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29 de novembro de 2011

Mais um posto de arrecadação de brinquedos, Corujão Pinheirinho.

                         Desde já nossos agradecimentos ao Grupo Corujão.

                         Em especial ao seu Diretor presidente o Sr Helmuth Altheim


               A campanha, doe um brinquedo  e faça uma criança sorrir neste natal. 
               Ganha mais um posto de arrecadação de brinquedos para as crianças da Vila  Piratini. 
                        
          A nova loja do grupo Corujão, situa-se na Via Rápida Pinheirinho Centro.
   Próximo ao terminal do Pineirinho e Via Verde.                                  
     http://www.corujao.com.br/    Fone  41 3341 9200                                       
Com a nova Corujão, podemos atender os clientes dos bairros Portão, Fazendinha, Cidade        Industrial e    Umbará que estavam sem a assistência de uma concessionária Volkswagem        próxima. E com a sua grande estrutura, a nova loja também será o Centro de Distribuição dos automóveis do grupo.                             
Atendimento com qualidade e rapidez, vc  encontra no Corujão.
Corujão a sua disposição.                                                               

Curitiba vive expectativa de clássico.

                               

                  Em primeiro lugar, a páz e o bom senso devem prevalecer.

                   
                     Todos tem o direito de torcer  pelo seu clube, independente das cores.


                                                          Coxa intensifica a lei do silêncio

A semana que pode definir o re­­torno do Coritiba à Libertado­­res da América começou com si­­lêncio no Alto da Glória. De­­pois da vitória em cima do Avaí, os jogadores foram orientados a não falar sobre o Atletiba sem o aval do departamento de comunicação do clube. En­­tre­­vistas somente nos dias e horários pré-definidos pela assessoria de imprensa alviverde.
A preocupação da diretoria é de que nenhuma declaração fora de lugar seja feita pelos atletas que possa aumentar o clima na­­tural de tensão para o clássico contra o Atlético no domingo, às 17 horas, na Arena da Baixada.
Desde o início da temporada, a política de “poucas palavras” imperou – mesmo em momentos de euforia, como na convocação do zagueiro Emerson para a seleção brasileira.
O técnico Marcelo Oliveira vai contar com força máxima no domingo. Os volantes Leandro Do­­nizete e Willian voltam de sus­­pensão e o atacante Marcos Aurélio está recuperado de dores no pé esquerdo.

                                          Torcida suspeita

Nota de apoio ao Ceará divulgada pelo Bahia incomoda atleticanos e cruzeirenses. Mala branca é cogitada por conselheiros rubro-negros
Adversários na luta contra o rebaixamento, Atlético e Cruzeiro entram na semana decisiva do Brasileiro unidos na insatisfação com o Bahia. O Tricolor de Aço divulgou uma nota em seu site no sábado cumprimentando Sport e Náutico pela volta à elite do futebol nacional. O que seria política de boa vizinhança passou a ser motivo de preocupação quando, no final do texto, o clube baiano afirma torcer pela continuidade do Ceará na Série A em 2012, “para que o futebol nordestino fique ainda mais fortalecido”.
Para isso acontecer, o Vozão teria de vencer o próprio Bahia no do­­mingo – além de torcer por um tropeço da Raposa no clássico com o Atlético-MG.
Apesar do desconforto nos bastidores, a saia-justa foi comentada publicamente no Furacão apenas pelo técnico Antônio Lopes, que preferiu manter o ceticismo. “Não pode ser. Isso é coisa de torcida”, disse o treinador. “Eu duvido que o [diretor de futebol] Paulo Angioni e o [técnico] Joel Santana não vão lutar por uma vaga na Sul-Ame­ricana”, completou.



                                  PM monitora mídias sociais para evitar ‘guerra’

Serviço reservado da Polícia Militar acompanha a movimentação das torcidas na internet com a intenção de prevenir brigas entre facções rivais .

28 de novembro de 2011

Eles fazem a diferença na CIC..........Sempre existe esperança.

