigos. Mas, no Brasil, qualquer político acha que tem o direito de fazer isso”, afirma Romano. Para ele, a ilegalidade do ato também é clara. “A Constituição estabelece os princípios da moralidade e da impessoalidade. E o conflito de interesses, neste caso, é evidente.”
Já Egon Bockmann Moreira, professor de Direito da Uni­ver­sidade Federal do Paraná (UFPR), diz que a configuração de uma ilegalidade, em um caso como este, depende de detalhes sutis. “Há a necessidade de ver todo o histórico. É mais difícil de provar desvio de finalidade no Legis­lativo do que no Executivo, porque o vereador na verdade não executa, só solicita”, diz Moreira. Para ele, a questão pode ficar mais restrita ao campo ético.

O outro lado
Picolo assegura que não cometeu irregularidades

O vereador Sabino Picolo afirma não ter cometido qualquer irregularidade ao apresentar projetos que beneficiam o hospital da família de sua mulher. “Fiz as emendas e os requerimentos porque achei que era justo. Também apresentei propostas para outros hospitais e a intenção foi sempre a de beneficiar a população”, diz.
Casado com Alessandra Campelo Diniz Picolo desde 2005, o vereador diz ficar “entre a cruz e a espada” em função de a família de sua mulher ser proprietária do hospital. “Por um lado, pedir para fazer a pavimentação, para o ônibus passar lá, para melhorar a iluminação, tudo isso ajuda a população de um bairro grande, como o Bairro Alto. Por outro, sempre pode passar a impressão de que é para beneficiar alguém”, afirma Picolo.
Quanto às emendas que forneceram equipamentos para o hospital, o vereador lembra que o material fica apenas em comodato. “Eles continuam pertencendo à prefeitura. Se o hospital um dia deixar de atender pelo SUS, por exemplo, precisa devolver”, diz. Picolo garante ainda que “vidas foram salvas” em função de os aparelhos estarem disponíveis.
Ele diz que também não vê nada estranho no fato de sua esposa aparecer como solicitante das melhorias. “Quem pede é quem conhece a gente.”
Solicitações
Para Alessandra Campelo Diniz Picolo, não há conflito de interesses na situação. Segundo ela, os hospitais que atendem pelo SUS têm dificuldades para se manter. Por isso acabam recorrendo a solicitações para o poder público. “Antes mesmo de nos casarmos, nós já procurávamos apoio [na Câmara]. Fiz vários pedidos para o vereador Jair Cézar, que representa o bairro, por exemplo”, disse.
Segundo ela, os pedidos nunca foram para benefício pessoal, e sim para facilitar a vida dos usuários do hospital. Questionada sobre se isso não ajuda a trazer lucros para o Madalena Sofia, a administradora afirma que não. “Não temos lucro. E o objetivo não é o dinheiro. Trabalho no hospital porque gosto”, afirma Alessandra.
Os pedidos
Desde 1999, Sabino Picolo apresentou 19 propostas beneficiando o Hospital Santa Madalena Sofia.
1999
- Pedido de troca de lâmpadas da rua em frente do hospital.
2000
- Requerimento para implantar placas indicativas do hospital na BR-116.
- Requerimento para conservação de rua de saibro próxima do hospital.
- Requerimento para trocar iluminação em frente do hospital.
- Requerimento para incluir o hospital no programa Câmbio Verde.
- Requerimento para que a linha de ônibus Inter-Hospitais atendesse o Santa Madalena Sofia.
2002
- Requerimento para podar uma ara ucária em frente ao hospital
- Requerimento para que a prefeitura fizesse roçada e limpeza ao lado do hospital.
2005
- Requerimento para que a prefeitura fizesse recapeamento de antipó na rua do hospital
- Requerimento para restauração de calçada e pavimento em frente do hospital.
- Requerimento para revitalização do pavimento da rua do hospital.
- Requerimento para limpar terreno baldio ao lado do hospital.
- Emenda ao orçamento para pavimentação da rua do hospital (retirada pelo autor).
- Emenda ao orçamento para pavimentação da rua do hospital (aprovada).
2006
- Requerimento para que a linha de ônibus Higienópolis passe em frente do hospital.
2008
- Requerimento para incluir o Santa Madalena Sofia na linha Inter-Hospitais.
2009
- Projeto de lei declarando o hospital de utilidade pública.
- Emenda de R$ 48 mil ao orçamento municipal para aquisição de equipamentos para o hospital (o mais caro sendo um carro de anestesia de R$ 35 mil).
2010
- Emenda de R$ 65 mil ao orçamento para aquisição de secadora de roupas hospitalar e de carro de anestesia.
Fonte..A Gazeta do Povo.

