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14 de março de 2012

Anvisa proíbe uso de sabores e aromatizantes em cigarros. Vc sabia??????

Anvisa proíbe uso de sabores e aromatizantes em cigarros

O único aditivo que será permitido é o açúcar. O prazo para fabricantes e importadores se adequarem é de 18 meses..Depois de mais de três horas de debate, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) baniu os cigarros aromatizados e com sabor no país. Em reunião nesta terça-feira (13), os quatro diretores da agência reguladora decidiram proibir a adição de substâncias que dão sabor e aroma aos cigarros e a outros produtos derivados do tabaco, como os mentolados e os de sabor cravo, chocolate e morango. Os cigarros com sabor vão sair das prateleiras somente daqui um ano e meio.

No caso do açúcar, a Anvisa cedeu aos apelos da indústria do fumo e manteve a adição, porém limitada à reposição do açúcar perdido na secagem da folha de tabaco. Segundo os fabricantes, o tipo de fumo mais usado no país perde açúcar no processo de produção e, por isso, é necessária a reposição. O açúcar foi motivo de impasse entre os diretores na reunião passada, em fevereiro, o que acabou adiando a decisão para hoje (13). A medida vale para os produtos nacionais e importados. Estão isentos os destinados à exportação.

A indústria nacional e as importadoras terão um ano para adaptar o processo de fabricação do cigarro e seis meses para retirar de circulação os aromatizados. Para outros produtos, como charuto e cigarrilha, o prazo foi ampliado. São 18 meses de adequação e seis meses para recolhimento do mercado.
Fica permitido o uso de algumas substâncias nos derivados do tabaco: açúcar, adesivo, aglutinante, agentes de combustão, pigmento ou corante (usado para branquear papel ou na impressão do logotipo da marca), glicerol e propilenoglicol e sorbato de potássio. A proposta aprovada prevê ainda que novos ingredientes precisam passar pelo aval da agência reguladora para serem usados no futuro.
O relator da proposta, diretor Agenor Álvares, considerou a decisão positiva e disse que ela servirá para tornar o fumo menos atrativo aos adolescentes e crianças. “A nossa ideia é diminuir o número de novos fumantes”.

O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Carlos Galant, disse que o setor ainda vai avaliar o impacto financeiro da decisão. Ele argumenta que a retirada dos aromatizados pode estimular o contrabando. Além do açúcar, o setor queria também a permanência dos cigarros mentolados e dos que têm sabor de cravo, que foram banidos pela Anvisa. Os cigarros de mentol representam apenas 3% das vendas, conforme dados divulgados pelos fabricantes na semana passada.

Antes de tomar a decisão, os diretores da Anvisa ouviram opiniões favoráveis e contrárias ao banimento dos aromatizados. A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Vera da Costa, disse que um estudo recente mostra que a maioria dos adolescentes de 13 a 15 anos procura pelos cigarros com sabor para experimentar o tabaco. “Colocar menta, morango, chocolate aumenta a aceitação desse produto e promove a experimentação. É preciso que a Anvisa mostre o que uma agência reguladora dentro do Brasil faz com os produtos do tabaco”, disse.

Já Carlos Galant, representante da indústria tabagista, defendeu a permanência do mentol e do cravo no Brasil, justificando que um estudo norte-americano mostra que o mentolado não eleva o risco à saúde. O número de fumantes, segundo Galant, não caiu nos países que já retiraram esses aditivos. “Os cigarros mentolados já se encontram presentes no mercado brasileiro há décadas. O risco de câncer de pulmão ao cigarro mentolado é 41% menor.”

A versão original da proposta da Anvisa, em discussão desde 2010, era proibir a adição de açúcar e outros ingredientes que mascaram o gosto amargo do tabaco, como mentol, chocolate e baunilha.
Fonte..Gazeta do Povo.

13 de março de 2012

Acabou a novela.....Caso Derosso chega ao fim, veja a seguir.

Sucessão de Derosso já tem lista de sete pré-candidatos

Votação será realizada na próxima segunda. PSDB, partido do ex-presidente, quer manter o comando. Mas encontra oposição interna
                                                                    

Nem bem João Cláudio Derosso (PSDB) anunciou sua renúncia à presidência da Câmara de Curitiba, começaram a aparecer os possíveis nomes para substituí-lo na eleição marcada para a próxima segunda-feira, às 14h30. Sete vereadores já anunciaram a disposição de disputar o cargo de presidente “tampão” da Câmara ou então tiveram seus nomes lançados por colegas: João do Suco (PSDB); Juliano Borghetti (PP); Dirceu Moreira (PSL); Caíque Ferrante (PRP); Paulo Salamuni (PV); Professor Galdino (PSDB); e Sabino Picolo (DEM). A lista ainda pode mudar, pois não há necessidade de inscrição prévia. O novo presidente vai comandar a Casa até fevereiro do ano que vem.