Inicialmente projetada para abrigar fábricas e seus funcionários, com as invasões a Cidade Industrial de Curitiba acabou se tornando um bairro superlotado e, como em qualquer lugar que cresça desordenadamente, virou espaço perfeito para o aumento da violência. Em meio a tantos crimes, porém, ainda há quem consiga plantar a esperança na vida das famílias da região, que tem 170 mil habitantes e 83 vilas. Conheça alguns de vários projetos que deram certo na região:
Ao som de violinos e do violão
Joana Alice Ferreira de Lima, 50 anos, ou Nega, como é conhecida por todos que moram na Vila Oswaldo Cruz II, é uma mulher de fibra. Ela é a presidente da associação de moradores da vila e administra com pulso firme tanto a instituição, quanto o entorno. Nada de lixo, nada de desordem. Em contraponto, uma delicadeza e um jeito vaidoso de ser, que cantam e encantam os seus 200 pupilos do Projeto Prevenindo com Formação Integral, posto em prática em 2009. Na sala de música, além de violão, há 27 violinos guardados e mantidos com toda a ordem do lugar.
“Todo mundo sabe que nossa ONG é um quartel-general”, orgulha-se. Em meio aos sons afinados, um coral de meninas prepara-se para a apresentação de Natal. Da sede, que já foi mercado e panificadora – e acabou entregue em comodato pela Cohab – saíram 16 caçambas de lixo. O lugar estava abandonado. Hoje, tem crianças atendidas nos dois turnos, mais de cem adultos em oficinas de artesanato e grupos para terceira idade.
Onde fica? Na Rua Cristina Barletta Tuoto, 185 – Osvaldo Cruz II – (41) 3042-2172 – contato@amococ.org.br
Em prol da paz e da ressocialização (foto 2)
Uma lona de circo branca e azul se sobressai no alto do Bolsão Sabará, porém, o espetáculo aqui não é circense e sim, de solidariedade. A ideia de montar a ONG Anjos surgiu de dentro dos muros do presídio. Oscar Moreira, 37 anos, e Ademir de Aragão (foto), 49, idealizadores do Projeto Amigos Nova Jerusalém Organização Social, viveram na pele a dificuldade de sair da prisão e conseguir a ressocialização. Jaqueline, mulher de Oscar, conta que o início de tudo não foi fácil. “Além da retirada do lixo, também precisamos nos livrar do preconceito inicial”. A ONG presta auxílio a ex-presidiários e dependentes químicos. No pequeno barracão são realizados cursos de elétrica, dry-wall e de pedreiro. Nesses cinco anos, Jaqueline estima que tenham sido atendidos mais de 500 ex-presidiários e seus familiares. Moram ali, atualmente, 16 jovens. Além dos cursos e da estada, para alguns, a Anjos mantém uma feira nas manhãs de sábado com produtos cedidos pela Ceasa e repassados à vizinhança. Onde fica? Na Rua Maria Rosa Guerreiro do Contestado, 31. Bolsão Sabará – fones (41)
GRPCom
Assim como aconteceu na semana passada na Vila Verde, ontem foi a vez de a Vila Sabará receber a visita da Gazeta do Povo e da RPCTV, in­­tegrantes do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), em um café da tarde para discutir problemas e buscar soluções para a segurança do bairro Cidade Industrial de Curi­­tiba (CIC). Estiveram presentes representantes das Polícias Civil e Militar, moradores e líderes comunitários.
Reivindicações como contraturno escolar para os alunos, uma escola de ensino médio na própria Vila, maior investimento público e o estreitamento nas relações entre policiais e comunidade foram levantadas. Para eles, educação e segurança andam juntas. Os moradores contam que, por não haver um colégio de ensino médio perto de casa, aproximadamente 60% dos jovens precisam atra­­vessar o bairro para chegar ao colégio mais próximo. “Eles ficam vul­­neráveis a traficantes e más companhias”, conta um pai de aluno. Para a Irmã Anete Giordani, gestora do Centro de Assistência Social Divina Misericórdia, seria interessante a criação de conselhos locais na região, a exemplo do que acontece com a saúde e educação. “Criar conselhos para o idoso e a infância e adolescência seria ótimo. Mas nós, como comunidade, precisamos levantar e fazer.”
Outra sugestão foi a criação de um fórum onde as lideranças comunitárias possam discutir e sugerir me­­lhorias à Policia Militar. Algo parecido com os Conselhos de Segurança, que acabaram não dando certo na região.
Alcançando os não alcançados (foto 3)
Uma maquete azul encerra parte do sonho de Paulo. Em quase um hectare de terreno, o ex-empresário do ramo de móveis Paulo Pereira de Novaes (ao centro), 53 anos, pretende ampliar suas ações. Há 15 anos, o Projeto Vida deu seus primeiros passos na Região Norte do país, com projeções de videos que falavam sobre os males da drogadição. Hoje, mantém um espaço na Vila Barigui, onde agrega salas de informática, dança, música e espaços para grafitagem. Atualmente, 220 jovens, dos 7 aos 17 anos, são atendidos pelo projeto. Paulo conta com a ajuda de missionários.“Não levantamos bandeira de igreja alguma; o título se deve à missão que eles escolhem, que é alcançar os não alcançados”. Quando o sonho sair da maquete (foto), a nova área oferecerá alojamentos e centro de recuperação para os voluntários que trabalham no projeto e dão palestras sobre drogas; refeitório; ambulatório e estacionamento. Onde fica? Na Rua Maria Rosa Guerreiro do Contestado, 31. Bolsão Sabará – fones (41) 3249-1897. Site: www.onganjos.com.br
Um lugar para ser feliz (foto 4)
Rodeado por crianças, Geraldo Mazela (foto), 54 anos, anda pelo espaço que já foi um forte ponto de consumo de drogas e prostituição. A Associação de Moradores das Moradias Zimbros (Asmozi), na Vila Sandra, tem 18 anos, mas a partir de 2006 é que o problema com drogas entrou pelas portas da associação. Quando se tornou presidente da Asmozi, o espaço foi ampliado e as crianças que antes eram levadas por ele até o Sesc Portão um sábado sim e outro não, passaram a utilizar o espaço para a prática de esportes e aprendizado. Em parceria com o governo, Mazela coordena cinco projetos: Rumo ao Futuro; Educar é Transformar; Gol do Futuro; Inovar e Pró-Jovem. O público atendido é de 6 a 17 anos. Se for preciso, ele trabalha 24 horas.E o trabalho não é em vão. Em 2009, dois meninos que ainda treinam no time da Asmozi representaram o Brasil na Copa do Mundo InterCampus, na Itália. O evento era uma parceria entre entidades de assistência social e o Internacional de Milão. Onde fica? Na Rua Verônica Tribek Moro, 493, Moradias Zimbros – (41) 3279-3015. Site: www.asmozi.org.br