10 de março de 2012

Curitiba passa para a segunda fase do concurso “As Sete Cidades Maravilhosas do Mundo”

 



Curitiba passa para a segunda fase do concurso “As Sete Cidades Maravilhosas do Mundo”

Capital paranaense concorre com outras duas cidades brasileiras e mais de 300 ao redor do mundo. Resultado sai em dezembro de 2013.
Curitiba está mais perto da possibilidade de se tornar uma das “Sete Cidades Maravilhosas do Mundo”. A capital paranaense passou para a segunda etapa do concurso “7 New Wonder Cities”, que iniciou a corrida com mais de 1,2 mil concorrentes em janeiro, e que na última quarta-feira (7) divulgou a lista das 300 candidatas que passaram para a próxima fase da disputa.
A briga é acirrada mesmo dentro do Brasil. Isso porque um dos cartões-postais do país, o Rio de Janeiro, também passou para a próxima etapa e está no páreo, inclusive à frente de Curitiba – no ranking das cidades da América do Sul que continuam disputando, o Rio de Janeiro figura em 4º. lugar. A capital Brasília, outra que representa o Brasil, está em 10º. Já Curitiba está em 14º, de um total de 20 representantes sul-americanas.
As outras cidades da parte sul-americana que passaram para a próxima fase são Mendoza (Argentina; 1º.), Cusco (Peru, 2º.), Lima (Peru, 3º.), Buenos Aires (Argentina, 5º.), Salta (Argentina, 6º.), Punta Del Este (Uruguai, 7º.), La Paz (Bolívia, 8º.), Bogotá (Colômbia, 9º.), Valparaíso (Chile, 11º.), Quito (Equador, 12º.), Cuenca (Equador, 13º.), Caracas (Venezuela, 15º.), Montevideo (Uruguai, 16º.), Santiago (Chile, 17º.), Georgetown (Guiana, 18º.), Assunção (Paraguai, 19º.) e Cayenne (Guiana Francesa, 20.).
A partir de agora, os votantes devem escolher as 77 cidades, entre as mais de 300, que merecem passar para a terceira etapa do concurso. O resultado sai no dia 23 de novembro. Após essa data, escolhem-se as 28 mais votadas que vão para a quarta fase, e cujo resultado sai no dia 6 de dezembro de 2012. A partir daí, a população terá quase um ano, do dia 7 de dezembro de 2012 até 6 de dezembro de 2013 para escolher as 14 finalistas. No dia 7, por fim, serão reveladas as sete escolhidas.
Entre as mais de 300 que concorrem atualmente, há pelo menos uma de cada país. Os grupos estão divididos por regiões continentais. Na América do Norte, o primeiro lugar atualmente está com Nova York (EUA). Na América Central e Caribe, com Havana (Cuba).
No bloco europeu, Nápoles (Itália) figura na frente, assim como Cairo (Egito), no continente africano. No Oriente Médio, Jerusalém (Israel/Palestina) está em primeiro lugar, e no Norte da Ásia e Pacífico, Tóquio (Japão). A cidade russa de São Petesburgo lidera no bloco Ásia Central e Sul da Ásia, e no sudeste da Ásia e Oceania, o posto atualmente está com Vigan, nas Filipinas.
Para votar, é preciso acessar o site www.new7wonders.com/cities e escolher as sete cidades preferidas, que figurarão numa lista no canto superior direito da tela. Após isso, é necessário dar o endereço de e-mail e confirmar o voto.
Anteriormente, o site "New7Wonder" havia feito o concurso das novas Sete Maravilhas da Natureza. O resultado foi divulgado em novembro. Os vencedores foram a Amazônia e as Cataratas de Iguaçu (Brasil); Ilha de Komodo (Indonésia); A Baía de Halong (Vietnã); A Montanha da Mesa (África do Sul); a Ilha Jeju (Coreia do Sul) e o Rio Puerta Princesa, nas Filipinas.