Um nome que surge com força na disputa é o de João do Suco, líder do prefeito na Casa. O parlamentar tucano não compareceu à sessão de ontem, mas seu nome foi cogitado para a disputa por vereadores da situação e da própria oposição. O presidente do PSDB de Curitiba, Fernando Ghignone, disse que em princípio o partido deve lançar candidato próprio para a presidência da Casa – a legenda tem 13 vereadores, a maior bancada da Casa. Apenas outro tucano disse que pretende concorrer – Professor Galdino.
O presidente interino da Casa, Sabino Picolo (DEM), se colocou à disposição para participar da disputa. “Vou aguardar a manifestação dos vereadores, mas meu nome está à disposição”, afirmou.

A bancada de oposição, formada pelo PT, PMDB e PV, deve lançar Paulo Salamuni (PV). “Sou vereador há seis mandatos e nunca participei da mesa”, disse ele. Embora os três partidos somem apenas 6 dos 38 vereadores, o vereador acredita que pode engordar a lista com partidos mais independentes, caso do PPS, PSC e PDT. “Esses pequenos apoios começam a fazer a diferença”, afirmou Salamuni.

Membro da mesa-executiva, Caíque Ferrante (PRP) disse que a presidência da Casa o agrada. “Meu nome está sendo cogitado. Há uma série de conversações sobre o assunto. Por ser um mandato curto, é interessante que seja alguém com experiência”, diz. Juliano Borghetti (PP) se colocou à disposição. Já Dirceu Moreira (PSL) até iria oficializar sua candidatura na tribuna, mas a sessão acabou antes que ele pudesse fazê-lo.


Proposta
Embora as articulações tenham apenas iniciado, os vereadores esperam que o mandato tampão mude o perfil da Casa. “Espero que a mudança oxigene a Câmara”, disse o líder da oposição, Jonny Stica (PT). “Não abro mão de que seja alguém sem qualquer tipo de bagagem negativa”, afirmou Roberto Hinça (PSD).
A esperança é que um novo nome possa melhorar a imagem da Câmara. “Um candidato neutro, não ligado à oposição ou situação, seria ideal”, disse Renata Bueno (PPS). Paulo Frote afirmou que o PSDB deve evitar a disputa. “Se [o PSDB] participar, os boatos de que o Derosso influencia o novo presidente vão persistir.”




Após 15 anos, Derosso deixa o comando da Câmara de Curitiba
Tucano não resistiu à perda de apoio do PSDB e dos vereadores aliados. Apenas cinco colegas de Casa não haviam assinado pedido de renúncia.
Para especialistas, renúncia pode não afetar reeleição do tucano
Rogerio Waldrigues Galindo
Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo afirmam que, mesmo enfraquecido, João Cláudio Derosso (PSDB) pode ter mantido a base de seus eleitores mais ou menos intacta para as eleições de outubro, quando tentará novo mandato como vereador. Segundo eles, a disputa pelo poder dentro na Câmara pode não ter impacto direto sobre a eleição municipal.
Segundo a cientista política Luciana Veiga, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o principal trunfo de Derosso para conseguir um novo mandato são as obras que levou para os bairros em que atua, como o Xaxim, no Sul de Curitiba. “As pesquisas mostram que a principal função de um parlamentar, na cabeça do eleitor, é levar recursos e obras para a sua região. Se os eleitores estiverem satisfeitos com a atuação dele nesse sentido, é muito provável que ele se reeleja”, afirma.

O professor de Ciência Política Fabrício Tomio, também da UFPR, diz que a própria renúncia de Derosso pode ser um movimento inteligente para garantir a sua reeleição. “Desse modo, ele sai do holofote, tira a atenção de cima dele. A renúncia pode ter sido um cálculo dele pensando na preservação de seu poder no futuro”, opina o professor.
Sobre o efeito que a renúncia pode ter na Câmara, os especialistas dizem que a mudança deve ser modesta, e ocorrer mais no médio e longo prazo. “É claro que a Câmara não vai mudar da noite para o dia pela simples substituição do presidente. Mas é provável que, daqui para a frente, os integrantes da Mesa Executiva passem a ter um cuidado adicional com as medidas que vão tomar no exercício do cargo”, diz Tomio.