26 de novembro de 2011

Coral mostra história de cantores do Palácio

Primeira apresentação do coral de Natal do HSBC foi nesta sexta-feira. Espetáculo revelou como a música transformou a vida dos garotos cantores
A vida e as histórias por trás da janela. Essa foi a realidade que 18 mil pessoas conheceram ao assistir a estreia do Natal HSBC no Palácio Avenida na noite desta sexta-feira (25). O tema “O poder da música” lembra como a vida das crianças carentes que participam do coral foi transformada por essa oportunidade e mostra um pouco dos bastidores do espetáculo.
Nas paredes do Palácio, imagens dos ensaios foram projetadas. Todas as 160 crianças e adolescentes são moradoras de 11 casas-lares atendidas pelo projeto HSBC Educação e pelo Instituto HSBC Solidariedade e, para elas, o “poder da música” se mostrou essencial para promover mudanças em suas vidas. “É como um resgaste para elas. É o momento de coroação do trabalho de todo ano, porque naquelas janelas elas sentem que são amadas pela cidade”, conta Claudia Malschitzky, diretor do Instituto HSBC Solidariedade.
Duas veteranas na janela -- este é o quinto ano que se apresentam -- eram Luriana Santos e Heriely Helena, ambas de 14 anos. Para elas, a experiência é única. “É fantástico, sempre dá um frio da barriga. Não tem como explicar a emoção”, conta Heriely. Em meio a plateia, Stefanne Bortoletto, de 17 anos, pode sentir essa energia. “Está muito bonito este ano. A parte em que as crianças carregavam os pássaros, foi muito emocionante”, conta Stefanne, que assistiu o espetáculo com os pais e a irmã.
O artista Marcos Casuo, que já trabalhou na trupe canadense do Cirque du Soleil, foi mais que um mestre de cerimônias. Era um maestro clown para as crianças e para a plateia. Casuo passeava pelas teclas do grande piano-palco, que se estendia desde as janelas até o público, encantando quem assistia. Quatro bailarinos também emocionaram os espectadores com danças e performances.
Outras atrações
Os eventos de Natal da cidade não se restringem somente ao espetáculo no Palácio Avenida. A partir do dia 1º, a Rua XV de Novembro, entre a Avenida Marechal Floriano Peixoto e a Rua Barão do Rio Branco, terá a Galeria de Luz, montada com mais de 130 mil lâmpadas. Também serão feitas apresentações sobre o tema “luz” que acontecerão de sábado a domingo, às 20h15. Nos sábados, a apresentação acontece às 21h30.