Confira as fases do concurso “As sete Cidades Maravilhosas do Mundo”
1ª fase: 7 de janeiro a 7 de março de 2012 – 1,2 mil cidades de mais de 220 países receberam votos
2ª fase: 7 de março a 23 de novembro de 2012 – a segunda fase seleciona mais de 300 cidades, que devem novamente ser votadas. No total, 77 serão escolhidas
3ª fase: 23 de novembro a 6 de dezembro de 2012 – Das 77 mais votadas, serão escolhidas 28
Final: 7 de dezembro de 2012 a 6 de dezembro de 2013 – das 28 mais votadas, serão escolhidas 14 finalistas
Resultado: 7 de dezembro de 2013 – São reveladas as 7 cidades-maravilhas do mundo
Fonte..A Gazeta do Povo.

9 de março de 2012

E o caso Derosso??????? Que a justiça seja feita..Vamos rezar............

Derosso perde força no PSDB e partido racha

Diretórios estaduais e municipal da legenda estão divididas sobre o posicionamento em relação ao afastamento definitivo do tucano da presidência da .A sete meses da eleição, o cerco ao presidente licenciado da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), está se fechando. O movimento pela sua destituição – que antes se restringia à oposição e outros poucos vereadores – ganhou força nesta semana, chegando a causar divergências no PSDB.
O líder do partido na Casa, vereador Emerson Prado, recomendou aos colegas do partido que fossem favoráveis à saída do presidente licenciado do cargo. Contudo, a legenda ficou dividida. Sete dos 13 integrantes da bancada tucana na Câmara assinaram a representação para destituir Derosso da presidência da Casa – atualmente, ele está licenciado do cargo. Ao todo, a oposição conseguiu 27 assinaturas para iniciar o processo de destituição.
O presidente da comissão provisória do diretório municipal de Curitiba do PSDB, Fernando Ghignone, afirma que haverá uma reunião na segunda-feira para alinhar o discurso da legenda. Diretórios estadual e municipal têm opiniões distintas.
Segundo Ghignone, Prado decidiu sozinho por orientar a bancada a apoiar o afastamento de Derosso: “Diria que foi pessoal [a decisão de Prado]”. Ghignone ainda revela que não se descarta a retirada das assinaturas dos tucanos. Isso não impediria, porém, a abertura do processo de destituição. Isso porque, mesmo retirado o apoio dos vereadores do PSDB, restariam as 20 assinaturas necessárias para protocolar a representação pedindo a saída do tucano. “Vamos debater para chegar a uma conclusão.”
Embora não tenha consultado Ghignone, Emerson Prado afirma que entrou em contato com a direção estadual antes de passar qualquer orientação à bancada. “O diretório estadual vem há tempos nesta linha. Chegamos a um ponto em que a pressão é insuportável nesta Casa”, explica. “Os sete que assinaram a representação não vão voltar atrás. Ou o Derosso renuncia, ou será cassado”, sentencia Prado.
O presidente do diretório estadual do PSDB, o deputado Valdir Rossoni, confirma ter sido consultado por Prado e dado a recomendação de que o partido se posicionasse contrário a Derosso. “O PSDB não pode pagar por eventuais erros de pessoas que compõem o partido. Existe uma linha ética a ser seguida.”
Embora se diga contrário à permanência do presidente licenciado no cargo, Rossoni afirma que a executiva municipal tem autonomia para deliberar em sentido contrário. “O diretório estadual só entra na discussão se houver extrema necessidade.”
Cobrança
Nos bastidores da Câmara, os vereadores alegam que a presença de De­­­rosso no comando da Casa gera cobranças em suas bases eleitorais. Isso vale para membros do PSDB e também para os partidos da oposição.
De certa maneira, o maior temor é de que a permanência do presidente licenciado no cargo possa influenciar no momento do voto, mesmo para quem se posicionou de forma contrária a Derosso. Baseada nessa percepção, boa parte dos vereadores desistiu de conceder apoio incondicional a Derosso – como o demonstrado no início das investigações sobre os contratos de publicidade da Casa suspeitos de irregularidade.
Os presidentes dos diretórios municipal e estadual do PSDB, porém, demonstram não acreditar nessa relação. “A reeleição dos vereadores está ligada a suas ações com a comunidade. Eles serão julgados pela atuação em seu mandato, não pela forma como se posicionaram nesse caso”, afirma Ghignone. Para Rossoni, o maior desgaste ainda é de Derosso. “É automático que o partido sofra, mas o mesmo PSDB está fazendo uma transformação na Assembleia Legislativa, que também está sob o seu comando.”