Para Luciana Veiga, o caso Derosso pode ser prova de como a “responsabilização” dos políticos é possível de ocorrer, mesmo num cenário em que normalmente as pessoas acreditam ser permeado pela impunidade. “Essa cobrança feita pelas outras instituições, como Tribunal de Contas, Ministério Público e pela imprensa é importante. O outro modelo de responsabilização é o que parte do eleitor”, explica a cientista política.
Fonte ..Gazeta do Povo.                                                                 
                                                                  

12 de março de 2012

Trabalhador de Curitiba e região teve maior alta de renda no país.

                                                  

Trabalhador de Curitiba e região teve maior alta de renda no país

Na última década, o avanço salarial na capital e na região metropolitana foi de 36,4%, o maior das sete regiões pesquisadas pelo IBGE.
Ajudar a pagar a faculdade dos filhos e vê-los formados. Talvez essa seja uma das maiores conquistas do metalúrgico Djalma Batista Soares, que trabalhou durante 42 anos na área para criar os três filhos. Ele se aposentou no fim de 2011, mas foram nos últimos dez anos que alcançou objetivos que, no passado, não sonhava conquistar: casa quitada, carro na garagem e filhos graduados – ele próprio não tem ensino superior.
O caso de Djalma é um retrato do que o aumento de renda tem feito nos lares brasileiros: acesso a diferentes bens de consumo e educação continuada. Assim como Soares, milhares de trabalhadores de todo o país tiveram ganho de renda, mas foi na região metropolitana de Curitiba que esse aumento foi mais expressivo.
O trabalhador da Grande Curitiba teve o maior avanço salarial na última década, quando comparada a remuneração média das sete localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geogra­fia e Estatística (IBGE). O crescimento de 36,4% na renda dos trabalhadores da Grande Curitiba foi o maior do país, o que coloca o salário médio da região, de R$ 1.853,50 em janeiro deste ano, na ponta das mais altas remunerações. Os dados locais são do Insti­tuto Paranaense de Desenvol­vimento Econômico e Social (Ipardes).
A alta é resultado da década de crescimento industrial do estado, bastante concentrado na Grande Curitiba, da baixa taxa de desemprego da região e da desaceleração do processo de aumento de renda na Grande São Paulo, que tinha, em janeiro de 2003, o maior salário médio do país. O crescimento de apenas 6,6% fez com que a região metropolitana de São Paulo fosse ultrapassada pela de Curitiba e com que a do Rio de Janeiro encostasse na capital paulista (veja no gráfico).
Os economistas são unânimes em dizer que o aumento do rendimento em todo o país, com média na década de 19,6%, é consequência do crescimento econômico brasileiro e da descentralização da produção, bastante concentrada, até então, no entorno de São Paulo. Com o deslocamento da atividade econômica para outros polos, o aumento da renda foi um processo natural, segundo a professora e pesquisadora do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Regina Madalozzo.
“Quando dentro do país há regiões muito distantes uma das outras e há crescimento econômico, é natural que se acelere o crescimento de quem está na ponta de baixo. A tendência é de aproximação”, analisa a especialista.
A qualificação da mão de obra, voltada em grande parte para a produção industrial, é outro fator que eleva a renda média na região de Curitiba. O diretor-presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, lembra que, entre 2003 e 2010, a indústria paranaense cresceu 5,2% ao ano, contra a média nacional de 3,2% – o destaque local fica, principalmente, para a cadeia automotiva e de máquinas e equipamentos.
“Os setores que deram dinamismo à região metropolitana de Curitiba são exigentes quanto aos trabalhadores qualificados. Os salários pagos a eles puxam a média para a cima. Já o fato de passar São Paulo pode ser explicado, também, pela fadiga do crescimento industrial da região da capital paulista”, explica o economista.