Com uma área total de 28 metros quadrados, o presépio de Natal da Arquidiocese de Curitiba foi montado com imagens de gesso de até 2 metros de altura, cedidas pelo Santuário Nossa Senhora de Fátima, do bairro Tarumã. As visitas estarão abertas a partir de domingo (27) e podem ser feitas diariamente, das 18h às 23h, na Cúria Metropolitana, na Avenida Jaime Reis, 369, Alto São Francisco.
A expectativa é que Curitiba receba cerca de 82 mil turistas durante o período que antecede o Natal.
Serviço
Coral de Natal do HSBC – De 25 de novembro a 18 de dezembro, a partir das 20h30. De quinta a sábado, com exceção da apresentação no domingo 27. Local: Palácio Avenida – Avenida Luiz Xavier, 11, Centro.

Pastoral culpa governo federal por rombo em suas contas

ONG tem déficit de R$ 1,4 milhão e diz que maior problema é a demora da União em repassar parcelas de convênios
A demora do governo federal em pagar as parcelas do convênio com a Pastoral da Criança foi a principal razão de a organização não governamental (ONG) chegar ao fim do ano com um rombo de R$ 1,4 milhões nas suas contas. A coordenação nacional da entidade divulgou ontem, em Curitiba, o balanço anual registrando o déficit no caixa da instituição. A ONG é especializada em promover ações de saúde, educação e cidadania e trabalha em mais de 4 mil municípios brasileiros.
O coordenador nacional da entidade, Nelson Arns Neumann, criticou o excesso de burocracia imposto pelo governo nas liberações de recursos às ONGs. E disse que a moratória nos pagamentos da União às entidades, determinada pela presidente Dilma Rousseff no início do mês, só deve aumentar o problema. A moratória foi decretada após várias denúncias de irregularidades em convênios de ministérios com ONGs. Os pagamentos só serão retomados após uma auditoria em cada contrato.
Segundo Neumann, a opção por burocratizar de maneira excessiva a relação entre governo e ONGs é ineficiente e teria começado em 2007. Na época, o governo passou a exigir a aprovação das contas da primeira parcela repassada antes de fazer o segundo pagamento. Esse processo demora até seis mês, segundo Neumann. Ele disse também que a obrigatoriedade de apresentar as notas fiscais de todos os gastos da entidade gera um custo anual de R$ 300 mil para a Pastoral da Criança. “Pela amplitude de nossa atuação, em um único mês apresentamos perto de 16 mil notas fiscais. Dessas, 80% têm valor abaixo de R$ 100, com gastos urgentes. A intenção é a melhor, mas os efeitos práticos não deram resultado. Não resolveu o problema da corrupção e prejudicou as entidades que trabalham”, disse.
Neumann declarou que, ao contrário de várias entidades envolvidas em suspeitas de corrupção, a Pastoral da Criança é uma entidade realmente não governamental, que vive de doação de seus colaboradores. “Para cada real que o governo gasta com a Pastoral, a entidade coloca mais nove. Deixando de nos repassar dinheiro o país perde a nossa contrapartida social e o trabalho de prevenção de doenças que fazemos”, afirmou. Para Neumann, a “energia gasta pelo governo” cobrando mais burocracia, poderia ser usada para a fiscalização. Disse também que o problema da corrupção envolvendo o Estado e as ONGs só vai desaparecer quando punições severas forem aplicadas aos denunciados.“Quando alguém for preso, vai desencorajar as entidades que não são sérias”, disse. Neumann defendeu ainda que as entidades sociais deveriam ser tratadas com regras adequadas à sua realidade, especialmente ao tratar do compromisso com os resultados. “Não são as ONGs que estão fraudando o país. É uma pequena parcela [de instituições] ligada a políticos”. No dia assinatura do decreto que suspendeu por 30 dias os pagamentos as entidades não governamentais, o ministro da Contro­­ladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, citou a Pastoral da Criança como exemplo de ONG correta.