Gazeta promove debate on-line sobre o caso Derosso
Participe hoje, das 15h às 17h, de um debate on-line sobre o caso Derosso.
Para participar, basta acessar o site da Gazeta do Povo, entrar no chat e enviar sua opinião sobre os temas discutidos.
Análise
Medo das urnas move tucanos, avaliam especialistas
O temor de que os escândalos envolvendo o presidente licenciado da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso, respinguem nos demais vereadores do partido, em função da proximidade das eleições, teria sido o motivo que levou o PSDB a se dividir sobre o afastamento definitivo de Derosso do cargo, na avaliação de especialistas consultados pela Gazeta do Povo. Mesmo oficialmente fora do comando da Câmara, Derosso mantinha forte influência na Casa. Mas, nos últimos dias, perdeu o apoio até de parte do seu partido.
“O PSDB está preocupado com o contágio eleitoral que a situação está provocando. Os vereadores foram os primeiros a perceber e isso deve chegar à cúpula, especialmente em razão de uma eleição competitiva que se desenha”, diz o cientista político Ricardo Oliveira, professor da Universidade Federal do Paraná.
Para Samira Kauchakje, cientista social e professora de Gestão Urbana e Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Parabá (PUCPR), o uso da lógica eleitoral esclarece o posicionamento do partido. “Em uma democracia partidária, as ações dos políticos visam votos e as eleições”, afirma.
Samira lembra que nem sempre um político denunciado sofre revés nas urnas. “Em algumas ocasiões, a opinião pública nem sempre acompanha os fatos de perto”, esclarece, citando os casos dos deputados estaduais Nelson Justus (DEM) e Alexandre Curi (PMDB). Mesmo com as denúncias da série Diários Secretos, ambos foram reeleitos para a Assembleia Legislativa em 2010.

7 de março de 2012

Oposição consegue assinaturas para pedir afastamento de Derosso.Eu pergunto SERÁ??????