País
Renda média no Brasil é de R$ 1.672
Cinco das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE tiveram ganho salarial acima de 30% nos últimos dez anos, fazendo com que o rendimento médio real do trabalhador brasileiro passasse de R$ 1.397,70 para R$ 1.672,20, alta de 19,6%. Apesar de avançar apenas 6,6% na década, a região metropolitana de São Paulo continua no topo das remunerações, ficando atrás apenas de Curitiba e seguido de perto pelo Rio de Janeiro – as três são as únicas localidades que têm salários maiores que a média nacional.
Recife é a única localidade pesquisada pelo IBGE que não rompeu a barreira dos R$ 1.500. Na região da capital pernambucana, a média salarial é de R$ 1.247,30, R$ 424,90 a menos que a média nacional e R$ 606,20 a menos que a média na Grande Curitiba.
Para o professor de Economia da Universidade Positivo (UP) Lucas Dezordi o crescimento sustentável da economia brasileira nos últimos anos colabora para a diminuição das desigualdades. “Está havendo um reequilíbrio regional, o Brasil não é mais puxado pelo eixo Rio-São Paulo. A economia está mais integrada e mais homogênea”, destaca Dezordi.
De acordo com diretor-presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, a tendência é que a região de Curitiba mantenha o crescimento do rendimento e fique empatada tecnicamente com São Paulo e Rio de Janeiro. “Como a pesquisa é mensal, pode haver alternância entre as três localidades, mas Curitiba vai continuar no topo”, analisa.
Não há limite para o aumento da renda, pois, de acordo com o professor da Isae/FGV Antonio Raimundo dos Santos, há espaço para crescer o salário na região. “Há fôlego para o crescimento nos próximos cinco anos. O que acontece no Brasil é que São Paulo cresceu primeiro e agora está havendo um equilíbrio maior nas regiões, o que é muito saudável para a economia brasileira”, pondera. (JPS)
Fonte...Gazeta do Povo.

11 de março de 2012

Olha sóoooooo.......Vereador usa o cargo para beneficiar o hospital da família.

                                                

Vereador usa o cargo para beneficiar o hospital da família

Sabino Picolo, presidente interino da Câmara de Curitiba, apresentou 19 propostas voltadas à instituição médica administrada pela esposa e parentes dela.
O presidente interino da Câmara de Curitiba, vereador Sabino Picolo (DEM), apresentou 19 projetos, requerimentos e emendas orçamentárias, ao longo de seus cinco mandatos, para beneficiar o Hospital Santa Madalena Sofia, no Bairro Alto. Uma das proprietárias do hospital é Janaina Diniz, cunhada do vereador. A esposa dele, Ales­­sandra Campelo Diniz Picolo, é a presidente do Instituto Madalena Sofia, registrado como mantenedor da instituição.
Sabino Picolo foi responsável, por exemplo, pelo projeto que declarou o hospital como instituição de utilidade pública. Também apresentou vários requerimentos pedindo melhorias na região, como o asfaltamento de ruas e a instalação de placas sinalizando o hospital.
O vereador também destinou verbas do orçamento da prefeitura ao hospital. Apresentou duas emendas ao orçamento em 2009 e 2010 que, somadas, representam R$ 113 mil ao Madalena Sofia para a compra de equipamentos. Em 2009, foram R$ 48 mil. O equipamento mais caro era um carro para anestesia, mas ha­­via previsão até de compra de 40 escadinhas para cama de hospital. Em 2010, a emenda destinava R$ 65 mil para compra de um carro de anestesia e também para aquisição de uma secadora de roupas hospitalar.
Outros vereadores
O presidente interino da Câmara não foi o único a destinar verbas para o hospital. Desde 2008, os ve­­readores de Curitiba já repassaram R$ 655 mil ao Madalena Sofia, um hospital vinculado ao SUS que exis­­te desde 1984. Em 2010, foi realizada uma cerimônia para entrega de diversos equipamentos repassados pela prefeitura a pedido dos vereadores. O texto divulgado pela prefeitura informa que quem recebeu os equipamentos foi Ales­sandra Diniz, a esposa de Picolo.
Ela também aparece no site da Câmara como “solicitante” em vários pedidos apresentados pelo marido ao hospital e ao seu entorno. Há pedidos dos mais diversos, desde a inclusão do Madalena Sofia na linha Inter-Hospitais até a poda de uma árvore “no n.º 40 da rua Fulvio José Alice, em frente ao Hospital Santa Madalena Sofia”.
Legalidade e moralidade
Especialistas consultados pela Gazeta do Povo afirmam que o fato de Sabino Picolo obter benefícios para o hospital da família de sua mulher tem dois aspectos: o legal e o ético. Na parte legal, há dúvidas sobre a correção do ato. Na parte ética, os especialistas ouvidos pela reportagem dizem que o vereador errou.
“Esse é o mal maior da Repú­­ blica brasileira: a confusão do público com o privado”, afirma Roberto Romano, professor de Ética e Ciência Política da Unicamp. “É absolutamente inaceitável que um vereador carreie recursos públicos para beneficiar a si próprio, parentes ou amigos. Mas, no Brasil, qualquer político acha que tem o direito de fazer isso”, afirma Romano. Para ele, a ilegalidade do ato também é clara. “A Constituição estabelece os princípios da moralidade e da impessoalidade. E o conflito de interesses, neste caso, é evidente.”
Já Egon Bockmann Moreira, professor de Direito da Uni­ver­sidade Federal do Paraná (UFPR), diz que a configuração de uma ilegalidade, em um caso como este, depende de detalhes sutis. “Há a necessidade de ver todo o histórico. É mais difícil de provar desvio de finalidade no Legis­lativo do que no Executivo, porque o vereador na verdade não executa, só solicita”, diz Moreira. Para ele, a questão pode ficar mais restrita ao campo ético.