A todo momento ouvimos e vemos a Pastoral da Criança em atividade pelo Brasil e pelo mundo afora. As autoridades deveriam acordar para isso.

25 de novembro de 2011

Dez propostas para tornar o Brasil um país melhor até 2021

 Uma delas....Acabar com a corrupção no Brasil com leis mais rígidas e sem possibilidade de recorrer da condenação.

Veja no final da matéria quais são as 10 propostas.
O jurista Luís Roberto Barroso, no último dia da Conferência Nacional da OAB, defende “nova narrativa” para a sociedade brasileira
Dez temas de alta relevância para o Brasil. Foi o que apresentou o advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso na palestra de encerramento da 21.ª Conferência Nacional dos Advogados, ontem, em Curitiba. Partindo do tema “Democracia, Desenvolvimento e Dignidade Humana: Uma Agenda para os Próximos Dez Anos”, Barroso elencou audaciosas propostas para o Judiciário, o Exe­cutivo e a sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, o jurista propôs que o país faça um exercício de pensamento que ajude a definir seu lugar no mundo. Para tanto, sugeriu a realização de um concurso multidisciplinar sob o tema “Uma nova narrativa para o Brasil”, para promover a pesquisa sistemática e o pensamento original que contribuam para a autocompreensão do país, sua gente e seu lugar no mundo.

A segunda proposta coincide com o que chamou de “grande con­­­­senso nacional”, que é a necessidade de uma ampla e urgente re­­­­­­forma política. Só assim, alerta Barroso, seria possível produzir um arranjo institucional que diminua o custo das campanhas, que dê autenticidade aos partidos, que seja capaz de absorver crises e ajude na formação de maiorias políticas estáveis no Par­­la­mento
Saneamento básico foi sua terceira proposta, tida como “a principal política pública de saúde preventiva” e a quarta sugestão foi a busca de um sistema punitivo que cumpra adequadamente as funções da pena criminal, uma vez que o atual não previne, não ressocializa e gera a sensação de impunidade. Um projeto educacional am­­bicioso foi a quinta proposta apresentada na conferência, com ênfase em programas nacionais de ca­­pa­­citação de professores, uso am­­plo dos recursos tecnológicos para educação a distância e com o ensino médio elevado à condição de prioridade máxima.
Trânsito
A sexta medida seria retirar “o glamour da velocidade irresponsável e o clima de festa da embriaguez”, apontando as mortes no trânsito como outro grave problema brasileiro. Na palestra, o constitucionalista disse que, em 2010, os acidentes de trânsito causaram mais de 40 mil mortes, sendo necessárias conscientização, fiscalização e repressão para reduzir a estatística. Mais avanços em termos de direitos humanos foi a sétima proposta, com foco também no tocante aos direitos sociais. Como desdobramento da discussão acerca desses direitos, a proteção das minorias foi sua oitava sugestão, com um Estado capaz de assegurar a descriminalização do aborto, ações afirmativas para pobres e negros, e direitos aos homossexuais. A penúltima proposta teve como foco a transparência em relação ao orçamento público, ainda considerado uma “caixa preta, desconhecida e inacessível”.
Por fim, a décima proposta de Bar­­roso abrange imediatas transformações no mundo jurídico, mar­­cado pela alta litigiosidade. Entre as principais sugestões, estão o incentivo à cultura das soluções consensuais, a instituição de um Exame Nacional de Magistratura co­­mo requisito para inscrição nos concursos para juiz e o aprimoramento do mecanismo da repercussão geral no Supremo Tribunal Fe­­deral.
Evento lança a Carta de Curitiba
A leitura da Carta de Curitiba encerrou oficialmente a conferência. Alguns dos principais pontos do documento foram a crença em uma imprensa livre, sujeita apenas aos controles sociais; rejeição aos abusos do Estado policial; defesa da autonomia dos indivíduos nas suas escolhas existenciais, da liberdade de religião à liberdade de orientação sexual; condenação dos modelos políticos que favorecem o benefício privado e uma reiteração da luta para preservar a qualidade do ensino jurídico no Brasil.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, agradeceu a participação de todos. “Aqui em Curitiba, concluímos que a advocacia continua exatamente onde deveria estar: na vanguarda das lutas em prol do fortalecimento do nosso país”. Para o presidente da seção Paraná da OAB, José Lúcio Glomb, esta foi a mais completa conferência já realizada.
Colaborou Lívia Lakomy, especial para a Gazeta do Povo
* * * * *
Interatividade
Que outros temas deveriam ser inseridos na agenda do governo para os próximos dez anos?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br