Bancada já coletou as 20 assinaturas necessárias para apresentar um requerimento pedindo o afastamento definitivo de Derosso da Presidência, cargo do qual se licenciou.
A bancada de oposição da Câmara de Curitiba conseguiu, na tarde desta quarta-feira (7), coletar as 20 assinaturas necessárias para apresentar um requerimento solicitando a destituição de João Cláudio Derosso (PSDB) da presidência da Casa. O pedido, porém, deve ser apresentado futuramente, pois a oposição pretender ampliar o número de assinaturas coletadas.
A representação será apresentada com base no artigo 31 do Regimento Interno da Câmara, que prevê, após o protocolo do pedido, a formação de uma Comissão Processante, que deverá avaliar se a representação será levada ou não a votação no Plenário. Em caso afirmativo, pelo menos 26 dos 38 vereadores precisam votar a favor do pedido.
Derosso, atualmente, está licenciado da presidência da Casa, que é exercida por Sabino Picolo (DEM). Os vereadores, porém, estão se movimentando para afastar o tucano definitivamente do cargo, temendo que a presença dele afete a credibilidade da Câmara, já que Derosso é investigado por supostas irregularidades nos contratos de publicidade do Legislativo.
A situação, no mo­­­­mento, não parece muito favorável a Derosso. Levanta­­mento da Gazeta do Povo feito nesta semana mostrou que 20 vereadores são favoráveis ao afastamento e existem outros seis do PSDB que não se manifestaram ou estavam indecisos.
Até PSDB defende saída
Até mesmo o PSDB, partido de Derosso, defende que ele se afaste definitivamente do cargo. O líder do partido na Câmara, vereador Emer­­­son Prado, recomendou aos integrantes da bancada tucana que sejam favoráveis à destituição.
Prado disse que chegou a sugerir a Derosso que renuncie ao cargo em razão da pressão interna e da sociedade. De acordo com o vereador, essa teria sido uma orientação do próprio partido. “Seria melhor para ele sair de forma honrosa. Apesar de não ter sido condenado judicialmente, ele está sofrendo um julgamento político”, diz.
O vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB) alega que não houve reunião para tratar da recomendação, mas ele diz concordar com o posicionamento estabelecido pelo líder da bancada. “Da minha parte, sou favorável. A crise é muito grande. Trata-se de um momento oportuno para a saída do presidente”, afirma.

6 de março de 2012

Olha a pizza aí gente.......Câmara arquiva novo pedido de afastamento definitivo de Derosso

Oposição irá recolher assinaturas para instalar Comissão Processante para analisar destituição do tucano da presidência da Casa.
O presidente interino da Câmara Municipal de Curitiba, Sabino Picolo (DEM), arquivou ontem o requerimento que buscava o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso (PSDB) da presidência da Casa. De acordo com Picolo, o pedido protocolado pela oposição não teria base legal. “Não está amparado pelo Regimento Interno e pela Lei Orgânica do Município”, disse.
Ele admitiu, porém, que o afastamento definitivo de Derosso do cargo seria possível por meio do artigo 31 do Regimento Interno, o qual prevê a possibilidade de destituição de membros da Mesa Executiva.
Para isso, é necessária a avaliação de uma Comissão Processante que seria instaurada para analisar o caso e decidiria se levaria o pedido de afastamento definitivo ao plenário ou arquivaria o processo. Para a comissão processante ser instalada, porém, é preciso que haja o apoio de 26 dos 38 vereadores – dois terços da Casa.
O líder da oposição na Câmara, o vereador Jonny Stica (PT), afirmou que a partir de hoje serão buscadas as assinaturas necessárias para iniciar esse processo. Apesar de a oposição contar com apenas cinco parlamentares, conseguir as 26 assinaturas pode não ser tão complicado. A Gazeta do Povo ontem ouviu 32 dos 38 vereadores, e 19 foram favoráveis à destituição e apenas 3 contrários – outros dez optaram por não se manifestar ou por aguardar a orientação do partido. “Nossa vontade é afastar o presidente Derosso. Cabe aos vereadores se posicionarem a partir de agora”, afirmou Stica.
A oposição tenta fazer com que o processo de afastamento definitivo de Derosso do cargo vá a plenário. Os opositores apostam que o apoio ao presidente afastado da Casa pode ser prejudicial aos vereadores em ano eleitoral. “Quando o tema é pessoal, fica mais fácil para a sociedade acompanhar, ao contrário do que acontece no debate entre oposição e situação”, disse Stica.
Repercussão
Para o vereador Pedro Paulo (PT), o novo arquivamento do pedido de afastamento de Derosso mostra a influência do tucano na Câmara. “Ele não pretende se afastar, e a maioria é conivente”, disse. Matéria da Gazeta do Povo de ontem mostrou que o presidente licenciado continua a frequentar a sala da presidência e participar das reuniões da Mesa Executiva.
Integrante da Mesa, o vereador Celso Torquato (PSD) considera a participação de Derosso normal. “Ele não participa de todas as reuniões. Mas há assuntos em que ele é convidado.” Na avaliação de Torquato, as críticas sobre a influência de Derosso na pauta da Câmara são infundadas. “A intenção do presidente é levar a Casa com a maior tranquilidade e transparência.”
O vereador Algaci Túlio (PMDB) vê a questão sob outro prisma. “Não quero condenar o Derosso antecipadamente, mas, politicamente, a situação é horrível para todos. É pública a influência dele sobre a bancada”, disse.
Apesar das críticas, o presidente interino é visto com bons olhos. “No papel de corregedor, tenho tido muito contato com o Sabino, algo que não acontecia com o Derosso. Ele tem dado a possibilidade de cada um opinar”, disse Roberto Hinça (PSD). Ele vê com naturalidade a presença de Derosso na discussão de assuntos administrativos, mas faz uma ressalva. “Não se pode aceitar nenhum tipo de imposição. A Casa vai viver com essa discussão até que haja nova eleição.”