O outro lado
Picolo assegura que não cometeu irregularidades

O vereador Sabino Picolo afirma não ter cometido qualquer irregularidade ao apresentar projetos que beneficiam o hospital da família de sua mulher. “Fiz as emendas e os requerimentos porque achei que era justo. Também apresentei propostas para outros hospitais e a intenção foi sempre a de beneficiar a população”, diz.
Casado com Alessandra Campelo Diniz Picolo desde 2005, o vereador diz ficar “entre a cruz e a espada” em função de a família de sua mulher ser proprietária do hospital. “Por um lado, pedir para fazer a pavimentação, para o ônibus passar lá, para melhorar a iluminação, tudo isso ajuda a população de um bairro grande, como o Bairro Alto. Por outro, sempre pode passar a impressão de que é para beneficiar alguém”, afirma Picolo.
Quanto às emendas que forneceram equipamentos para o hospital, o vereador lembra que o material fica apenas em comodato. “Eles continuam pertencendo à prefeitura. Se o hospital um dia deixar de atender pelo SUS, por exemplo, precisa devolver”, diz. Picolo garante ainda que “vidas foram salvas” em função de os aparelhos estarem disponíveis.
Ele diz que também não vê nada estranho no fato de sua esposa aparecer como solicitante das melhorias. “Quem pede é quem conhece a gente.”
Solicitações
Para Alessandra Campelo Diniz Picolo, não há conflito de interesses na situação. Segundo ela, os hospitais que atendem pelo SUS têm dificuldades para se manter. Por isso acabam recorrendo a solicitações para o poder público. “Antes mesmo de nos casarmos, nós já procurávamos apoio [na Câmara]. Fiz vários pedidos para o vereador Jair Cézar, que representa o bairro, por exemplo”, disse.
Segundo ela, os pedidos nunca foram para benefício pessoal, e sim para facilitar a vida dos usuários do hospital. Questionada sobre se isso não ajuda a trazer lucros para o Madalena Sofia, a administradora afirma que não. “Não temos lucro. E o objetivo não é o dinheiro. Trabalho no hospital porque gosto”, afirma Alessandra.
Os pedidos
Desde 1999, Sabino Picolo apresentou 19 propostas beneficiando o Hospital Santa Madalena Sofia.
1999
- Pedido de troca de lâmpadas da rua em frente do hospital.
2000
- Requerimento para implantar placas indicativas do hospital na BR-116.
- Requerimento para conservação de rua de saibro próxima do hospital.
- Requerimento para trocar iluminação em frente do hospital.
- Requerimento para incluir o hospital no programa Câmbio Verde.
- Requerimento para que a linha de ônibus Inter-Hospitais atendesse o Santa Madalena Sofia.
2002
- Requerimento para podar uma ara ucária em frente ao hospital
- Requerimento para que a prefeitura fizesse roçada e limpeza ao lado do hospital.
2005
- Requerimento para que a prefeitura fizesse recapeamento de antipó na rua do hospital
- Requerimento para restauração de calçada e pavimento em frente do hospital.
- Requerimento para revitalização do pavimento da rua do hospital.
- Requerimento para limpar terreno baldio ao lado do hospital.
- Emenda ao orçamento para pavimentação da rua do hospital (retirada pelo autor).
- Emenda ao orçamento para pavimentação da rua do hospital (aprovada).
2006
- Requerimento para que a linha de ônibus Higienópolis passe em frente do hospital.
2008
- Requerimento para incluir o Santa Madalena Sofia na linha Inter-Hospitais.
2009
- Projeto de lei declarando o hospital de utilidade pública.
- Emenda de R$ 48 mil ao orçamento municipal para aquisição de equipamentos para o hospital (o mais caro sendo um carro de anestesia de R$ 35 mil).
2010
- Emenda de R$ 65 mil ao orçamento para aquisição de secadora de roupas hospitalar e de carro de anestesia.
Fonte..A Gazeta do Povo.