Propostas
Veja quais são os 10 temas de alta relevância para o Brasil:
1 Construir uma nova narrativa para a autocompreensão do país.
2 Realizar uma reforma política ampla e urgente.
3 Investir em saneamento básico como política de saúde preventiva.
4 Reformular o sistema penal brasileiro.
5 Ter um projeto educacional ambicioso, com ênfase no professor e no ensino médio.
6 Ampliar as ações de trânsito de modo a reduzir as mortes.
7 Avançar na garantia de direitos humanos e sociais.
8 Proteger as minorias, especialmente pobres e negros.
9 Tornar o orçamento público mais transparente.
10 Promover mudanças no ambiente jurídico, marcado pela alta litigiosidade.
Sistema de cotas
Pelo fim das disparidades sociais no Brasil
Rodrigo Batista, especial para a Gazeta do Povo
O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) participaram do debate “Cotas Raciais e Sociais”, na Conferência Nacional dos Advogados. Bastos defendeu a política de cotas raciais a fim de integrar a população afrodescendente aos serviços básicos. Já Torres manifestou-se a favor de cotas apenas sociais para favorecer toda a população de baixa renda.
Apesar de posições contrárias, os dois concordaram em alguns pontos. “Precisamos diminuir as disparidades sociais”, afirmou o senador. Depois, defenderam o uso da ação afirmativa. Bastos falou que as cotas “não podem existir eternamente, como patrimônio e reserva de mercado. Elas devem ser feitas para se contrapor a essa crescente desigualdade de acesso aos bens essenciais”.
Além disso, o ex-ministro e Torres concordaram sobre a importância de lutar contra o racismo. “Isso deve ser banido da ordem individual e coletiva”, afirmou o senador. Bastos, na defesa das cotas raciais, disse que no Brasil ainda existe um racismo velado que pode ser encontrado na posição dos negros no trabalho. Segundo ele, as disparidades trabalhistas entre negros e brancos aumentou entre 1996 e 2007. “Isso só diminui com igualdade mediante a justiça distributiva”,
Propostas
Veja quais são os 10 temas de alta relevância para o Brasil:
1 Construir uma nova narrativa para a autocompreensão do país.
2 Realizar uma reforma política ampla e urgente.
3 Investir em saneamento básico como política de saúde preventiva.
4 Reformular o sistema penal brasileiro.
5 Ter um projeto educacional ambicioso, com ênfase no professor e no ensino médio.
6 Ampliar as ações de trânsito de modo a reduzir as mortes.
7 Avançar na garantia de direitos humanos e sociais.
8 Proteger as minorias, especialmente pobres e negros.
9 Tornar o orçamento público mais transparente.
10 Promover mudanças no ambiente jurídico, marcado pela alta litigiosidade.
Sistema de cotas
Pelo fim das disparidades sociais no Brasil
Rodrigo Batista, especial para a Gazeta do Povo
O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) participaram do debate “Cotas Raciais e Sociais”, na Conferência Nacional dos Advogados. Bastos defendeu a política de cotas raciais a fim de integrar a população afrodescendente aos serviços básicos. Já Torres manifestou-se a favor de cotas apenas sociais para favorecer toda a população de baixa renda.
Apesar de posições contrárias, os dois concordaram em alguns pontos. “Precisamos diminuir as disparidades sociais”, afirmou o senador. Depois, defenderam o uso da ação afirmativa. Bastos falou que as cotas “não podem existir eternamente, como patrimônio e reserva de mercado. Elas devem ser feitas para se contrapor a essa crescente desigualdade de acesso aos bens essenciais”.
Além disso, o ex-ministro e Torres concordaram sobre a importância de lutar contra o racismo. “Isso deve ser banido da ordem individual e coletiva”, afirmou o senador. Bastos, na defesa das cotas raciais, disse que no Brasil ainda existe um racismo velado que pode ser encontrado na posição dos negros no trabalho. Segundo ele, as disparidades trabalhistas entre negros e brancos aumentou entre 1996 e 2007. “Isso só diminui com igualdade mediante a justiça distributiva”,