 
Opinião
Veja como se posicionaram os vereadores sobre a possível destituição de Derosso do cargo de presidente da Câmara Municipal de Curitiba:
Favoráveis à saída de Derosso:
Aladim Luciano (PV), Algaci Túlio (PMDB), Caíque Ferrante (PRP), Denilson Pires (DEM), Dona Lourdes (PSB), Felipe Braga Côrtes (PSDB), Francisco Garcez (PSDB), Jair Cézar (PSDB), Jonny Stica (PT), Juliano Borghetti (PP), Julieta Reis (DEM), Noêmia Rocha (PMDB), Paulo Salamuni (PV), Pedro Paulo (PT), Professor Galdino (PSDB), Professora Josete (PT), Serginho do Posto (PSDB), Tito Zeglin (PDT), Zé Maria (PPS).
Contrários à saída:
Jorge Yamawaki (PSDB), Julião Sobota (PSC) e Nely Almeida (PSDB).
Dependem da decisão partidária:
Aldemir Manfron (PP), Celso Torquato (PSD), Jairo Marcelino (PSD), Paulo Frote (PSDB) e Roberto Hinça (PSD).
Não se manifestaram:
Dirceu Moreira (PSL), Emerson Prado (PSDB), João Cláudio Derosso (PSDB), João do Suco (PSDB) e Odilon Volkmann (PSDB).
Não foram ouvidos:
Sabino Picolo (DEM), Tico Kuzma (PSB), Beto Moraes (PSDB), Renata Bueno (PPS), Pastor Valdemir Soares (PRB) e Zezinho do Sabará (PSB).
Opiniões contrárias
“Ele [Derosso] não participa de todas as reuniões. Mas há assuntos em que ele é convidado.”
Celso Torquato (PSD), vereador.
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“Ele não pretende se afastar, e a maioria é conivente.”
Pedro Paulo (PT), vereador.
Gazeta do Povo.

5 de março de 2012

Curitibano acorda nesta segunda feira pagando mais caro na passagem de ônibus.