10 de março de 2012

Curitiba passa para a segunda fase do concurso “As Sete Cidades Maravilhosas do Mundo”

 



Curitiba passa para a segunda fase do concurso “As Sete Cidades Maravilhosas do Mundo”

Capital paranaense concorre com outras duas cidades brasileiras e mais de 300 ao redor do mundo. Resultado sai em dezembro de 2013.
Curitiba está mais perto da possibilidade de se tornar uma das “Sete Cidades Maravilhosas do Mundo”. A capital paranaense passou para a segunda etapa do concurso “7 New Wonder Cities”, que iniciou a corrida com mais de 1,2 mil concorrentes em janeiro, e que na última quarta-feira (7) divulgou a lista das 300 candidatas que passaram para a próxima fase da disputa.
A briga é acirrada mesmo dentro do Brasil. Isso porque um dos cartões-postais do país, o Rio de Janeiro, também passou para a próxima etapa e está no páreo, inclusive à frente de Curitiba – no ranking das cidades da América do Sul que continuam disputando, o Rio de Janeiro figura em 4º. lugar. A capital Brasília, outra que representa o Brasil, está em 10º. Já Curitiba está em 14º, de um total de 20 representantes sul-americanas.
As outras cidades da parte sul-americana que passaram para a próxima fase são Mendoza (Argentina; 1º.), Cusco (Peru, 2º.), Lima (Peru, 3º.), Buenos Aires (Argentina, 5º.), Salta (Argentina, 6º.), Punta Del Este (Uruguai, 7º.), La Paz (Bolívia, 8º.), Bogotá (Colômbia, 9º.), Valparaíso (Chile, 11º.), Quito (Equador, 12º.), Cuenca (Equador, 13º.), Caracas (Venezuela, 15º.), Montevideo (Uruguai, 16º.), Santiago (Chile, 17º.), Georgetown (Guiana, 18º.), Assunção (Paraguai, 19º.) e Cayenne (Guiana Francesa, 20.).
A partir de agora, os votantes devem escolher as 77 cidades, entre as mais de 300, que merecem passar para a terceira etapa do concurso. O resultado sai no dia 23 de novembro. Após essa data, escolhem-se as 28 mais votadas que vão para a quarta fase, e cujo resultado sai no dia 6 de dezembro de 2012. A partir daí, a população terá quase um ano, do dia 7 de dezembro de 2012 até 6 de dezembro de 2013 para escolher as 14 finalistas. No dia 7, por fim, serão reveladas as sete escolhidas.
Entre as mais de 300 que concorrem atualmente, há pelo menos uma de cada país. Os grupos estão divididos por regiões continentais. Na América do Norte, o primeiro lugar atualmente está com Nova York (EUA). Na América Central e Caribe, com Havana (Cuba).
No bloco europeu, Nápoles (Itália) figura na frente, assim como Cairo (Egito), no continente africano. No Oriente Médio, Jerusalém (Israel/Palestina) está em primeiro lugar, e no Norte da Ásia e Pacífico, Tóquio (Japão). A cidade russa de São Petesburgo lidera no bloco Ásia Central e Sul da Ásia, e no sudeste da Ásia e Oceania, o posto atualmente está com Vigan, nas Filipinas.
Para votar, é preciso acessar o site www.new7wonders.com/cities e escolher as sete cidades preferidas, que figurarão numa lista no canto superior direito da tela. Após isso, é necessário dar o endereço de e-mail e confirmar o voto.
Anteriormente, o site "New7Wonder" havia feito o concurso das novas Sete Maravilhas da Natureza. O resultado foi divulgado em novembro. Os vencedores foram a Amazônia e as Cataratas de Iguaçu (Brasil); Ilha de Komodo (Indonésia); A Baía de Halong (Vietnã); A Montanha da Mesa (África do Sul); a Ilha Jeju (Coreia do Sul) e o Rio Puerta Princesa, nas Filipinas.