No Dia do Doador de sangue, estoques no PR estão em estado crítico

Número de doações caiu na última semana e o Hemepar está com poucas bolsas de sangue para atender Curitiba e região. Na manhã desta sexta-feira, órgão fez homenagem a doadores
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), órgão vinculado à Secretaria de Saúde, está com o estoque de sangue para Curitiba e região em estado crítico. O alerta ocorre nesta sexta-feira (25), data em que é comemorado o Dia Nacional do Doador de Sangue. Para lembrar a data, o órgão prestou uma homenagem para as pessoas que mantêm a prática da doação de sangue.
Segundo Paulo Roberto Hatschbach, diretor geral do Hemepar, a tendência é de que no final do ano as doações de sangue diminuam. O problema é que essa é uma época em que a demanda por sangue aumenta muito, já que cresce a quantidade de acidentes. “O sangue é um bem insubstituível. Temos órgãos artificiais, mas não o sangue”, afirma.
Para atender os 384 hospitais de Curitiba, Região Metropolitana (RMC) e do interior do estado, o Hemepar precisa de 150 doações diárias. Na última semana, em média, eram registradas 70 doações, mas houve dias com apenas 30 doadores, o que contribui para a queda no nível do estoque.
O diretor ainda ressalta a importância da doação constante. A validade das bolsas de sangue varia. As plaquetas podem ser usadas de três a cinco dias depois de colhidas. Já hemácias duram de 30 a 40 dias. “Por isso é importante que a doação seja constante, para que o abastecimento não fique comprometido”, explica.

Homenagem
Os doadores de sangue praticantes, que fazem de três a quatro doações anuais, receberam uma homenagem na sede do Hemepar em Curitiba, na manhã desta sexta-feira (25). Segundo Hatschbach, foi realizado um pequeno evento, com a presença da Banda da Polícia Militar e apresentação de uma peça de teatro de uma escola para portadores de necessidades especiais. “Isso é um agradecimento ao doador voluntário, que faz esse ato humanitário para salvar vidas de pessoas que nem conhece”, ressalta.

Doação
Quem deseja se tornar um doador de sangue deve ficar atenta as restrições temporárias - como gripes, tatuagem e gravidez - e definitivas, como diabetes e hepatite. Todas as restrições estão no site da Secretaria de Saúde.
Além do Hemocentro em Curitiba, há unidades em todo o estado que compõem a Rede Hemepar. No site da entidade há o endereço e o telefone de cada uma delas.

Serviço:
Hemepar
Endereço: Travessa João Prosdócimo, 145 – Alto da Rua XV, atrás do Hospital Oswaldo Cruz.
Informações: 0800-645-4555 ou (41) 3281-4000.