Ônibus fica mais caro em Curitiba e região nesta segunda-feira

Novos valores são válidos para as linhas da Rede Integrada de Transporte e metropolitanos. Taxa do ferry-boat também subiu neste domingo.
A partir de segunda-feira (5), quem utiliza o transporte público em Curitiba e região metropolitana vai ter de desembolsar mais dinheiro para comprar uma passagem. Isso ocorre porque foram reajustadas as tarifas dos ônibus que compõem as linhas da Rede Integrada de Transporte (RIT) e metropolitanos.
As linhas da RIT passam de R$ 2,50 para R$ 2,60. O reajuste é consequência do aumento salarial dos motoristas e cobradores e da revisão anual prevista em contrato. Aos domingos, a passagem continua custando R$ 1, valor que é mantido desde 2005. A linha Circular Centro passa de R$ 1,50 para R$ 1,60 e a Linha Turismo sobe de R$ 25 para R$ 27.
O reajuste de 4% está um pouco abaixo da inflação nos últimos 12 meses, que é de 5,63%, considerando o INPC de janeiro Já a tarifa técnica, que leva em conta o custo por quilometragem do sistema e o número de passageiros atendidos, saltou de R$ 2,56 para quase R$ 2,79.
Metropolitanos
As passagens dos ônibus metropolitanos na região de Curitiba também subiram. Os novos valores variam de R$ 2,50 a R$ 3,60, variando de acordo com a linha e a empresa operadora. A linha Executivo/Aeroporto passa a custar R$ 10. As informações são da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), órgão do Governo do Paraná.
Em São José dos Pinhais, as tarifas também têm alteração, com base no reajuste autorizado pela Comec. A tarifa passará a custar R$ 2,40 aos usuários do Cartão VEM, que tem desconto. Para quem não dispõe do cartão, a tarifa será de R$ 2,50. O Ônibus Centro e a integração do Terminal Integrado do São Marcos para o Centro permanecem com as tarifas em R$ 1 e R$ 0,60, respectivamente. A passagem do Terminal Integrado do São Marcos vai para R$ 1,80.

Passagem de ônibus na capital vai ser de R$ 2,60

Aumento passa a valer a partir de segunda-feira. Tarifa técnica já está em R$ 2,80, mas diferença no valor é subsidiada pelo executivo.
Quem precisa do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana vai ter de pagar mais caro pela passagem a partir de segunda-feira (5). A tarifa de R$ 2,50 passa a ser de R$ 2,60 para as linhas que compõem a Rede Integrada de Transporte (RIT). O reajuste é consequência do aumento salarial dos motoristas e cobradores e da revisão anual prevista em contrato.
Aos domingos, a tarifa continua custando R$ 1, valor que é mantido desde 2005. Já a Linha Turismo, passa a custar R$ 27, ante os R$ 25 que eram cobrados, e a linha Circular Centro passa de R$ 1,50 para R$ 1,60.
O reajuste de 4% está um pouco abaixo da inflação no período, que é de 5,63%, considerando o INPC de janeiro. Entretanto, considerando a série histórica, o custo do ônibus subiu 58% acima da inflação desde o início do Plano Real, em 1994, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Já a tarifa técnica, que leva em conta o custo por quilometragem do sistema e o número de passageiros atendidos, saltou de R$ 2,56 para quase R$ 2,79. De acordo com o diretor de transportes da Urbs, Antônio Carlos Pereira de Araújo, esse reajuste foi o mínimo possível, considerando o aumento nos vencimentos de motoristas e cobradores.
Para Sandro Silva, economista do Dieese, a discussão sobre o aumento da tarifa não pode se renstrigir ao valor do reajuste. "Precisa haver uma revisão da metodologia de cálculo e uma atualização dos coeficientes técnicos de consumo, porque o que ocorre é que não há uma padronização de procedimento de atualização desses valores", questiona.
Passageiros
Além das tarifas, a Urbs divulgou também novos dados sobre a RIT. Alguns números preocupam: houve uma leve queda no número de passageiros transportados pela rede, de 25,8 milhões para 25,7 milhões por mês.
Esse número parece pequeno, mas se considerarmos que o número de habitantes em Curitiba cresceu no período, reflete uma estagnação no número de passageiros.

Silva questiona essa redução do número de passageiros pagantes. "Houve integração do sistema, aumento da quilometragem rodada e o número de usuários diminuiu. Tudo isso acaba tendo impacto na tarifa", avalia.
Esse processo deve ser revertido para evitar um rombo nas contas da Urbs. A atual diferença de quase R$ 0,19 entre a tarifa técnica e a passagem significaria uma diferença de R$ 58,8 milhões entre o que a Urbs arrecada com passagens e o que ela repassa para as concessionárias.
Inicialmente, essa diferença seria coberta no próprio fluxo de caixa da Urbs, especialmente através da venda de passagens antecipadas, explica Araújo.