Confira as fases do concurso “As sete Cidades Maravilhosas do Mundo”
1ª fase: 7 de janeiro a 7 de março de 2012 – 1,2 mil cidades de mais de 220 países receberam votos
2ª fase: 7 de março a 23 de novembro de 2012 – a segunda fase seleciona mais de 300 cidades, que devem novamente ser votadas. No total, 77 serão escolhidas
3ª fase: 23 de novembro a 6 de dezembro de 2012 – Das 77 mais votadas, serão escolhidas 28
Final: 7 de dezembro de 2012 a 6 de dezembro de 2013 – das 28 mais votadas, serão escolhidas 14 finalistas
Resultado: 7 de dezembro de 2013 – São reveladas as 7 cidades-maravilhas do mundo
Fonte..A Gazeta do Povo.

9 de março de 2012

E o caso Derosso??????? Que a justiça seja feita..Vamos rezar............

Derosso perde força no PSDB e partido racha

Diretórios estaduais e municipal da legenda estão divididas sobre o posicionamento em relação ao afastamento definitivo do tucano da presidência da .A sete meses da eleição, o cerco ao presidente licenciado da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), está se fechando. O movimento pela sua destituição – que antes se restringia à oposição e outros poucos vereadores – ganhou força nesta semana, chegando a causar divergências no PSDB.
O líder do partido na Casa, vereador Emerson Prado, recomendou aos colegas do partido que fossem favoráveis à saída do presidente licenciado do cargo. Contudo, a legenda ficou dividida. Sete dos 13 integrantes da bancada tucana na Câmara assinaram a representação para destituir Derosso da presidência da Casa – atualmente, ele está licenciado do cargo. Ao todo, a oposição conseguiu 27 assinaturas para iniciar o processo de destituição.
O presidente da comissão provisória do diretório municipal de Curitiba do PSDB, Fernando Ghignone, afirma que haverá uma reunião na segunda-feira para alinhar o discurso da legenda. Diretórios estadual e municipal têm opiniões distintas.
Segundo Ghignone, Prado decidiu sozinho por orientar a bancada a apoiar o afastamento de Derosso: “Diria que foi pessoal [a decisão de Prado]”. Ghignone ainda revela que não se descarta a retirada das assinaturas dos tucanos. Isso não impediria, porém, a abertura do processo de destituição. Isso porque, mesmo retirado o apoio dos vereadores do PSDB, restariam as 20 assinaturas necessárias para protocolar a representação pedindo a saída do tucano. “Vamos debater para chegar a uma conclusão.”
Embora não tenha consultado Ghignone, Emerson Prado afirma que entrou em contato com a direção estadual antes de passar qualquer orientação à bancada. “O diretório estadual vem há tempos nesta linha. Chegamos a um ponto em que a pressão é insuportável nesta Casa”, explica. “Os sete que assinaram a representação não vão voltar atrás. Ou o Derosso renuncia, ou será cassado”, sentencia Prado.
O presidente do diretório estadual do PSDB, o deputado Valdir Rossoni, confirma ter sido consultado por Prado e dado a recomendação de que o partido se posicionasse contrário a Derosso. “O PSDB não pode pagar por eventuais erros de pessoas que compõem o partido. Existe uma linha ética a ser seguida.”
Embora se diga contrário à permanência do presidente licenciado no cargo, Rossoni afirma que a executiva municipal tem autonomia para deliberar em sentido contrário. “O diretório estadual só entra na discussão se houver extrema necessidade.”
Cobrança
Nos bastidores da Câmara, os vereadores alegam que a presença de De­­­rosso no comando da Casa gera cobranças em suas bases eleitorais. Isso vale para membros do PSDB e também para os partidos da oposição.
De certa maneira, o maior temor é de que a permanência do presidente licenciado no cargo possa influenciar no momento do voto, mesmo para quem se posicionou de forma contrária a Derosso. Baseada nessa percepção, boa parte dos vereadores desistiu de conceder apoio incondicional a Derosso – como o demonstrado no início das investigações sobre os contratos de publicidade da Casa suspeitos de irregularidade.
Os presidentes dos diretórios municipal e estadual do PSDB, porém, demonstram não acreditar nessa relação. “A reeleição dos vereadores está ligada a suas ações com a comunidade. Eles serão julgados pela atuação em seu mandato, não pela forma como se posicionaram nesse caso”, afirma Ghignone. Para Rossoni, o maior desgaste ainda é de Derosso. “É automático que o partido sofra, mas o mesmo PSDB está fazendo uma transformação na Assembleia Legislativa, que também está sob o seu comando.”