Entretanto, o diretor acredita que, com o passar do ano, o número de passageiros no sistema deve subir, já que a passagem, apesar de mais cara, pesará menos no bolso do trabalhador – uma vez que os salários tendem a acompanhar o valor da inflação.
Reajuste
Caso essa previsão não se confirme, a Urbs sinaliza que pode pedir recursos da prefeitura e do governo do estado, respectivamente contratantes das linhas urbanas e metropolitanas. “Acho justo que o governo do estado e a prefeitura aloquem recursos”, opina Araújo, alegando os impactos positivos de uma tarifa mais barata para toda a população da capital e da região metropolitana – incluindo, por exemplo, a redução da inflação.
Esse aumento já era esperado. Após uma paralisação total dos motoristas e cobradores de ônibus com dois dias de duração, a Urbs autorizou um aumento de 10,5% nos rendimentos da categoria, além de um aumento de 92% no vale-refeição.
No total, os custos das empresas de ônibus com a mão-de-obra ativa subiu cerca de 20%. Apesar de inúmeras negativas por parte da Urbs e da prefeitura, esse aumento vai ser repassado ao usuário.

Segundo dados da Urbs, o custo com mão-de-obra significava cerca de 45% do valor da tarifa técnica, que serve como parâmetro para o estabelecimento do preço da passagem. Cálculos do Dieese indicam que, se considerado apenas o reajuste salarial de cobradores e motoristas, que foi de 10,5%, o impacto na tarifa seria de R$ 0,11. Logicamente, um reajuste considerável nos salários dos motoristas e cobradores teve um forte impacto nesse indicador. Isso não significa, entretanto, que esse custo teria de ser repassado integralmente ao usuário.
Subsídio
A tarifa técnica é o valor que a Urbs repassa às empresas de ônibus. Grosso modo, para cada passageiro pagante que entra em um ônibus, a Urbs repassa esse valor à empresa responsável. Portanto, uma das maneiras de manter o caixa da Urbs equilibrado é aproximando esses dois valores.
Entretanto, outras possibilidades chegaram a ser ventiladas nos dias que sucederam o aumento dos motoristas. Uma delas seria a revisão do cálculo da tarifa para os ônibus metropolitanos, que são mais custosos do que os que circulam apenas no município de Curitiba. O governo do estado poderia bancar do próprio erário a diferença de custo entre as linhas urbanas e metropolitanas, evitando um aumento e mantendo as contas da Urbs equilibradas. A ideia, entretanto, não prosperou.
Segundo o governo do estado, existe um grupo de estudos formado para discutir maneiras de tornar o transporte coletivo mais barato nas grandes cidades do Paraná, mas os estudos ainda estão acontecendo e nenhuma ideia ainda está desenvolvida o suficiente para ser apresentada. Além disso, não houve qualquer negociação com as prefeituras envolvidas.

Manifestantes fecham rua para protestar no Campo do Santana

Manifestantes fecham rua para protestar no Campo do Santana

Carros e até ônibus do transporte coletivo eram impedidos de passar pelo local, segundo a PM. Os manifestantes reivindicam melhorias na Rua Delegado Bruno de Almeida.
Aproximadamente 20 pessoas participam de um protesto na Rua Delegado Bruno de Almeida, na divisa dos bairros Tatuquara e Campo do Santana, em Curitiba, na manhã desta segunda-feira (5). A via foi fechada pelos manifestantes, por volta das 7h45, de acordo com a Polícia Militar (PM).
Carros e até ônibus do transporte coletivo eram impedidos de passar pelo local, segundo a PM. Os manifestantes reivindicam melhorias na Rua Delegado Bruno de Almeida.
O Centro de Controle Operacional da Secretaria Municipal de Trânsito informou que os agentes estavam se deslocando para o local do protesto, por volta das 8h20.
Mais informações em breve.