Gazeta promove debate on-line sobre o caso Derosso
Participe hoje, das 15h às 17h, de um debate on-line sobre o caso Derosso.
Para participar, basta acessar o site da Gazeta do Povo, entrar no chat e enviar sua opinião sobre os temas discutidos.
Análise
Medo das urnas move tucanos, avaliam especialistas
O temor de que os escândalos envolvendo o presidente licenciado da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso, respinguem nos demais vereadores do partido, em função da proximidade das eleições, teria sido o motivo que levou o PSDB a se dividir sobre o afastamento definitivo de Derosso do cargo, na avaliação de especialistas consultados pela Gazeta do Povo. Mesmo oficialmente fora do comando da Câmara, Derosso mantinha forte influência na Casa. Mas, nos últimos dias, perdeu o apoio até de parte do seu partido.
“O PSDB está preocupado com o contágio eleitoral que a situação está provocando. Os vereadores foram os primeiros a perceber e isso deve chegar à cúpula, especialmente em razão de uma eleição competitiva que se desenha”, diz o cientista político Ricardo Oliveira, professor da Universidade Federal do Paraná.
Para Samira Kauchakje, cientista social e professora de Gestão Urbana e Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Parabá (PUCPR), o uso da lógica eleitoral esclarece o posicionamento do partido. “Em uma democracia partidária, as ações dos políticos visam votos e as eleições”, afirma.
Samira lembra que nem sempre um político denunciado sofre revés nas urnas. “Em algumas ocasiões, a opinião pública nem sempre acompanha os fatos de perto”, esclarece, citando os casos dos deputados estaduais Nelson Justus (DEM) e Alexandre Curi (PMDB). Mesmo com as denúncias da série Diários Secretos, ambos foram reeleitos para a Assembleia Legislativa em 2010.

7 de março de 2012

Oposição consegue assinaturas para pedir afastamento de Derosso.Eu pergunto SERÁ??????

Bancada já coletou as 20 assinaturas necessárias para apresentar um requerimento pedindo o afastamento definitivo de Derosso da Presidência, cargo do qual se licenciou.
A bancada de oposição da Câmara de Curitiba conseguiu, na tarde desta quarta-feira (7), coletar as 20 assinaturas necessárias para apresentar um requerimento solicitando a destituição de João Cláudio Derosso (PSDB) da presidência da Casa. O pedido, porém, deve ser apresentado futuramente, pois a oposição pretender ampliar o número de assinaturas coletadas.
A representação será apresentada com base no artigo 31 do Regimento Interno da Câmara, que prevê, após o protocolo do pedido, a formação de uma Comissão Processante, que deverá avaliar se a representação será levada ou não a votação no Plenário. Em caso afirmativo, pelo menos 26 dos 38 vereadores precisam votar a favor do pedido.
Derosso, atualmente, está licenciado da presidência da Casa, que é exercida por Sabino Picolo (DEM). Os vereadores, porém, estão se movimentando para afastar o tucano definitivamente do cargo, temendo que a presença dele afete a credibilidade da Câmara, já que Derosso é investigado por supostas irregularidades nos contratos de publicidade do Legislativo.
A situação, no mo­­­­mento, não parece muito favorável a Derosso. Levanta­­mento da Gazeta do Povo feito nesta semana mostrou que 20 vereadores são favoráveis ao afastamento e existem outros seis do PSDB que não se manifestaram ou estavam indecisos.
Até PSDB defende saída
Até mesmo o PSDB, partido de Derosso, defende que ele se afaste definitivamente do cargo. O líder do partido na Câmara, vereador Emer­­­son Prado, recomendou aos integrantes da bancada tucana que sejam favoráveis à destituição.
Prado disse que chegou a sugerir a Derosso que renuncie ao cargo em razão da pressão interna e da sociedade. De acordo com o vereador, essa teria sido uma orientação do próprio partido. “Seria melhor para ele sair de forma honrosa. Apesar de não ter sido condenado judicialmente, ele está sofrendo um julgamento político”, diz.
O vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB) alega que não houve reunião para tratar da recomendação, mas ele diz concordar com o posicionamento estabelecido pelo líder da bancada. “Da minha parte, sou favorável. A crise é muito grande. Trata-se de um momento oportuno para a saída do presidente”, afirma.